Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
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Conselho Fiscal

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domingo, 24 de julho de 2011

Homenagem ao meu Patrono *



Aracy Duarte Ferrari
Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
            José Mathias Bragion, que também assinara J. Mathias Bragion, nascido em Piracicaba-SP em 1926, foi professor, contador, escritor, poeta, articulista, contista e cronista. Casou-se em 1956 com Maria Dalva Pretti Bragion, professora, e tiveram seis filhos. Faleceu em 1994.
Passou sua infância nas cidades de Rio claro e Bauru, retornando na adolescência para sua terra natal, onde iniciou seu envolvimento literário.
Fez seus estudos em Piracicaba na escola de comércio Cristóvão Colombo, curso de contabilidade. E, na escola Martha Watts, formou-se no curso de magistério em 1953, cursou administração escolar em Tietê-SP, anos 1960-1961. Em Campinas, na PUC, ingressou com brilhantismo no curso de Direito, 1964, mas não frequentou porque percebeu sua aptidão para letras. Desde cedo iniciou seus escritos (palavra usada por ele) escrevendo poesias, artigos, crônicas, contos.
Em 1953 lecionou nos municípios de Osvaldo Cruz, Ameliópilis, Igaratá e Jundiaí. Removeu-se para Piracicaba, exercendo sua profissão no então grupo escolar Barão do Rio Branco de 1962 a 1984, ano de sua aposentadoria.
Dedicou-se com profissionalismo em seu trabalho didático-pedagógico (professor) e no envolvimento com a literatura, com a qual se identificava. Ocupou a cadeira numero 80 da Academia Piracicabana de Letras. Publicou o livro “Revoadas” em 1993, de versos, quadras, sonetos e poesias.
Seus grandes incentivadores foram os familiares e amigos. O poeta de espírito nobre, alegre, honesto e dedicado a família, recebeu homenagens do Centro do Professorado Paulista, da Secretaria do Estado de Educação e póstuma do prof. Silvio Arzolla.
Extraído do livro “REVOADAS”:
“... Trato de poesias, por mim escritas há algumas décadas, outras ultimamente que ora dão formação ao presente exemplar, devido a persistente exigência de diletos amigos e, quiçá, de um número de simpáticos e generosos leitores... Em se tratando de idéias e pensamentos cujos objetivos são o de alcançar um agradável espairecimento, o que aconteceu com o autor, ao escrever, espera-se, agora, resulte o mesmo a quem o lê.
Os efeitos das substâncias materiais assimiladas por uma pessoa podem ser fracos, fortes ou indiferentes, o que nos induz a um paralelo no universo das expressões, mormente quando a composição abrange a variedade de temas, como a diversificação da forma no processo poético. Assim tudo depende em parte do estado anímico de cada pessoa.
O que se torna indispensável, parece-nos, a quem verseja, é que haja a existência da essência da poesia, porque esta exala sempre os eflúvios do amor...”
Entre muitos outros trabalhos não publicados estão Soneto - Poesia, o Lobo e o Mar, -Pseudo­-Fábula - O passarinho impossível, a Cobaia e o Sapo,  Conto - a Gaita do Zé Pretinho, 1979 coisas do magistério (Um Menino chamado Braz), Crônicas - Crônica de Natal, - Os Apelidos, 1972 - A Capa de Noé, - um bom papo, 1978 - Notas Românticas; - Feliz Ano Novo.
José Mathias Bragion, em suas produções, deixou fluir sua formação de professor- educador-literato.

Enriquecendo a Biografia, alguns escritos do meu Patrono:

                                           
                                                    CONFISSÃO

Às vezes no verão dos meus desejos,                   Mas, vês, meu coração, bom,sempiterno,
Liberto-me a voar virando a chama                      Em ser-te fiel, assim, sofre o castigo
Azul de um fogo fátuo que se inflama,                 De todas tentações do mundo hodierno.
Levando a solidão os meus lampejos.

Se penso em mais te amar, se não te vejo,            E, ponho-me a cismar... se há um mal moderno,
Confesso-me fiel, pois quem me ama,                  Não devo ser modal, mas sempre antigo,                  
Exalta, sem parar, o que proclama,                       Porque, sem teu calor, sou gelo eterno.
Decerto, um grande Amor, em doido beijo.  
                     
(Tribuna Piracicabana, 25/10/1991)

                                                         SONETO

À cúpula celeste estrelada                                     E sobre a claridade, consagrada
Aumenta-me a saudade feiticeira                        Do palor,virtude altaneira,
Que sonho ver à noite minha amada             Sorri o nosso amor,estrela enamorada!                         
Que é da minha alma companheira.

No céu das emoções, tão adorada,                     Estrela sedução!..que, na jornada
Sorri-me sua graça, tão faceira                                Da vida, me ilumina a vida inteira,
Que vejo-lhe mais vida, comparada                    Sendo, por minha alma idolatrada.                         
À vida de uma estrela verdadeira.

                                                                                                         (18/06/1950


                                                  REVOADA

Antes que o sol apareça,                                                
Vou soltando uns pobres versos,
Trazendo uma inovação,                                     Para os espaços dispersos,                                   
Antes que o bem aconteça,                                            Sobrevoando a emoção,    
Varrendo uma inquietação,                                           Onde há sonhos diversos,
Antes que tudo se meça;                                                No crepúsculo ou clarão,
Pela escala da aflição,                                                    Matutino, sem reversos.
Antes que tudo esmoreça,                                             Voando longe do chão,
Entre o caos da solidão,                                                Os sentimentos só são,
Antes que a luz se renasça,                                           Lembrando cantos e ninhos,
Sob os vitrais da afeição,                                               Meus queridos passarinhos,
No templo, que sofre e passa,                                      Tão filhos do coração.
Da vida, em boa intenção,


* Nota do Editor: A presente homenagem deveria ter sido publicada no segundo número da nossa Revista, mas por lamentável falha nossa, deixou de sê-lo. Aqui a publicamos, com nossos pedidos de desculpas à autora e à família do homenageado.

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Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz