Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras 2018/2021

Presidente– Vitor Pires Vencovsky
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeira Secretária – Ivana Maria França de Negri
Segunda Secretária – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Primeiro Tesoureiro – Edson Rontani Junior
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal
Gustavo Jacques Dias Alvim
Alexandre Neder
Walter Naime

Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

Conselho editorial

Evaldo Vicente
Antonio Carlos Fusatto
Ivana Maria França de Negri
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sábado, 24 de setembro de 2011

SANTA APOLÔNIA

Waldemar Romano
Cadeira n° 11 - Patrono: Benedicto de Andrade
 Em 9 de fevereiro de 248, em Alexandria, era celebrado com festas o aniversário do Império Romano que se caracterizava por penas rígidas, as quais coibiam a doutrina pregada pelos seguidores de Jesus. Esta preocupação evoluía entre os imperadores romanos, pois os cristãos se recusavam a cultuar estes próprios imperadores e a carregar armas. O novo imperador, Décio, que derrotara Felipe, promoveu a sétima perseguição no ano de 249, com penas severas e cruéis que só acabaram no ano de 251. Sua preocupação não era fazer mártires, mas acabar com os cristãos através de torturas.
Segundo a tradição, os pais de Apolônia não tinham descendentes apesar de suas constantes orações aos seus deuses. Finalmente, a futura mãe pediu à Virgem Santíssima que intercedesse por eles. Quando a jovem Apolônia conheceu as circunstâncias de seu nascimento, tornou-se cristã.
Jovem e bela, filha de um rico magistrado, Apolônia pertencia à Igreja de Alexandria do Egito e foi uma das pessoas que mais lutou pela causa cristã, sendo então perseguida e acusada de traição.
Foi-lhe então imposta uma pena: e em público teria todos os seus dentes partidos com pedras afiadas e em seguida seria queimada viva na fogueira. Assim o foi. Porém, nos poucos minutos que lhe foram dados para refletir (se blasfemasse contra os princípios cristãos poderia ser perdoada), ela aproveitou a falta de atenção dos seus torturadores e atirou-se à fogueira, morrendo queimada. Este gesto foi considerado uma atitude de heroísmo. Durante seu suplício, Apolônia pediu a Deus que todos os que viessem a sofrer dor de dentes, ao clamar pelo seu nome – Apolônia – tivessem a dor aliviada. Nesse momento, uma voz ressoou dos céus: “Apolônia, filha de Nosso Senhor Jesus Cristo, tu obterás de Deus a concessão de teu pedido.”
Dizem que depois do seu suplício, seus dentes foram recolhidos como santas relíquias por inúmeras igrejas e santuários nos quais são venerados. No Monastério de Santa Apolônia, em Florença; na Pieve de Castagneto, em Bologna; em Roma, e no sul da França há um santuário onde todos os anos, em 9 de fevereiro, muitos dentistas fazem peregrinação celebrando o evento.
Santa Apolônia foi canonizada no ano 300 e a Igreja marcou o dia de sua morte, 9 de fevereiro, para celebração de sua festa.
Inicialmente considerada a patrona dos pacientes com dores de dentes, Santa Apolônia tornou-se, mais tarde, a Padroeira Universal dos Cirurgiões Dentistas, sendo seu culto mais conhecido na França e na Itália.
Foi a partir do século III que o Cristianismo, em plena expansão, intensificou a veneração aos santos, geralmente mártires e pessoas muito crentes na fé cristã. Foram escolhidos como padroeiros preferencialmente indivíduos que exerceram a mesma profissão, como São Lucas, São Cosme e São Damião para a Medicina e Cirurgia. Naquela época não existia a Odontologia como profissão autônoma e liberal, e, portanto, nenhum padroeiro específico. Recorreu-se a Santa Apolônia pelos seus sofrimentos bucais.
No Rio de Janeiro, devotos da Santa, liderados pelo prof. Dilson Ávila Tomé, criaram em 1966 uma entidade de nome “Sodalício Santa Apolônia”, sociedade de caráter religioso-filantrópico dos odontólogos. Alguns profissionais de nossa região e, em especial, professores de nossa Faculdade, já receberam a Medalha deste Sodalício em sessões realizadas em Piracicaba.
No município de São José do Rio Preto, interior do Estado de São Paulo, o distrito de Engenheiro Schmidt tem Santa Apolônia como Padroeira. Não temos informação de que qualquer outra localidade em terras brasileiras a tenha escolhido.
A Associação Brasileira de Odontologia – Secção Rio de Janeiro, anualmente comemora o Dia de Santa Apolônia; no corrente ano foi celebrada a missa em sua sede, conforme informações do Dr. Thales Ribeiro de Magalhães, Diretor do Museu “Salles Cunha” vinculado à citada entidade.
O acadêmico Armando Alexandre dos Santos, nosso confrade, está preparando um livreto sobre Santa Apolônia, cuja publicação aguardamos para breve.

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Galeria Acadêmica

1-Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
2-André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
3-Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
4-Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
5-Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
6-Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
7-Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
8-Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
9-Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
10-Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
11-Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
12-Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
13-Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
14-Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
15-Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
16-Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
17-Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
18-Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
19-Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
20-Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
21-Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
22-João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
23-João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
24-Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
25-Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - cadeira no 26 Patrono Nelson Camponês do Brasil
26-Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
27-Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
28-Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
29-Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
30-Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
31-Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
32-Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
33-Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
34-Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
35-Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
36-Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
37-Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
38-Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
39-Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
40-Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz
Lino Vitti - Acadêmico Honorário (in memoriam)