Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

Walter Naime
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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Helly de Campos Melges

Colaboração da Acadêmica Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme
Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges

Helly de Campos Melges

Piracicabano
Data do seu nascimento - 14 de dezembro de 1928, data de falecimento 03/agosto/1993
- acadêmico da Academia Piracicabana de Letras,
- Vice-presidente e Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba,
- lançou a Revista Nº1 desta conceituada instituição,
- grande Trovador, premiado várias vezes nesta modalidade,
- primeiro Delegado da Trova em Piracicaba pela UBT, a quem eu tenho a honra de ocupar o lugar,
- um advogado sempre atento ao cumprimento das leis,
- organizou a redação do 1º estatuto do CLIP (Centro Literário de Piracicaba),
- como Político, com P maiúsculo, exerceu mandato de Vereador e foi 1º secretário e Presidente da Câmara Municipal de Piracicaba,
- consagrado escritor e poeta,
- primeiro Príncipe dos Poetas de Piracicaba,
- na função de gestor ocupou o cargo de Presidente do Conselho Coordenador das Entidades Civis de Piracicaba.
- educador por natureza era sempre chamado de Mestre.
- como educador realizou profissionalmente como Professor de Artes e fez carreira. Dirigiu escolas sendo por longo tempo Diretor da Escola Estadual “Monsenhor Gerônimo Gallo” em Pira¬cicaba e em seguida Supervisor de Ensino na Diretoria Regional de Ensino de Piracicaba. Atuou como Membro da Fiscalização do Regime de Dedicação Exclusiva.
- Religioso, leitor assíduo da Bíblia, evangelizador ecumêni¬

co. Quando alguém lhe perguntava sobre sua religião ele respondia: - “Sou Cristão e agora estou congregando na Igreja ...”
- Suas principais obras literárias em prosa e poesias:
“Na era Atômica”,
“O Soldado”,
“São Paulo”
“Ensaio sobre a poesia de Paulo Setubal” obra que lhe propiciou o “Prêmio Paulo Setubal em 1970”.
Série de livros “O Evangelho em Versos” sendo que os primeiros livros desta série são os maravilhosos “O Sermão da Montanha” e “ Oração dos Jovens”.
- Escrevia com frequência para jornais e revistas.
- Também compôs músicas, suas canções mais conhecidas são:
“ Nada Restou” e Grande Oleiro”
- Recebeu várias homenagens como:
“Denominação do salão Nobre da Câmara Municipal de Piracicaba”,
“Incentivador do Esporte” – Piracicaba e Região,
as Medalhas “Thales Castanho de Andrade” e do “Mérito Prudente de Moraes”
Tenho grande orgulho em tê-lo como meu Patrono na Academia Piracicabana de Letras – cadeira Nº 7.
Em homenagem ao prof. Helly de Campos Melges
José de Alencar disse: “o cidadão é o poeta do direito e da justiça; o poeta é o cidadão do belo e da arte.” (se eu pudesse poria também o impactante junto a arte).
O prof. Helly de Campos Melges contempla os dois aspectos descritos por José de Alencar.
Ser poeta não é apenas escrever belos ou impactantes versos, ser poeta é ter a alma “poetal”, como diz Marcial Salaverry.
O prof. Helly de Campos Melges nunca se descuidou da forma, seus sonetos e suas trovas eram formas cuidadas, mas nunca

deixou que a forma comprometesse a espontaneidade de seus versos.
Sua prosa também tinha poesia.
O que sempre admirei era sua forma de aproximar as pessoas de Deus, da poesia, da literatura e da arte em geral, para isso ele fazia uso de linguagem técnica simples, sem perder a profundidade das ideias.
Um dia, ele me pediu:
“–Não deixe morrer a trova em nossa Piracicaba.”
Tenho feito muito pouco, mas continuo a batalhar, ele queria que a trova ocupasse lugar de destaque, porém ... deixe para lá , pelo menos ela não morrerá.

TROVA É OBRA DE ARTE, É LITERATURA

Desta forma, a seu pedido, pesquisei sobre trovas dos grandes poetas da língua portuguesa.
Trova é uma composição poética clássica de forma fixa, cons¬tante de quatro versos de sete sílabas poéticas, rigorosamente metri¬ficados e rimados. Uma estrofe, qualquer que seja constante de quatro versos, chama-se quadra (= quarteto). A trova, portanto, é uma quadra, mas nem toda quadra é uma trova. Isso por que, uma quadra para ser trova deve atender as exigências de ter sentido completo e independente, e de possuir as rimas assim esquematizadas: ABAB; ABBA; AABB; e ABCB. A trova mais cultivada é a elaborada com o esquema de rimas ABAB.
Segundo o escritor Jorge Amado:
“Não pode haver criação literária mais popular e que mais fale diretamente ao coração do povo do que a Trova. É através dela que o povo toma contato com a poesia e por isto mesmo a Trova e o Trovador são imortais”
A Trova é uma forma poética milenar. É originária da Península Ibérica. Eis uma das Trovas de Camões, no esquema de rima “ABBA”:

“Campos bem-aventurados
tornai-vos agora tristes,
que os dias em que me vistes
alegre, já são passados.”


- Trova Lírica:

”Saudade palavra doce
que traduz tanto amargor;
saudade é como se fosse
espinho cheirando a flor...”

BASTOS TIGRE

- Trova Filosófica:

“ Duas vidas todos temos
, muitas vezes sem saber: -
- a vida que nós vivemos,
e a que sonhamos viver...”

LUIZ OTÁVIO

- Trova Humorística:

“Eu, trabalhar desse jeito,
com a força que Deus me deu,
pra sustentar um sujeito
vagabundo que nem eu ???...”

ORLANDO BRITO

De Castro Alves (romântico):

“As nuvens ajoelhadas
nos claustros ermos e vãos
passam as contas doiradas
das estrelas pelas mãos!”

De Olavo Bilac (parnasiano):

“O amor que a teu lado levas
a que lugar te conduz,
que entras coberto de trevas
e sais coberto de luz?”

De Alphonsus de Guimaraens (simbolista):

“O cinamomo floresce
em frente do teu postigo...
Cada flor murcha que desce
morre de sonhar contigo!”

De Fernando Pessoa:


“Cantigas de portugueses
São como barcos no mar –
Vão de uma alma para outra
Com riscos de naufragar.”

Algumas trovas minhas:

Irmanados pela trova,
Bem justa é nossa alegria,
Quando a vida se renova ,
Na festa da poesia.

Envergonhada a trova,
Diante do rico soneto,
Mesmo com roupa bem nova,
Não foi com ele ao concerto.

Ao ver do soneto a emenda,
A trova alegre sorria.
Em seu vestido de renda,
Na festa da poesia.

A leveza do seu verso,
Fez-me voar até o céu ,
E de lá eu lhe arremesso,
Estrelas com troféu.

A trova é bem popular,
Sempre do gosto do povo,
Mas nunca será vulgar,
Pois tem a essência do novo.


Poeta nasce poeta,
Depois ousa ser magia.
Poeta morre poeta,
Pra se tornar poesia.

Bipartiu-se , que emoção!
Forma antiga, forma nova .
Na concha do coração ,
Bela pérola era a trova.

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Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz