Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Seres Humanos


 Marisa F. Bueloni
Cadeira no 32 - Patrono: Thales Castanho de Andrade


            Recentemente, recebi um e-mail onde se pedia que escrevêssemos algo sobre “seres humanos”. De minha parte, tenho a dizer, com grande alegria, que as pessoas são diferentes. Ponto final. E que todos devem ser respeitados do jeito que são, pois é esse mosaico humano que torna tudo tão fascinante sobre a face da Terra. Cada um traz consigo o seu solo próprio, a sua bagagem pessoal, sua história de vida.
Cada ser humano carrega em sua alma a essência de sua natureza. Ser como se é faz parte de um conjunto biopsíquico, de uma riqueza incomensurável. Uns tiveram uma infância feliz e saudável; outros sofreram e foram oprimidos ou vieram de lares desestruturados. Quem passou por um trauma duríssimo quando criança, certamente terá dificuldades de superá-lo ou então irá suportar esta dor, pelo aprendizado da sobrevivência diária.  
Cada um possui o seu histórico pessoal, o seu DNA, a sua concepção como pessoa e isso é território sagrado em cada ser humano.  Então, de repente, olhamos para alguém que nos parece transmitir uma tristeza eterna. Se tivermos bondade suficiente em nosso coração, saberemos como tratar essa pessoa. Com um pouco de tato, de cautela, não tocaremos na ferida interior, pronta a sangrar a qualquer momento.
           Do ponto de vista da pedagogia, busca-se a compreensão dos elementos formadores do caráter, da personalidade da pessoa e da forma como ela desenvolveu suas potencialidades. Até na Palavra de Deus encontramos a sabedoria necessária, quando lemos que “muitos são os dons, mas um só o Espírito”. Podemos entender que o mesmo Espírito nos anima a todos.  Daí os iluminados para a filosofia e as artes; os matemáticos; os músicos; os poetas; os cirurgiões e os que parecem possuir pendores para um pouco de tudo...
           No mundo de hoje, é cada vez mais difícil encontrar pessoas realizadas, centradas, equilibradas. Como diria Caetano Veloso, "de perto ninguém é normal".  Conhecemos alguém e, no minuto seguinte, esta pessoa já está nos contando o inferno que é a vida dela... Vemos que pouca gente está vivendo em paz, com equilíbrio e alegria.  Há muito desgosto na vida das pessoas, problemas de toda ordem, infelicidade, desacertos, e também muita luta por parte da maioria.  
          Contudo, se há uma tecla que merece ser martelada, é esta: é preciso entender as pessoas, compreender cada um em seu estilo pessoal.  Mas, se alguém deseja mudar em alguma coisa, há que ter força de vontade, respeito por si mesmo, um firme propósito de fazer de si uma pessoa melhor. Talvez mais maleável, mais flexível, mais "fácil de se conviver".
         Quem carrega máscaras irá deixá-las cair lá na frente, porque é impossível segurar a pose o tempo todo. A coisa mais bonita no ser humano é a autenticidade, ser verdadeiro, não fazer tipo. Uma pessoa interessante é sempre aquela que tem opinião própria, que construiu um caminho pessoal pelo qual trilha com segurança e autoridade. Alguém com domínio sobre a própria vida, que sabe respeitar o próximo, que transita sem preconceitos pelo universo das ideias e que também reconhece seus próprios limites.
         Seres humanos! Quanta diversidade!... Hoje, já tratamos com naturalidade até mesmo a diversidade sexual, aceitando e compreendendo pessoas com orientação sexual diferente da nossa, buscando acolher, partilhar, respeitar. As pessoas são diferentes e o convívio respeitoso entre todos resulta na paz.  A paz é fruto da justiça. Onde não há justiça, não há paz. Se todos se tratam com igualdade, fraternidade e respeito; se cada um vive de forma a não avançar nos direitos do próximo, encontraremos justiça e paz.
         Seres humanos são simples e são complexos. E é essa diversidade que faz a beleza da vida. Uns são calados e introspectivos; outros são falantes, ruidosos e alegres.  Uns conseguem chorar e desabafar as dores da vida; outros não demonstram nem que estão com dor de dente. Não perdem a pose por nada. São os chamados "duros na queda".
         Cada criança tem o seu ritmo. Umas andam com 10 meses, outras depois de um ano; umas falam cedo, outras demoram um pouco mais. E todas irão se desenvolver, à sua maneira, porque cada ser humano tem um ritmo. E esta premissa pertence a cada um, na sua evolução, na sua vida afetiva e no seu desenvolvimento biopsíquico. Um ritmo que segue o respiro interior do universo - uma árvore respira, a Terra se mexe, nada é estático e parado. Tudo possui um movimento próprio e vital.
         Seres humanos! Como cada um é especial! Mesmo os mais geniosos, difíceis e insuportáveis - mesmo estes são belos e possuem o brilho intrínseco da pessoa humana.  Toda pessoa carrega um valor em si mesma. Cada um possui uma dignidade como ser humano e deve ser respeitado como tal. Não importa se a pessoa é um prêmio Nobel ou um varredor de rua. Ambos são dignos, em sua grandeza particular.
         Temos de compreender tudo isso para vivermos em harmonia com o próximo e conosco mesmos. Entender que cada um tem um caráter, uma personalidade, um gosto pessoal. E que ninguém nasceu para viver sob o jugo do outro. Todos somos criaturas livres e fomos criados para essa maravilhosa liberdade.
         Se alguém se casa, não é para passar a existência numa redoma ou viver prisioneiro do outro. Ambos têm de crescer no amor, no relacionamento, na vida a dois. Se um sufocar o outro, há algo de errado na relação, pois amor é vida, é liberdade, é alegria!
         Que Deus nos proteja a todos, Ele que nos fez tão iguais e ao mesmo tempo tão diferentes!...

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Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz