Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

Walter Naime
Cezário de Campos Ferrari

Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

Conselho editorial

Antonio Carlos Neder
Ivana Maria França de Negri
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
Myria Machado Botelho


Seguidores

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Ubirajara Lara


Colaboração da Acadêmica Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara

O guerreiro das palavras

No início dos anos 80, Piracicaba era uma cidade universitária e progressista, característica que mantém até a atualidade. Jovens das pequenas cidades da redondeza se dirigiam para cá na intenção de cursarem faculdade e para que pudessem ter oportunidades de emprego. Segui o destino da época, vinda de Tietê, reduto do saudoso Cornélio Pires, iniciei a Faculdade de Letras na então tradicional UNIMEP. Já no início da vida universitária ingressei também em minha trajetória profissional na Philips do Brasil, como escrituraria. Morava feliz no pensionato da querida Dona Maria Chiarini, bem situado à Rua Dom Pedro I. Em meio ao burburinho do centro, fui muito privilegiada por frequentar o circuito social da Noiva da Colina. Cidade fervilhante, Piracicaba era o reduto dos artistas e intelectuais, pensei em citar alguns, mas seria injusta se de alguns deles me esquecesse, assim apenas mencionarei um precioso grupo que frequentava: A Associação dos Escritores de Piracicaba. Em meio ao expressivo Grupo literário lá estava eu, uma jovem do interior de 21 anos com umas palavrinhas tímidas, mas com um imenso desejo de fazer poesia. Sempre fui apaixonada por literatura e participar das reuniões dos escritores era uma forma de crescer nos quesitos humano e literário.
Em meio ao grupo, um jovem magro e um pouquinho mais velho do que eu tinha uma intensidade que me atraía, com poemas envolventes recortava páginas com textos passionais e compactos. Dos dois livros de Ubirajara restaram lembranças de arrepios pelas emoções infindas e pela minha identificação com o autor de personalidade metafísica: Do íntimo ao cismático e Queda Livre são registros do poeta que teve sua vida ceifada no vigor de sua intelectualidade e juventude em meados da mesma década de 80. Tive o prazer de conhecê-lo e ouvi-lo em toda a sua intensidade e tentarei manter de meu patrono o desejo de lancetar a alma alheia. Um poeta urbano, cuja pequena biografia e alguns poemas abaixo extraídos da Antologia “É tempo de poesia”, publicada em 1980, da qual tive o prazer de ser uma das autoras
UBIRAJARA LARA nasceu em Indiana (SP) a 6 de maio de 1958. Filho de João Batista Lara e Eline Malagueta Lara. Desde 1962 reside em Piracicaba onde, atualmente, cursa o 4º ano da Faculdade de Odontologia de Piracicaba – Unicamp. Iniciou-se na poesia com a publicação de “Do Íntimo ao Cismático”, pela Editora Franciscana de Piracicaba em abril de 1979. Seu segundo livro, intitulado “Queda Livre”, também de poesias, foi publicado pela Editora Soma neste ano de 1980. É sócio fundador da Associação de Escritores de Piracicaba (AEP), na qual ocupa o cargo de 1º secretário; faz parte da União Brasileira de Escritores (UBE).


POEMA LÍQUIDO


Corre,
um poema líquido,
no plasma:
vermelho,
cor de vida,
cor de crime.
De consistência
inconstante,
de inconstância
consistente:
a cada momento
é eterno,
a cada eternidade
é instante.
E numa taquicardia
líquido
lépido
lírico
colérico
espalha-se
arte (rial)
pelo corpo

RIMA


Continuo
rimando-a
em
meus versos brancos
para
que
meus poemas
tragam
as mais belas
figuras
e possam
eles
transmitir
a mais pura
linguagem do amor

O GALO


O galo
canta, seu canto de guerra,
num canto da casa: -
E a manhã, mais voraz
e mais sangrenta
-a bela bélica -
abre a porta com a
chave de fogo.
Assim,
o galo
nega os esporões
e engole as duras penas
por ser ele,
apenas
o porteiro da manhã


FRUTOS

Olhe
de frente
o ventre-fruto:
a semente
o semem
o sumo.
Em suma
tudo o que germinará
tudo o que fecundará
tudo tirado do suor
de nossos corpos.
Olhe
de frente
o ventre-fruto:
a semente
que germinará
fecundada
pelo semem suado
de nossos corpos
Pois
só ele poderá ser
o fruto final:
plantado em nossas raízes,
colhendo as flores
dos nossos espinhos

AMOR-TE

São duas,
as pessoas
do verbo: Amar

E do amor
para a morte
falta, apenas,
um pronome oblíquo
ao suicídio ímpar:
Falta, apenas,
a primeira pessoa
da conjugação
conjugar amor:
amor-te
a morte
- Amar-te

4 comentários:

Anônimo disse...

Sou sobrinha e afilhada desse homem,que encheu de orgulho nossa familia!Me chamo Helen,e hoje tenho 31 anos,já sou mãe,e por onde passo,so encontro pessoas muito carinhosas a ele,que graças a Deus,pude e posso chamar de Tio.
Linda homenagem,ele esta vivo em nossos corações,em suas palavras,um grande homem nunca morre.Nossa familia é espirita,e sabe,que ele vive,nos visita e é imensamente amado e idolatrado.A os senhores,meu muito obrigado!
Helen,sobrinha,afilhada e filha desde maravilhoso homem,UBIRAJARA LARA!

Helen Lara disse...

Sou sobrinha e afilhada desse homem,que encheu de orgulho nossa familia!Me chamo Helen,e hoje tenho 31 anos,já sou mãe,e por onde passo,so encontro pessoas muito carinhosas a ele,que graças a Deus,pude e posso chamar de Tio.
Linda homenagem,ele esta vivo em nossos corações,em suas palavras,um grande homem nunca morre.Nossa familia é espirita,e sabe,que ele vive,nos visita e é imensamente amado e idolatrado.A os senhores,meu muito obrigado!
Helen,sobrinha,afilhada e filha desde maravilhoso homem,UBIRAJARA LARA!

Anônimo disse...

Prezada Helen:

Conheci seu tio que tinha a idade próxima da minha, apresentada por uma amigo em comum. Admirei sempre os escritos dele pela intensidade e paixão pela vida. Gosto muito dos dois livros dele e o escolhi como patrono para que o mesmo ficasse imortalizado. Você teria uma foto de seu tio para incorporar na Academia como registro? A foto que tenho na contracapa do livro está em baixa resolução. Abraços e grata pelas palavras. Carmen Pilotto (e-mail cmsfpilo@esalq.usp.br)

Anônimo disse...

http://ubirajaralara.criarumblog.com/admin.php?ctrl=posts&tab=posts&blog=1#post_3

visitem o blog quefiz em homenagem ao meu tio Bá...ubirajara lara.

Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz