Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

Walter Naime
Cezário de Campos Ferrari

Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

Conselho editorial

Antonio Carlos Neder
Ivana Maria França de Negri
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
Myria Machado Botelho


Seguidores

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Rocha Netto

Colaboração do Acadêmico Gregorio Marchiori Netto
Cadeira n° 28 - Patrono: Delphim Ferreira da Rocha Netto

Biografia – Delphim Ferreira da Rocha Netto

Delphim Ferreira da Rocha Netto nasceu na cidade de Itu (São Paulo), no dia 9 de junho de 1913, filho de Francisco Nazareth Rocha e Euphrosina Mello Rocha. Casou-se em 8 de janeiro de 1937 com Yara Moreira Freire da Rocha, natural de Fortaleza (CE), filha de Leopércio Almeida Freire e Adelina Moreira Freire. São seus filhos: Weimar Freire da Rocha, José Carlos Freire da Rocha, e Delfim Sérgio Freire da Rocha. Faleceu em Piracicaba, no dia 23 de agosto de 2003, aos 90 anos, dos quais mais de 80 dedicados ao trabalho como arquivista esportivo e colecionador. Delphim Ferreira da Rocha Netto cursou a Escola dos Frades Capuchinhos de 1919 a 1920; em seguida, cursou o Grupo Escolar Barão do Rio Branco, de 1921 a 1922, e finalmente, o Grupo Escolar Modelo de Piracicaba, onde completou o curso primário e médio, diplomando-se em 30 de novembro de 1926. Cursou ainda a Escola de Contabilidade “Cristóvão Colombo” (1929 a 1930), cujo diretor era o Prof. Antônio Zalunardo Zanin, e depois, a Escola Prática de Contabilidade “Moraes Barros” (1931), do Prof. Acácio do Canto Junior, também seu diretor, tendo-se diplomado contabilista. Delphim trabalhou no comércio piracicabano, na extinta Livraria Americana (1927 a 1931), que era de propriedade do seu tio, João do Amaral Mello (agrônomo da primeira turma da Esalq) e, depois do Prof. José de Assis Filho, que a transformou em misto de livraria e de materiais dentários.
Em São Paulo, onde foi residir (1933), passou a trabalhar na tradicional firma de artigos dentários e de perfumaria “Ao Boticão Universal”, como vendedor e depois como “caixeiro viajante”, na zona noroeste, até 1935, residindo em Bauru.
Em 1935, prestou concurso público e foi aprovado, passando a integrar o quadro de funcionários da Secretaria dos Negócios da Fazenda do Estado de São Paulo. Como agente fiscal de rendas, trabalhou na capital paulista até 1937, quando foi removido para o Posto de Fiscalização Estadual de Piracicaba. Nesta cidade, exerceu as funções de agente fiscal até o ano de 1939, quando foi removido para a cidade de São Carlos.
Em 1944, retornou a Piracicaba, ainda na qualidade de fiscal. Mais tarde, em 1946, foi guindado ao cargo de chefe do Posto Fiscal local, e em 1949, ao de Inspetor de Rendas. Em 1955, foi removido para Pirassununga na qualidade de inspetor daquela cidade e região. E em 1960, foi transferido para a Inspeoria Fiscal de Rio Claro, onde ocupou durante dois anos, o cargo de delegado tributário da Delegacia Regional da Fazenda, em comissão. Aposentou-se na carreira de Inspetor de Rendas, no dia 13 de maio de 1964.
Rocha Netto iniciou os seus primeiros passos na imprensa piracicabana, como colaborador do Jornal de Piracicaba, onde começou escrever suas primeiras notícias esportivas em 1930. Em 1933, indo residir na Capital, tornou-se representante junto à imprensa de São Paulo, da Associação Atlética Acadêmica “Luiz de Queiroz”, e do EC XV de Novembro de Piracicaba, divulgando o nome de Piracicaba em todos os jornais de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Em 1937, na sua volta para Piracicaba, ingressou no Jornal de Piracicaba, de propriedade de João Franco de Oliveira e, em 1938 – 1939, firmou-se no mesmo jornal dos Irmãos Losso (Fortunato e Eugênio), até o dia em que foi removido para São Carlos, em 1939. Delphim passou então, a chefiar a seção esportiva do Correio de São Carlos. Em 1944, de novo em Piracicaba, voltou a prestar colaboração ao “Jornal”.
Em Piracicaba, Rocha Netto exerceu ainda as funções de correspondente do “Diários Associados”, Rádio Pan-Americana e “A Gazeta Esportiva”, além de ter sido nomeado redator correspondente da revista carioca “Sport Illustrado”, que circulou de 1937 a 1956 no Brasil e no exterior.

Foi colaborador também da revista cinematográfica “A Scena Muda”, do Rio de Janeiro. Até o ano de 1997, representou em Piracicaba, onde residia, a “A Gazeta Esportiva”, cujas notícias eram sempre publicadas com destaques. Teve rápida passagem por “O Diário” local, em cuja imprensa escreveu centenas de reportagens e dois livros sobre o XV de Novembro, 1913 a 1946 (O Diário) e de 1947 a 1994 (Jornal de Piracicaba). Rocha Netto foi eleito em 1955 vereador à Câmara Mu-nicipal de Piracicaba, pelo PSP, exercendo pouco tempo a referida função em virtude de sua remoção para Pirassununga. Recebeu os títulos de Cidadão Piracicabano, Cidadão Benemérito do Esporte Pirassununguense, Benemérito do Esporte Goiano, Benemérito e Sócio Honorário do Clube Atlético Pirassununguense; Sócio Benemérito do Clube dos Sargentos e Subtenentes de Pirassununga; Sócio Remido, Grande Benemérito e Presidente de Honra do EC XV de Novembro de Piracicaba; Sócio Remido dos Veteranos Pau¬listas de Futebol, da Capital; Membro Nato do Grande Conselho de Honra da Sociedade Recreativa Palmeiras de Piracicaba, Presidente Honorário do Panathlon Clube de Piracicaba.
Foi também Presidente de Honra da Federação Paulista de Ping Pong, Presidente Honorário do Clube Flor do Bosque de Piracicaba, membro da Academia Piracicabana de Letras; do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba, do Clube dos Escritores e da Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo. Como sócio da ACEESP foi agraciado em 11 de janeiro de 1971, com o diploma e medalha de “Mérito Profissional”, por ocasião do 1º Congresso Nacional de Cronistas Esporti-vos, realizado em São Paulo.
O acervo esportivo Rocha Netto foi formado pelo jornalista Delphim Ferreira da Rocha Netto (1913-2003), a partir de 1919, e hoje é considerado um dos mais completos acervos sobre futebol do país e extensa fonte de pesquisa para estudantes, jornalistas, historiadores, esportistas e demais interessados. Sua formação teve como objetivos fundamentais resgatar a história do futebol e a trajetória dos grandes jogadores do passado. É composto por uma coleção de aproximadamente 50 mil fotografias sobre futebol, anotações sobre os clubes nacionais e internacionais, flâmulas, livros, fichas técnicas de jogos e dados biográficos de atletas. As coleções de jornais e revistas especializadas existentes no acervo so¬mam cerca de 30 mil textos.
O arquivo teve início quando Rocha Netto tinha apenas seis anos de idade, e passou a colecionar as figurinhas que envolviam as balas-futebol e as fotos publicadas nos jornais da época, costume que lhe garantiu preciosidades, como fotografias raras da seleção brasileira e também de times locais. Pelo seu valor histórico e organização, o acervo Rocha Netto tornou-se instrumento de pesquisa reconhecido pela imprensa esportiva nacional.
Em abril de 2002, o jornalista oficializou a doação do seu acervo ao Instituto Educacional Piracicabano (que o integrou ao Centro Cultural Martha Watts), e certificou-se de que seu trabalho seria preservado e mantido como fonte de pesquisa às novas gerações e admiradores do futebol. No ano de 2006, o acervo foi totalmente transferido ao Centro Cultural Martha Watts, local onde é preservado, e desde então permanece aberto para visitação no Espaço Memória Piracicabana. De fevereiro de 1980 a junho de 1981, Rocha Netto iniciou nas páginas de “O Diário”, de Piracicaba, um trabalho denominado “A História do XV”, no qual foi focalizada a vida do tradicional clube, compreendendo o período de 1913 (data da fundação da agremiação), até 31 de dezembro de 1946, registrando toda a sua história de clube amador. Este documentário, tamanho 28 x 38, somando 616 páginas, foi lançado em livro, na sessão solene da Câmara Municipal de Piracicaba, no dia 1.8.1981.
A partir de 19 de março de 1982, Rocha Netto passou a escrever a segunda parte de “A História do XV” no Jornal de Piracicaba, na qual foi focalizado o período de 1.1.1947 até 31.12.1991 e, contando os fatos do Clube já na sua fase profissional, completando-se assim o ciclo 1913 - 1991. Esse trabalho mereceu elogios da FIFA conforme documento encaminhado pelo Dr. João Havelange, presidente daquela entidade. O livro referente à segunda parte da “História do XV” foi posto à venda aos interessados, cuja renda foi entregue totalmente às casas de caridade de Piracicaba. Quando Rocha Netto residiu em São Carlos (1939 a 1943), fundou naquela cidade o Semanário “Correio Esportivo”, que era encartado no tradicional “Correio de São Carlos”, e fez parte ativa da vida social e esportiva daquela cidade, como atleta vinculado ao futebol local. Lá, fez parte da Comissão Central de Esportes, quando São Carlos levou a efeito os Jogos Abertos do Interior, na gestão do prefeito Carlos de Camargo Salles, fazendo ampla cobertura dos acontecimentos esportivos daquela cidade, em jornais da Capital do Estado e em revista do Rio de Janeiro.
Em Pirassununga, além de colaborador do jornal “O Movimento” e “A Voz do Arip”, foi radialista, apresentando na Rádio Difusora o programa “Pelota no Ar”; como presidente da Comissão Central de Esportes, movimentou todas as modalidades na região e implantou em Pirassununga, o futebol de salão e o tênis de mesa. Foi patrono, também, dos ginasianos de 1957, da Escola Normal “Álvaro Guião” de Pirassununga.
Em Piracicaba, ocupou por vários anos, a presidência e a tesouraria da Comissão Central de Esportes, a título relevante, pois nunca recebeu nada por seus trabalhos em favor do esporte. Promovida pela Associação Atlética Educando pelo Esporte desde 1999, a Copa Rocha Netto tem como objetivo homenagear o jornalista e promover atividades voltadas aos jovens em atividades recreativas, que visem a amizade e a integração. A partir de 2010, a Copa Rocha Netto passou a integrar o calendário esportivo de Piracicaba.
Até aqui, transcrevi quase textualmente os dados biográficos de meu patrono, que me foram fornecidos amavelmente pela Assessoria de Imprensa do Departamento de Comunicação e Marketing, da UNIMEP, por meio da jornalista Angela Rodrigues dos Santos.
Passo, a partir de agora, a transcrever um texto de minha lavra, que intitulei:


Costumes e manias de Rocha Netto
(conforme relato de seus filhos)



Rocha Netto, de vez em quando, para demonstrar o imenso amor que possuía pelo seu time de futebol – o Clube XV de Novembro – saía andando pelas ruas centrais da cidade vestido com a camisa de futebol do clube, atraindo assim a atenção dos transeuntes.
Uma de suas manias, nas horas de lazer, era em sua casa comer salaminho e tomar uma cerveja, desobedecendo às recomendações do seu médico. Mas, para assistir a seus filmes clássicos antigos, de sua notável filmeteca “cult”, tinha uma mania toda especial: comprava sanduíches das Lanchonetes Mac Donald´s, levava-os para sua casa e assistia ao filme comendo-os, muito devagar, e tomando sua cerveja predileta.
Certa vez, assistindo a um dos seus filmes antigos, sentiu que, por mais que mexesse os botões do volume, não conseguia fazer “aparecer” o som. Irritado, telefonou para seu filho Weimar, para que este viesse a sua casa e fizesse funcionar o som. Após Weimar verificar todo o sistema sonoro, concluiu e disse ao seu pai: impossível ouvir o som do filme… pois o filme é mudo!
Após a morte do Presidente da APL, João Chiarini, houve eleição para nova diretoria. Rocha Netto foi candidato à vice-presidência, na chapa encabeçada por mim, concorrendo três chapas. Fomos derrotados.

Nenhum comentário:

Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz