Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (crédito da foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

Walter Naime
Cezário de Campos Ferrari

Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

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Antonio Carlos Neder
Ivana Maria França de Negri
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
Myria Machado Botelho


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domingo, 23 de junho de 2013

Viena, capital da música

Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33
Patrono: Fernando Ferraz de Arruda

Segundo o poeta Quintana, “viajar é mudar a alma de casa”. Concordo e acrescento: viajar é arejar o espírito e ver a História ao vivo e em cores.
Visitando as capitais imperiais no leste europeu, nos extasiamos com as belezas, arte e cultura. Algumas cidades são verdadeiros museus a céu aberto como Viena, Budapeste, Praga e Cracovia. Varsóvia e Berlim, semidestruídas na guerra, foram reconstruídas, por isso apesar de muito belas, possuem poucos monumentos originais.
Em Viena respira-se música. Ela está no ar, nos bancos musicais das praças, nas caixas de bombons em forma de violinos ou pianos, e também nas vaporosas echarpes e guarda-chuvas com estampas de notas musicais.
Nessa encantadora cidade viveram grandes compositores como Mozart, Chopin, Beethoven, Strauss Junior, Franz Schubert, entre outros gênios da música clássica.
O centro histórico da cidade é patrimônio mundial da humanidade, tombado pela UNESCO. Com mais de dois mil anos de história, Viena é cortada pelo famoso rio Danúbio, imortalizado por Strauss  na valsa Danúbio Azul.
Esse rio, o maior da Europa, com 2.800 km de extensão, nasce na floresta negra da Alemanha e percorre inúmeras capitais europeias. Fazer um cruzeiro em seu leito navegável é algo maravilhoso e  inesquecível.
A Ópera de Viena, fundada em 1869, é um edifício suntuoso. Apresenta até dois espetáculos diários durante o ano inteiro. Os teatros lotam e os ingressos para as temporadas chegam a ser vendidos com um ano de antecedência.
As crianças são apresentadas à música clássica desde tenra idade e levadas aos concertos. O estudo da música é matéria obrigatória na grade de ensino das escolas. Quando adultas, essas crianças, que cresceram acostumadas a ouvir e a entender o repertório clássico, e que aprenderam a tocar instrumentos diversos, sentem necessidade da música, hábito que as acompanhará pelo resto da vida.  O grupo dos “Meninos Cantores de Viena” é a mais antiga instituição musical do mundo, fundado em 1498.
Outras artes também são amadas e incentivadas. Centenas de companhias de balé, quartetos de cordas, cantores líricos, se apresentam nas óperas, nos cafés, restaurantes típicos, nas praças e  nas igrejas.
Outra paixão do povo vienense é a imperatriz Sissi, idolatrada desde a época em que reinou, e o encanto perdura até hoje. Quem entra no maravilhoso castelo de Schonbrunn, pode participar um pouco de sua história através dos quadros, roupas e objetos pessoais. Sua beleza passou para a posteridade, sendo que era vaidosa ao extremo. Havia uma balança em seu quarto onde ela se pesava várias vezes ao dia. Usava espartilho de couro molhado, que ao secar, encolhia e apertava mais ainda. Tudo para manter a cintura de 48 cm. Me decepcionei um pouco com seus retratos. Assisti ao filme “Sissi, Imperatriz” e tinha a imagem da bela Romy Schneider no papel da princesa. Mas a verdadeira não chega aos pés da atriz.
Uma curiosidade, na Áustria, mulheres grávidas após parirem seus bebês, têm direito a licença de 2 anos, ganhando sem trabalhar. E as empregadas domésticas, artigo raro, ganham perto de 3 mil euros mensais (cerca de 9 mil reais).
Outra observação interessante, mendigos tocam instrumentos musicais nas esquinas e praças para angariar moedas. Vi vários tocando sax, flauta e até violino!
Esta foi uma leve e musical crônica sobre Viena, na próxima abordarei Auchiwitz,  Polônia, e contarei minhas impressões sobre esse lado negro da história.


Um comentário:

Anônimo disse...

Ivana, amei sua reportagem, fez-me recordar das histórias que minha mãe contava daquilo que os avós contavam a ela.Sua descrição minuciosa dos lugares, dos personagens que viveram e dos eventos e moradores atuais, foi tão bem detalhada que me senti em Viena.
Beijo da amiga Dirce.

Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz