Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

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sábado, 5 de maio de 2012

NINHOS E LARES

Lino Vitti Cadeira n° 37 - Patrono: Sebastião Ferraz
                                                             
                        O quintal de  minha casa é fonte de inspiração. Muitas vezes me tem proporcionado assunto para estas inumeráveis crônicas que há mais de 60 anos, são aceitas pelos matutinos ou semanários da cidade das escolas, e, acredito, generosamente lidas por quem gosta de literatura, poesia, e de todo o tipo da arte escrita.
                        Graças  ao capricho da professora Dorayrtes que há mais de 60 anos também suporta minhas elucubrações poéticas e minha mania de escrever, o quintal tem de tudo, e sempre está enfeitado por um tipo de flor, constituindo-se em atrativo de passarinhos que não pensam duas vezes em construirem seus ninhos por entre as frondes das trepadeiras e do frondoso  caramanchão.
                        Especial menção merecem os bicos-de-lacre porque a construção de seu ninho é uma obra de arte da engenharia avícola. É uma espécie de palaciozinho dotado de entrada e corredorzinho, com o que os danadinhos vedam possíveis assaltos de outros semelhantes,  como bente-vis e pardais que são os carrascos das avesitas e soem destruir-lhes os  ninhos  e papar-lhes os ovitos ou os filhotinhos  recém-nascidos .
                        A construção da moradia dos bicos-de-lacre não é facil, ao que pude constatar durante horas de espionagem do trabalho das pequenas aves, indo e vindo, não sei para onde, em busca de material especial pois não é qualquer fio de capim ou graveto que pode servir para aquele lar caprichado e diferente dos demais, como por exemplo, do das rolinhas, nada mais do que umas palhas catadas ao léu e colocadas em forma de pratinho, sem muita engenharia ou trabalho.
                        Aprendi dessas lições de avezinhas que entre os homens há também muitas diferenças na construção e na ocupação do lar. Uns, ou melhor, muitos, no topo dos arranha-céus quase alcançam as nuvens; outros, mostram toda arte e engenharia humanas, enquanto a maioria se satisfaz com uma casa normal, de construção sem muitas indagações da arte construtiva, sem muito luxo, assim como acontece entre o ninho do  bicos-de-lacre e a rolinhas de meu quintal…
                        Embora toda a diferença entre um lar e outro, posso dizer que a felicidade tanto costuma morar no arranha-céus em riste para o infinito, quanto  na casinha da favela, fabricada com toda a humildade e sem muitos luxos. È que as famílias, em sua variedade social, ou são ricas ou são pobres, e a casa de cada qual mostra o que é. Não quero com isso dizendo, diminuir o status social do bico-de-lacre ou criticar a falta de iniciativa das rolas preguiçosas, mas apenas mostrar que tanto entre homens quanto entre outros viventes, aves ou animais, exitem  acentuadas diferenças.
                        Estamos diante de dois mundos, cujas diferenças se notam no universo humano quanto no universo avícola, embora se deva levar em consideração a diversidade de inteligência de um e de outro mundo, mas não o amor e a dedicação de cada qual deles na construção de um lar onde se passa vida e se constitui a família, seja a do homem, seja a das avesitas.
                        O que nada impede ao poeta e escrevinhador bisonho deitar filosofia sobre este ou aquele, flagrar os  momentos felizes, tanto para o homem  quanto para o pássaro, empenhados e dedicados em construir uma casa(ou um ninho),para abrigar a felicidade de uma família, quer humana, quer avícola.

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Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz