Rio Piracicaba

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Rio Piracicaba cheio (crédito da foto Ivana Negri)

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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

A Queda – as últimas horas de Hitler

Armando Alexandre dos Santos
Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
                                      
Assisti duas vezes a esse filme, a primeira vez quando foi colocado nas locadoras e, depois, para fazer uma análise mais acurada dele. Foi dirigido por Oliver Hirschbiegel, figurando como Hitler o ator suíço Bruno Ganz e lançado ao público em 1995. Recebeu várias indicações para o Oscar. É um filme sinistro, pavoroso, faz mal ao expectador. Mas precisa ser visto e analisado.
Trata-se de uma recomposição das últimas horas do bunker berlinense de Hitler.
A Guerra já estava de há muito perdida pela Alemanha (no meu modo de entender, desde 1941, quando do fracasso da missão Rudolf Hess na Escócia). Os russos já estavam dentro da cidade, disputando terreno com os últimos focos de resistência dos alemães. O ambiente psicológico daquela fase é muito bem apresentado no filme.
A loucura paranoica e o total alheiamento da realidade, por parte de Hitler; os contrastes e paradoxos de sua "criminal mind", ao mesmo tempo capaz de manifestações de frieza e crueldade e de momentos episódicos de ternura quase lírica; o desconcerto dos oficiais de seu estado maior, que viam as loucuras do Führer, mas achavam-se presos pelo juramento de fidelidade incondicional a ele; o contraste entre o ambiente de aparente normalidade, das refeições e festinhas ocorridas no bunker, com as cenas de fim-de-guerra externas; o poder hipnótico e fanatizante que Hitler exercia sobre as pessoas, levando-as a atitudes desatinadas; o fanatismo de muitas pessoas que, contra toda a evidência, ainda criam em Hitler e preferiam morrer com ele a deixá-lo; o oportunismo, a politicagem e as rivalidades que envolviam pessoas da entourage do líder todo-poderoso - tudo isso fica muito claro no filme.
É um filme com enredo pobre; é mais bem um documentário. Mas é um filme a que assistimos com interesse crescente, sem nos desviarmos um minuto do fio.
A cena mais impressionante e perturbadora é, sem dúvida, a da Sra. Goebbels matando um a um seus seis filhos, antes de se suicidar juntamente com o marido. É algo, realmente, assustador.
O ator suíço Bruno Ganz, que fez o papel de Hitler, é magistral no seu desempenho. Mereceria, sem dúvida, um Oscar. O filme foi muito criticado porque, segundo alguns, mostraria um lado humano e carinhoso de Hitler, o que seria propagandístico para sua odiada figura. Sinceramente, não julgo procedente essa crítica. A meu ver, as episódicas cenas de "ternura quase lírica", como escrevi acima, só realçam, por força do contraste, a monstruosidade satânica do personagem. Acredito que tenha sido por causa dessas críticas que o filme não levou o Oscar, a meu ver injustamente.

Repito: é filme perturbador e sinistro, mas precisa ser visto.

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Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
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Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
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Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
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João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
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