Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (crédito da foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

Walter Naime
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domingo, 21 de abril de 2013

TRIBUTO A MADALENA SALATI

                          Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira no3 - Patrono: Luiz de Queiroz

           
 Já faz tanto tempo, mas lembro-me de Dona Madalena Salati, uma mulher simples, muito culta, que escrevia muito bem, muito viva e inteligente, esposa de um dos grandes poetas piracicabanos, Benedito de Almeida Junior, de uma vontade ferrenha em ajudar o próximo, e, naquela época que tento voltar ao passado, “assistir aquele montão de crianças”, não só as carentes de família, como as abandonadas pela vida, e ela com aquele sorriso precisando de tudo, desde o aluguel da casa (quando várias senhoras da cidade se reuniam para resolver esse problema), como as necessidades de móveis, utensílios domésticos, mantimentos e roupas, que não cansava de solicitar, no que era graças a Deus atendida pelos comerciantes e pessoas de bem de nossa cidade. E, lá ia Dona Madalena, mulher de fé, otimista pelos duros caminhos que a vida lhe proporcionava em seus intentos. Daí, pela grande admiração que tive e tenho por ela querer organizar detalhes e informações aos leitores para que, os que não a conheceram a conheçam um pouco, e os que a conheceram, se lembrem desta pessoa de tanta beleza interior, e assim, reverenciem esta mulher guerreira, despojada de si, que apenas almejava uma vida melhor, mais justa e mais decente aos seus pupilos carentes, criaturas de seu Deus que ela fazia conhecer em cada ato generoso seu. Lembro-me de tantos problemas que lhe eram imputados em sua caminhada, injustiças de muitas maneiras, como também recordo aquelas crianças sofridas, agarradas às suas pernas ou querendo ficar aconchegadas em seu colo, naquele seu corpo cansado que jamais desistia do seu amor, que começava muito cedo todas as manhãs, e que não tinha hora da noite para terminar... E, quando ficavam doentes então? A corrida aos médicos que geralmente a socorriam (eles não eram tão estressados como nos dias de hoje e eram encontrados com mais facilidade...), e atendiam seu chamado, sempre repletos de atenção, carinho e admiração pela sua coragem, e lá iam eles ajudar com sua presença e remédios necessários, aquela senhora que não tinha nem “tempo para se arrumar ou pensar em si”, mas que era tão decente terna e incansável!
Dona Madalena nunca desistia dos seus compromissos para com aquela “Casa”, que já era conhecida como “Casa do Bom Menino”. Tinha um fôlego de muitas vidas e devia ter algumas pessoas que a ajudavam, voluntários generosos, mas esses nomes, já não me lembro mais, apenas recordo que ela estava sempre pronta, ao lado de quem aparecia e precisava, e, “espiritualizada” como era, orando e orando, quem sabe, único recurso fácil naquela enorme necessidade pela qual passavam as crianças e ela também. E, agora quando fico sabendo que a “A Casa do Bom Menino” completa 50 anos de vida voltei ao passado a fim de homenagear Dona Madalena Salati, desejando que esta instituição (que sei, ainda luta muito e sofre até hoje pela concretização de seus objetivos), continue perseverando firme e forte e muito solidária entre si, no exemplo dessa Mulher pioneira que muito bem fez ao próximo, sobretudo, às crianças, e nada jamais a desanimou! Possam vocês profissionais que tomam conta desta “Obra de Caridade”, com novos incentivos e métodos modernos que a vida proporciona (e quem sabe, com ajuda mais “compreensiva e significativa” de autoridades, políticos e benfeitores...), levar sempre avante esse projeto, que começou com grande penúria, incontáveis sacrifícios, mas com uma enorme responsabilidade, garra e “amor ilimitado” em primeiro lugar!
Parabéns à diretoria atualmente presidida pelo Dr. Guilherme M. de Melo, orientadores e funcionários da Casa do Bom Menino, tão importante tanto para “seus residentes”, como também para nossa tão querida terra de Piracicaba!
 Parabéns, abraços, e que Deus proteja e abençoe a todos!

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Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz