Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

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segunda-feira, 6 de junho de 2011

VISITA DE POETA *

Andre Bueno Oliveira (cadeira no 14) e Myria Machado Botelho (cadeira no 24)
   Myria Machado Botelho

Tanto quanto sua Herança de Poeta, sua visita, Andre Bueno Oliveira, comoveu-me pela simplicidade, junto de uma aquisição, a de ganhar um amigo. Porque é na amizade que nossos ideais e nossas esperanças nascem e são divididos em silêncio. É na amizade que amadurecemos o espírito e partilhamos o prazer das descobertas. Estas, embora muitas vezes não constituam surpresa, podem ser surpreendentes, como a de seu primeiro livro que você, muito modestamente, concedeu-me o privilégio de colocá-lo em minhas mãos.
Eu não o conhecia pessoalmente, a não ser pelas antologias enriquecidas por sua participação nas páginas literárias dos jornais da terra e de nossas bravas incentivadoras da arte em Piracicaba e também poetas: Maria Cecília Machado Bonachella (sua amiga e admiradora enquanto viveu) e Ivana Maria F. de Negri.
André, tudo o que se escreveu e falou sobre seu livro é de inteira justiça, ao qual eu acrescentaria que sua herança não se restringe à família. Ela é também um patrimônio, um enorme benefício para as letras piracicabanas, além de constituir uma vitória da persistência. Sim, porque não é fácil resistir a essa onda de modismos, inovações e hermetismos que vem transformando nossas preciosas letras em produtos descartáveis e medíocres, com raríssimas exceções, é claro. Seus versos rimados, com certeza mais difíceis, contêm aquela sonhada simbiose de forma, conteúdo, musicalidade, sobretudo simplicidade, aquela faculdade de dificílima execução, tão sonhada pelos escritores verdadeiros, como bem a descreveu nosso grande mestre Machado.
Ao acaso, lendo seus versos, os sonetos por excelência, talvez o mais exigente para o poeta, vamos colhendo pérolas de lavor delicado pérolas que para serem citadas não caberiam no curto espaço de uma crônica. São tantos os que falam ao coração e à sensibilidade, além de surpreendente “facilidade” de seus malabarismos que bem demonstram uma escola, aquela que não se improvisa, nem surge espontaneamente da noite para o dia. Ela requer muito traquejo, estudo, vigília e arte. Ao lado, pé claro, do necessário talento. O poeta é, não se faz. Um soneto sem verbos, outro com rimas proparoxítonas, outro ainda monissilábico em versos, realmente é proeza para poucos.
Entre tantas filigranas de seu livro, o seu Soneto Livre, retrata bem uma trajetória de poeta que alcançou, a duras penas, uma realização exigente e bem formada nos caminhos da verdadeira poesia:

“Trilhando da poesia o labirinto,
entrei mas catacumbas dos sonetos.
Caí nas rimas duplas dos quartetos,
sem antes explorar o seu recinto.

A queda me feriu, mas dor não sinto.
Levanto-me. Procuro os mais diletos
caminhos generosos dos tercetos,
e sigo a cada passo o meu instinto.

Às vezes sigo a regra lusitana,
levando de Camões a seriedade.
Porém, ao ler os versos de Quintana,

e de outros menestréis (Drummond de Andrade),
percebo que o soneto se engalana,
buscando da prisão, a liberdade!”

Parabéns, meu novo amigo: seus versos, como as asas diáfanas da fantasia, acariciam o coração e a alma, e despertam o sentimento para as boas coisas da ávida, hoje mais necessárias do que nunca. Obrigada duplamente pela sua homenagem póstuma a nossa querida Cecília, que lá no céu estará compondo um agradecimento para você com aquela candura toda sua, “em versos que consolam qualquer pranto”.

* texto publicado no Jornal de Piracicaba (dia 3 de junho de 2011)

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Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz