Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

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sábado, 26 de novembro de 2011

A REALIDADE DAS CAVERNAS

Carlos Morais Júnior Cadeira n° 18 - Patrona: Madalena Salatti de Almeida

E no começo da história Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança”. Ficamos uma beleza com forma humana, muito próximos do modelo da divindade. Pena que nos tornamos somente invólucro. Por dentro, não somos deuses, mas criaturas que sonham com coisas impossíveis. Na verdade, a impossibilidade já faz parte do nosso cotidiano. Nem nos causa mais aquela impressão desagradável! Virou coisa corriqueira, como a droga, a poluição, os tiroteios, os homens-bomba e a corrupção. É a impossibilidade de viver que nos faz todos loucos, alquimistas, seguidores de alguma religião esquisita, ou de alguma filosofia própria de folhetim; é a impossibilidade de ser, que nos torna pragmáticos, mais voltados para a sobrevivência do que para as luzes da razão, e nos empurra para o abismo escuro de uma nova Idade das Trevas. É a impossibilidade de amar que nos torna animais esquisitos, seres quase irracionais, a sorverem de uma avançada tecnologia, sem no entanto, ter a exata consciência de sua utilidade ou de seu limite! Manipular genes, fabricar vida, duplicar animais e plantas, sonhando com um mundo melhor é tudo o que se precisa, e é tudo o que não se tem. Um clone humano, até o momento, ainda é ficção, não menos ficção que a tão sonhada paz nossa de cada dia, não menos idealização do que visões de um mundo tecnológico.
A vida perfeita, sonhada pelos autores iconoclastas e românticos da década de 60 continua somente nos compêndios envelhecidos de modernidade. Passam as décadas e o mundo fica esperando aquela sociedade utópica e justa, onde todos desfrutam dos mesmos direitos e têm as mesmas chances. O que grassa e já acostumamos a ver, é justamente o contrário: o mundo se torna cada vez pior, e está mais perto da anomia e da catástrofe, do que da perfeição. Nesta sociedade tecnológica, e ao mesmo tempo, neolítica, a busca do sagrado ganha cada vez mais espaço na mídia, nas nossas vidas, no subconsciente dos humanos, a provar que não existe nada mais importante do que ganhar o céu, nestes dias conturbados, sem esperança e sem luz. Já que não se pode ser feliz aqui, hoje, quem sabe num Jardim do Éden, numa outra vida, num outro plano, ou numa outra dimensão, menos terrível, menos enlouquecedora!
As religiões proliferam, mas não conseguem resolver os problemas de sempre: miséria, violência, desumanização. Segunda década de um século novo, vida nova, idéias avançadas, porém calcadas nas mesmices que infernizam o espírito humano há milênios. Queremos alcançar a qualquer custo, a divinização, ou melhor, desejamos ardentemente voltar aos tempos corriqueiros do paraíso, e sorver novamente da sua paz, da sua prosperidade e da sua imortalidade. Tudo o que sonhamos é deixar de ser apenas o invólucro que esconde um monstro inusitado, para nos tornarmos a imagem e semelhança verdadeira da divindade. Porém, a cada dia que passa, mesmo com todas as religiões do mundo, com toda a boa-vontade, mais nos afastamos da luz e buscamos a escuridão.
A tecnologia é perfeita, mas não consegue sobrepujar a ignorância, a Ciência é ilimitada, mas não consegue domesticar a fera que em nós habita. Um milésimo do paraíso prometido, com alguns exageros, pode ser desfrutado por uma elite sobre-humana e privilegiada, que detém o poder, restando ao homem comum, apenas a realidade própria das feras e da mais escura das cavernas!

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Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz