Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

Walter Naime
Cezário de Campos Ferrari

Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

Conselho editorial

Antonio Carlos Neder
Ivana Maria França de Negri
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
Myria Machado Botelho


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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

QUE LA NAVE VÁ

Carlos Morais Júnior Cadeira n° 18 - Patrona: Madalena Salatti de Almeida
A arte poética não é uma coisa estática, engessada, dentro de regras cheias de teias de aranha e de papel amarelecido pelos séculos. A arte poética é uma coisa cíclica, fervilhante, que espouca seus versos em qualquer mídia. Quanta poesia a gente encontra e sente por ai em fora através dessa ferramenta incrível que é a Internet, quanta coisa maravilhosa a gente vê, que existe, nessa miscelânea de milhões de poetas jovens, criativos e absolutamente maravilhosos. E quanto de tudo isso ninguém sabe entender, porque é difícil captar o que um y está dizendo, porque ele não se perde em palavras e idéias inúteis, pelo contrário: é conciso, direto e pronto. Precisa de mais alguma coisa para se fazer uma poesia de qualidade? Muitas pessoas implicam com a forma que se escreve na Internet. Os versos são grandes, porque não existem os limites da folha de papel. Quem escreve no ciberespaço não precisa ficar preocupado com medidas. E por causa de um saudosismo tolo e anacrônico, entendem pelo avesso, ou simplesmente ignoram tudo o que tantos jovens têm para contar; ainda por cima, condenam sem mais nem menos. Como se fosse licito condenar, sem conhecimento de causa, uma obra de arte. Mas talvez, não tenham o necessário preparo para admirar uma arte avançada no espaço e no tempo. Por isso a rejeição!
Todo mundo esquece também que a arte é por si só. Não tem cor, nem forma fixa e nem nacionalidade. Ela existe, se manifesta, se impõe e transmite calada uma mensagem que procura diretamente aquele que a recebe. É o sentimento que passa de uma pessoa para outra, sem que seja preciso regras para isso. Passar sentimento é somente isso. Quem consegue tudo bem, quem não consegue, jamais vai aprender como se faz.
Quem passa o sentimento faz isso por necessidade, por desespero, angustia, porque tem que tirar aquela coisa que arrebenta que nem um foguetório dentro do peito, mas é preciso, pois, saber decodificar essa mensagem para entender o que é que o artista tenta transmitir, e reinterpretar isso para o seu universo. E ao invés de haver essa interpretação, o mais corrente por aí é o que dizem sempre: “estão bagunçando com a arte de escrever poesia”. Essa juventude comete um pecado mortal profanando o tradicionalismo artístico? Por quê? Porque não faz poesia rimada que tem quatorze versos? E daí? Depois da Semana de Arte Moderna de 1922 o modernismo se instalou e depois disso, várias outras formas de transmitir o sentimento, pois o século é outro e quem viveu aquele movimento de 1922 deve estar com mais de oitenta anos!
Tenha paciência! No ano que vem o Modernismo, nos moldes em que foi concebido, completa 90 anos! O modernismo como nós, os mais velhos conhecemos, já era, já se tornou bisavô. E não adianta ficar martelando na mesma tecla! Não se pode fazer arte hoje nos moldes do passado e ponto final!. Se existe uma evolução em todos os setores da cultura, porque também não deve existir uma evolução na arte poética? E é de suma importância que haja essa evolução. Então, dada essa importância, por que taxar de inaproveitável, de ininteligível, de abusiva a arte de nossa juventude? Por que rejeitar e não aceitar algo tão belo e tão puro como isso que temos visto em forma de poesia nos últimos vinte anos?
E, comumente, não se aceita o novo porque ele põe por terra a mesmice, o marasmo que imperou até agora e admitir isso não é dizer que o tradicional. perdeu o seu valor. Aos conservadores, que acham a nova poesia imoral, esdrúxula, inaceitável, com o tempo, vão ter que engolir tudo o que disseram de qualquer jeito. Então, meus amigos. “Que la nave vá”.

Um comentário:

Sotnas disse...

Olá Ivana, que tudo permaneça bem com você!

Bela e interessante postagem. Gostei deste comentário do poeta Carlos Moraes Junior, está acontecendo bem isto mesmo. Alguns que não conseguem se desatrelar dos antigos moldes de fazer poesia e teimam em não aceitar o jeito moderno de se poetizar nos tempos atuais e isto somente demonstra o quão tristes vivem estes poetas diante das enormes mudanças ocorridas.
Grato por compartilhar belos textos e muito boas informações com os amigos, obrigado pela amizade e visitas por lá, um intenso e feliz 2012, abraços e até mais!

Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz