Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Branca Motta de Toledo Sachs

Colaboração do Acadêmico André Bueno Oliveira
Cadeira n° 14 - Patrona: Branca Motta de Toledo Sachs

POETA

Ama o doce perfil do firmamento,
Das estrelas o brilho sedutor.
O rugir das procelas e o lamento
Que a avezinha desfere, ao sol se pôr.

Vê na coisa menor um monumento
E se perde em cuidados, todo amor,
Por um ninho, uma folha solta ao vento,
Borboletas azuis, sebes em flor.

Extasia-o a visão de um lindo poente,
De uma lua surgindo de repente,
De um riacho entre pedras a correr.

Pobre poeta que choras a cantar!
Se conheces tão bem o que é sonhar,
Melhor sabes ainda o que é sofrer.

Esta é a definição de POETA, transformada em versos pela professora e poetisa Branca Motta de Toledo Sachs. Um soneto decassílabo perfeito, como perfeitos são todos os sonetos de seu livro “Sonetos de Branca”, publicado em 1999. No último terceto, ela resume em apenas três versos, toda sua alma de poetisa, pois a maioria de seus poemas expressam um canto triste, um sonho interrompido e um sofrimento inconformado. Após o falecimento de seu querido esposo, o professor Alberto Vollet Sachs, seus sonhos coloridos de poetisa, tornaram-se opacos e a eterna saudade de seu amado foi externada na maioria de seus versos.
Embora nascida em Lorena em 02 de Agosto de 1906, foi uma piracicabana por inteira. De corpo, alma e vida. Pelos relevantes serviços prestados à nossa sociedade, recebeu merecidamente da Câmara Municipal de Piracicaba, o título de Cidadã Piracicabana. Dona Branca, como era popularmente chamada, faleceu em Piracicaba, em 29 de Outubro de 1995.
Além de seu legado literário, Branca Motta de Toledo Sachs deixou-nos uma entidade filantrópica maravilhosa, da qual foi fundadora e presidente de 1938 a 1995: a ESCOLA DE MÃES DE PIRACICABA.
Sua dedicação a tal entidade foi uma semente plantada com muito amor, de tal forma que até hoje os frutos são produzidos proficuamente. O exemplo de sua caridade continua vivo até nossos dias, pois as gestantes carentes recebem, na ESCOLA DE MÃES, orientações pedagógicas,
cursos, assistência médica e também enxoval completo para seus bebês.
Sua obra poética revela também o amor à Natureza e à simplicidade da vida. Qual galeria de artes, seu livro expõe belíssimos sonetos, que são verdadeiras telas raras. Preciosas pérolas literárias. Descreve com sensibilidade e sutileza, a chuva, as enxurradas, as trevas da noite,
a luz do sol, o arco-íris, o brilho da lua, o outono, a primavera, as sibipirunas, os ipês, os pássaros...
Para amenizar seus prantos entre alegrias e seus sofrimentos entre sonhos, literalmente expressos nos versos finais do soneto acima citado, Branca Motta de Toledo Sachs encontrou, sim, um lenitivo: O TRABALHO. Sua dedicação à ESCOLA DE MÃES fez com que ela conseguisse superar a dor e a ausência de seu querido esposo. Fez com que ela operasse o milagre de transformar suas longas noites vazias em belos dias de sol. E esse milagre está descrito em seu livro de sonetos, quando inspiradamente ela compôs:


MINHA VIDA


Lua branca no céu cor de marfim,
Esparrama luar por toda a terra.
Para os outros, não sei, mas para mim,
Essa pálida luz, mágoas descerra.

Os sonhos, a alegria eram meus, sim!
Tinha tudo de bom que a vida encerra.
Porém, como se engana, como se erra,
Pensando que seria sempre assim.

Hoje quero viver à luz do dia,
Pois a noite tão longa e tão vazia,
Só me faz não dormir e recordar.

Quero achar no trabalho uma guarida,
Fazer dele (trabalho) a minha vida,
Sem que sobre um minuto pra sonhar.

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Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz