Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Colaboração do Acadêmico Lino Vitti (Príncipe dos Poetas Piracicabanos) - Cadeira no 37 - Patrono: Sebastião Ferraz




A meu pai

Lado a lado, meu pai, nas andanças da vida,
mãos dadas com carinho e com grandioso amor,
umas vezes a estrada é uma senda florida,
muitas outras, porém, tem espinhos e dor.
Em você, caro pai, encontrei nesta lida
mil sonhos a cumprir, de luz um resplendor,
A todos conduziu, com nossa mãe querida,
a um porto bem seguro, a um porto salvador.
Que a idade não lhe seja um peso doloroso,
antes uma alegria, anseio realizado,
uma vitória em meio a este mar proceloso.
Eu lhe desejo, pai, tão extremoso e amado,
que o proteja o bom Deus, que é grande e poderoso,
que o conserve, feliz, por muito ao nosso lado.

Roça feliz

Fui ao campo. Fui ver o quanto é lindo
o imenso fulgurar de um sol de meio-dia.
Fui ver, em verde bando, as maritacas indo
em busca matinal do pão de cada dia.
Fui ver o lavrador, em suores, carpindo
enquanto o cafezal em alvuras fulgia.
Mas que ouço? São talvez os pássaros curtindo
o alvorecer da roça em árias, numa orgia?
Que vejo? O milharal embonecado e farto
em dourada promessa, em espigas risonho?
Além vejo o arrozal... Que passa? É um lagarto?
Meu Deus! Não é verdade isto que aqui componho,
é apenas a ilusão da qual, triste, me aparto...
A roça não é mais do que infindável sonho!
Indelével retrato
Quando menino, sensações de vulto
não tive, sensações próprias da idade
Sempre vivi desconhecido e oculto
longe do vão bulício da cidade
Fiz da vida campestre um quase culto
da natureza, quase divindade
E trago ainda (que felicidade!)
um coração silvestre em mim sepulto
Um dia precisei deixar meu ninho
trocar o seu calor e o seu carinho
por outras contingências do viver
Mas nem belas visões de outra paragem
puderam apagar a sua imagem
gravada tão profunda no meu ser.

Noites fantasmais

E disse Jeová: “façam-se as trevas com todos os seus astros”! E assim se fez. As estrelas, a lua, os cometas, as constelações, enfeitaram as noites cósmicas, porque veio a Noite, larápia do Sol. E dentro das noites do mundo formataram-se os fantasmas apavorantes, e os fantasmas povoaram a Terra, ora em forma de assombração, ora em forma de saci, ora em forma de mula-sem-cabeça, ordinariamente vagando pelas estradas desertas, aterrando povoados a dormitarem, assustando sitiocas e fazendas, assaltando taperas e santas cruzes das estradas.
O sertão ressuma fantasmas! Quanto mais a solidão se apodera das distâncias ignotas noturnais, mais presente se faz o enigmático personagem fantasmal. E cresce, cresce, avoluma-se, avoluma-se o medo agarrado ao homem do sertão. E o sertanejo que “é antes de tudo um forte”, como dizia o Euclides da Cunha, assassinado por amar sua consorte, diante das trevas de uma estrada encurralada dentro da noite, fica magrinho, fraquinho, reduzido, como um caniço de brejo. E a tese euclidiana perde toda a sua imponência afirmativa. Porque o caboclo treme, suja as calças, foge diante de um foco de luz que caminha pelas encostas, ou se move pelos vales rurais, ou se do seio misterioso da mata o urutau solta a sua gargalhada fantás¬tica! E não só o caboclo, mas qualquer viajante deste universo, more no sertão ou viva na urbe, sói tremer e emporcalhar os fundilhos ao topar na escuridão soberana da noite uma bola de fogo movediça a esvoaçar pelo campo embrulhado pela cegueira da treva noturna.
* * *
O pedreiro-lavrador Jair, apesar de suas mãos honestamente calejadas pela rusticidade profissional, tinha uma cabeça cheia de fraseado literário adquirido por seu próprio esforço, conquistado pela leitura contínua e estudada de livros, almanaques, revistas e tudo quanto escrito lhe fosse cair nas mãos. E desse contato com as letras, alimentado pelo ambiente rural da sua vida, saliente ob¬servador dos fatos e pessoas, vivente inarredável das noites da roça, Jair acabou pintalgando muitas laudas de papel em branco, com a criatividade de seu lápis. Admiravam-no os conterrâneos, pois não é raro surgir, como silvestre flor de maracujá, por entre gente dos cafundós do Judas, uma inteligência privilegiada como a de nosso personagem.
Por outro lado, o Jesuíno da Silva, metido a intelectual daqueles sertões, não cansava de mexer com a literatice do quase vizinho Jair, e não se envergonhava de, às vezes, quando o pseudo-escritor passava as noites longe da casa, pé-ante-pé, como um ladrão de terceira classe, ir bisbilhotar o “escritório” do amigo e contemporâneo, para desvendar que mistérios teria ele lançado nas rústicas folhas de papel sobre que vivia rabiscando, rabiscando, sabe-se lá o quê? E numa dessas aventureiras invasões ilegais, digamos assim, o Jesuíno descobriu uma breve mas gostosa história sobre um mistério que há muito tempo encucava a população do roceiro povoado. Lançou as mãos larápias sobre as laudas e, cautelosamente, sob a lamparina, foi depois colocar a sua curiosidade sobre o que poderia ter saído da cachola do companheiro e amigo.
E viu, ou melhor, leu. Leu o que era a solução de um velho mistério noturno que há muitos anos embatucava a população. Não fora essa revelação de Jair, cronista caipira do bairro, e ainda hoje perduraria ignoto o fato, talvez para sempre. A menos que aquelas páginas rabiscadas e quase ininteligíveis, não passassem de uma brincadeira do “genial escritor” pedreiro. E Jesuíno, assaltante de páginas cronísticas que jamais talvez viessem a lume, tornou-se um arauto delas e tornou possível que chegassem até nós. E o que teria descoberto o estranho ladrão de crônicas? Sigam o Jesuino, concen-trado, à luz da lamparina , na historiazinha encontrada nos papéis surripiados do pedreiro-escritor:
“UM CASO DE LOBISOMEM – O fato de acreditar depende de cada um de nós e todos temos o direito de crer ou não em alguma coisa. Muita gente afirma que lobisomem existe e até já viram com seus próprios olhos. Dizem que tem preferência pelas cocheiras e galinheiros, sempre à meia-noite, na sexta-feira, quan¬do ele se transforma em lobo, cumpre o seu tempo, depois volta ao normal. Palavra de quem acredita. Aquelas pessoas que ouvem passos, barulhos, enxergam vultos e até conversam com os mortos. O mesmo acontece com os que veem lobisomem.
Na pequena comunidade havia algumas parteiras para servir a população e eram estas que faziam o atendimento das mulheres. Certa noite, numa sexta-feira, uma mulher estava para dar à luz e logicamente o marido procurou a parteira do povoado cujo nome era Minca, num sítio vizinho. Partiu Minca a bordo de um carrinho puxado por um animal.
A família atendida acreditava na existência do lobisomem e comentavam que todas as sextas-feiras era ouvido um barulho no galinheiro e seria o tal de lobisomem que atormentava as aves galiformes e sempre levava consigo uma ou duas delas.
Enquanto Minca aguardava a hora do desfecho, eis que surge o costumeiro barulho pelas bandas do galinheiro. A família, como sempre assustada, pediu à parteira que ficasse em silêncio pois era a hora do lobisomem. Esta, porém, abriu a porta de vez, saiu apressada e foi até o galinheiro. Aí fechou a portinhola da casa das galinhas pela tramela do lado de fora. E gritou surpresa para o lado da casa, onde se acotovelavam os donos do galinheiro: “venham, o lobisomem está preso”. Apavorados, todos se recusavam, mas Minca insistia até que os convenceu a chegar até lá. E à luz de um lampião, abriram a portinhola e lá estava, com a maior cara-de-pau, o famoso lobisomem. E sabem quem era?
Nada mais, nada menos, do que o carreiro da fazenda que em todas as sextas-feiras ia fazer sua féria, furtando as galinhas para saboreá-las no fim da semana. E esse foi mais um caso desvendado por Minca, e fez com que a família nunca mais acreditasse em coisas do outro mundo”.
Jesuino embasbacou diante do que lera no manuscrito “roubado” do amigo. E, como era também ferrenho crente dos mistérios fantasmais das noites roceiras, converteu-se. E hoje, se lhe perguntam o porquê dessa mudança fantástica, responde simplesmente: “cá o quê... Lobisomem é gente mesmo”...

Deslumbramento

Batizaram-no de Manuel. Ficou para a vida, depois, o simpático apelido de Manequi. Interessante como se penduricam apelidos nas pessoas. E como todos, pais, familiares, mestres, amigos e outros se unem em torno da alcunha, a repetem, a conservam, a eternizam. Assim, era Manequi daqui, Manequi dali, Manequi de cá, Manequi de acolá. E o Manequi sorria, um sorriso gostoso de quem aprova o nome que de batismo não é. Talvez porque, o Manuel, trazia aquele
diabo de hiato de mau gosto “ue”, tornando-o de certo modo antipático ao uso e meio mole de se pronunciar.
O menino, entretanto, cresceu como todos os meninos da roça, pois na roça havia nascido. Quem baixa a este mundo, em noite escura, arrancado das entranhas maternas por mãos de parteira amadora, já chega berrando, colocando em polvorosa a casa e as vizinhanças, com a força de seu choro valente e promissor. Manuel assim prometia, e mantinha, ao caminhar da vida roceira, a valentia necessária para uma existência difícil, sempre a exigir algo, como eram e são ainda as vidas que brotam, florescem e frutificam na liberdade do campo.
Não quero me deter, por exigências aprisionadoras dos es¬paços muito preciosos dos jornais de todo o mundo, em desfiar em detalhes os dias de infância do Manequi, em muito semelhante a de todos os meninos roceiros; não poderia deixar de dizer entretanto que o nosso herói nascera com um espírito de observação incomum, porquanto se os demais de sua idade e de origens assemelhadas não davam trela observativa aos fenômenos da natureza campesina, a alma de Manequi como que se deixava imantar pelas maravilhas de um amanhecer ou de um entardecer, de um dia de sol, de uma árvore frondosa, de um lavrador lutando de enxada à mão ou arando, de um temporal a toldar os horizontes natais, de uma floresta cheia de todos os arcanos vegetais e animais, de um plenilúnio seresteiro, de um regato a conversar com as ervas e as flores da mata espessa, enfim, de tudo quanto constitui as belezas, os encantos, o amor e o sonho de uma vida campestre.
E sonhava também. Sonhava com um mundo imenso, gene¬roso, rico, feliz e fantástico que deveria existir e brilhar além dos limites de sua roça, como lhe faziam chegar aos ouvidos e ao seu mundo de fantasia, as conversas das visitas forasteiras, as aulas das professoras escolares, o noticiário radiofônico, e especialmente os livros sobre os quais muitas vezes e feito um poço de curiosidade se debruçava o garoto, sedento de conhecer e desejar um dia, quiçá (?), ver de perto, tocar com as mãos gulosas de esperanças e novidades.
Manequi sonhava muito, aliás. Além das fronteiras domésti¬cas que se estendiam até onde os olhos curiosos podiam deduzir, era possível existirem grandes cidades, fabulosas cidades, novas terras, novos horizontes, novas gentes, novos e muitos lares, novos e mui¬tos amigos! E como os desejava! Muitas vezes, na luminosidade do 99
dia, tocando as nuvens alvas e movediças, roncando como estranho animal voador, Manequi contemplava o voo metálico de um avião e vibrava com a ideia de que lá, nas alturas infinitas, dentro daquele pássaro de ferro, havia pessoas, pessoas que buscavam outras terras, outras gentes, outros horizontes. E invejava, e desejava, e batia pal¬mas ao espetáculo, ansioso de um dia também voar aprisionado no seio da ave de aço que comia as distâncias espaciais como se nada fossem.
* * *
O meio-dia sufocava. A roça diluía-se sob a glória do sol. E o calor, e a hora, e o silêncio e tudo convidava para a sesta. Pássaros e bichos silvestres ou domésticos calaram seu canto e seu mugido, buscando a sombra e a tranquilidade. E o ronco do avião destoava como um absurdo, na imensidade azul do dia.
Ao longe, de súbito, o horizonte se abriu e se distendeu fantasticamente. E na fímbria do infinito foram se delineando, como um milagre, inúmeros arranha-céus. Subiam, subiam, quase arra¬nhavam verdadeiramente o céu. Encostavam nas nuvens. E a festa das vidraças faiscava, tremeluzia, caleidoscopicamente, fantastica¬mente. E ele via. Manequi via. E a curiosidade do menino escorria por aquelas paredes intermináveis, rumo ao chão. E aqui fervilha¬vam veículos e mais veículos, de todas as cores, de todos os tipos, num festival fremente de vida e progresso. E homens, mulheres, crianças, velhos, jovens, brancos, negros, orientais, europeus, ame¬ricanos, fervilhavam num caminhar apressado, como quem vai em busca de uma existência feliz, trabalhosa e sonhada. Regurgitavam lojas, casas comerciais, casas de espetáculos, livrarias, estúdios de rádio e televisão, redações de jornais e revistas, escolas, estádios esportivos, trepidavam passos rumo às fábricas, aos supermercados, às praias, aos hotéis e motéis, às repartições públicas, estaduais, municipais, federais... E se fez noite. E a escuridão da noite se iluminou, como se o sol continuasse a sua missão diurna de brilhar. E os en¬tes humanos prosseguiam em sua faina de trabalho, de atividades, de lutas e labutas, sem interrupção entre o dia e a noite. A vida, o caminhar, o trabalhar, o agredir as dificuldades e o viver sonhando com riquezas e belezas, era uma constante, empurrava as multidões apocalípticas para diante, para um porvir fabuloso, na conquista do amor, da esperança, da expectativa, da felicidade enfim.
E Manequi via. Via e se sentia envolto naquela trepidação de vida extraordinária. Via que além de sua vidinha de roça, havia uma enormidade de existência, que ele ignorava, mas que agora contemplava, pressentia, desfrutava. Como era imenso o mundo! E quantos mundos o mundo abarcava!
O pintassilgo da gaiola abriu o biquinho. E cantou. E acordou Manequi de seu sonho, nada mais do que uma realidade que está presente na glória de São Paulo. O menino sonhara? Talvez, não. A televisão mostrava a ciclópica capital paulista, com todo o seu fausto, com todos os seus problemas, com todas as suas conquistas, com todas as suas vitórias e derrotas, em fantástica reportagem, enquanto Manequi, entre a penumbra do sono e da vigília, se deixara envolver pelo deslumbramento da quase ou maior cidade do mundo.
Sonhara de olhos abertos pois a visão que vislumbrara era, sim, a fabulosa São Paulo, festiva e sensacional comemorando seus 450 aniversários de fundação.

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Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
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Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz