Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

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Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Laudelina Cotrim de Castro

http://www.raizonline.com/trintaeoito/paginadesoito.htm

Colaboração do Acadêmico Gustavo Jacques Dias Alvim
Cadeira n° 29 - Patrona: Laudelina Cotrim de Castro

Laudelina Cotrim de Castro

Escolhi para patronesse da cadeira, que ora ocupo na Academia Piracicabana de Letras, a saudosa professora Laudelina Cotrim de Castro, que nasceu no dia 12 de abril de 1907 e faleceu em Piracicaba, aos 74 anos, no dia 13 de setembro de 1981. Era filha do Prof. Benedito Cotrim Dias (professor e diretor de escola primária) e de Cândida Wolf Cotrim Dias (do lar). Foi casada com Docler de Castro; não teve filhos.
Formou-se professora normalista na Escola Complementar, hoje Instituto de Educação “Sud Mennucci” e dedicou sua vida ao magistério, sua grande paixão, e, mais tarde, atuou, durante muitos anos, na antiga Escola Normal Oficial de Piracicaba, depois Escola Normal “Sud Mennucci”, instituição em que se formara, e também na Escola Normal “Miss Martha Watts” do Colégio Piracicabano, sempre na área da pedagogia, ensinando a disciplina Prática da Educação. Quando tinha seus quase 50 anos de vida, tomou uma decisão corajosa: transferiu-se para São Paulo, para fazer o vestibular para o Curso de Pedagogia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, da Universidade de São Paulo, na Rua Maria Antonia, uma das mais renomadas do país, apesar de já ser titular, por concurso público, da cadeira que ocupava na Escola Normal Oficial, em Piracicaba. Licenciou-se em 1959. Depois de lecionar na própria instituição em que se formara, aposentada, voltou a residir em Piracicaba. Ela teve, também, nessa cidade, na década dos anos 40, um curso de admissão ao ginásio (que, então, exigia exame para ingresso), reconhecido pela sua qualidade e conseqüente elevado número de alunos aprovados.
A Profª Laudelina, que os íntimos chamavam de Lina, era uma pessoa eclética e multifacetada. Enquanto residiu em Piracicaba destacou-se, não só como professora, dedicada, inteligente e
culta, mas também como animadora cultural. Amante da música, era pianista, bailarina, acordeonista, violonista e cantora. Gostava de organizar shows artísticos, espetáculos teatrais e de balé (eventos que montava e acompanhava ao piano), bem como outros tipos de festas, envolvendo seus alunos e pessoas da sociedade. Um desses espetáculos, muito esperado, era o “Show Normalista”, realizado, anualmente, no antigo Teatro Santo Estevão, demolido em 1952. Nessas ocasiões ela fazia de tudo: preparava o roteiro e “scripts”, montava as cenas, fazia o esboço dos roteiros e trajes das persona-gens, ensaiava, buscava apoios e participava pessoalmente do espetáculo. Nada lhe escapava; era exigente, pois queria tudo o mais perfeito possível. Nela transbordavam a alegria e o entusiasmo. Tinha uma criatividade e dinamismo invejáveis. Em tudo punha muita beleza e arte.
Maria Aparecida Mahle, a partir de pesquisas, registrou que a Profª Laudelina levou a efeito o primeiro desfile de moda, em Piracicaba,. Sobre ela escreveu:
“Professora interessante, cheia de vivacidade e energia foi Laudelina Cotrim de Castro. Para organizar uma festa escolar, fazer a coreografia de um bailado, podiam contar sempre com seus préstimos e qualidades. Creio, também, que o primeiro desfile de modas que Piracicaba presen¬ciou foi organizado por ela, em 1946, no Teatro Santo Estevão. Tinha o mesmo a finalidade de colaborar com os formandos do ginásio, daquele ano, do “Sud Mennucci”; a renda era para pagar as despesas com a festa. Nenhuma casa de modas patrocinava o evento e desfilávamos com os vestidos confeccionados por nossas próprias costureiras. Também não havíamos feito nenhum treinamento especial; apenas quem gostava e “levava jeito” participava. Isso Laudelina resolvia... E para desfilarmos havia “música ao vivo”. O evento, seguido de uma brincadeira dançante, foi um sucesso” (Extraído de “A Província” – www.aprovincia.com.br).
Estava, também, sempre envolvida nos movimentos da vida cultural da cidade, na qual tinha presença marcante. Publicou muitos artigos, alguns polêmicos, no “Jornal de Piracicaba” e em outros periódicos, sobre assuntos variados e a respeito de temas da sua área, a Educação. Erudita, lia muito. Inveja a sua biblioteca e o seu vasto conhecimento, inclusive de idiomas estrangeiros. Quando eu tinha dúvidas ou necessidade de ajuda para algum trabalho escolar era a ela que eu recorria. E mais, falava muito bem, uma grande oradora.
Ela gostava de viajar e de organizar viagens, muitas delas para seus alunos. Aliás, numa época em que as viagens não eram tão fáceis e comuns, não perdia oportunidade de conhecer novos lugares, no Brasil e no exterior. Tinha horror a viagens aéreas, preferindo sempre a via marítima ou terrestre. Como o seu marido não apreciava muito esses périplos, ela, se articulava com colegas ou amigas, para fazê-los. Visitou a Europa, inclusive a Rússia, em tempos de “guerra fria”, e países latino-americanos.
Outra faceta de sua personalidade era o gosto pelo esporte, especificamente a natação, que praticava regularmente, para manter o seu preparo físico. Ao que me consta, foi na sua residência, imóvel que chamava a atenção pelo inusitado estilo normando de sua arquitetura, edificada em 1948 (imóvel ainda hoje existente, na Rua 15 de Novembro, esquina com a Rua José Pinto de Almeida), que se fez a primeira piscina numa casa particular em Piracicaba.
O Legislativo piracicabano homenageou essa ilustre e querida educadora, dando o seu nome a uma avenida, junto ao Bosque da Água Branca, perto do ribeirão Piracicamirim.
De um artigo de autoria do professor, escritor e jornalista Leandro Guerrini, sobre a Profª Laudelina, publicado no “Jornal de Piracicaba”, em 14 de julho de 1985, pincei as seguintes frases e expressões: “Vida consagrada à arte”. “Professora, no vero sentido da palavra”. “Alma feita de musicalidade, no genuíno sentido do vocábulo”. “Não apenas uma individualidade que interpretava os acordes alheios. Criava, movimentava inteligências, descobria talentos. Ficaram de grata recordação os recitais normalistas, a cargo dos alunos que tais. Titular da Escola Normal, movimentava talentos, ao final de cada ano, organizando espetáculos, não apenas escolares, mas de fina essência cênica”. “Elemento para qualquer parada, excelente musicista, um sentido de finura que encantava. Exemplo vivo como diretora e ensaiadora”. “Pode-se afirmar que fora acompanhadora oficial da cidade. Tudo quanto era artista des¬garrado que aparecesse cá na taba e se propunha a um concerto, lá estava Laudelina Cotrim de Castro como acompanhadora ao piano e regente da orquestra.”
A jornalista, professora e advogada Antonietta Rosalina da Cunha Losso, escrevendo para o “Jornal de Piracicaba”, na edição de 17 de setembro de 1981, sobre a Profª Laudelina, assim se ex-pressou: “Que criatura maravilhosa, vibrante, determinada era ela! Que elegância e precisão de termos tinha. Uma dicção perfeita, aliada à sempre propriedade do que expunha. De uma vivacidade de espírito tão grande que não lhe permitia se ater apenas às suas aulas de Prática, mas que a fazia organizar excursões, espetáculos de arte e até balés idealizados e acompanhados por ela ao ritmo de piano”.
NOTA - Embora tenham sido próximas as minhas relações com a Profª Laudelina Cotrim de Castro, em razão de vínculos familiares, pois era minha tia, são, infelizmente, escassas as fontes documentais e testemunhais, onde pudesse buscar informações detalhadas para compor a sua biografia. Ao pensar em pessoas que a conheceram e com ela conviveram, lembrei-me do meu amigo, Prof. Dr. Samuel Pfromm Netto, pessoa que desfrutou da amizade com a homenageada. Contatado, solícito e mui gentilmente, enviou-me, o verbete que escreveu a respeito dela, para o seu, ainda inédito, “Dicionário de Piracicabanos”, além de cópias de artigos publicados no “Jornal de Piracicaba”, de autoria de Diva de Castro Cardoso, Leandro Guerrini e Antonietta Losso Pedroso, depois do falecimento da mesma, acima referidas, dos quais me utilizei para fazer este texto.

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Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz