Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (crédito da foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

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Antonio Carlos Neder
Ivana Maria França de Negri
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
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quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

A BUSCA DA CIDADANIA PERDIDA

Carlos Morais Júnior Cadeira n° 18
Patrona: Madalena Salatti de Almeida

Devíamos avermelhar a cara quando nos lembramos que os períodos de seca representam, para os brasileiros, uma vergonha inquestionável. O Nordeste completou tempos atrás duzentos anos de martírio! O pior é que neste tempo,  pouco ou quase nada se fez pelo sertanejo, que é o maior prejudicado, a maior vítima da estiagem. Os políticos prometem açudes, poços e irrigação, mas os anos passam e o sertanejo continua comprando água dos poderosos, que investiram e criaram a indústria da seca. Por causa desse estado de coisas não se vislumbra nenhuma melhoria para o agricultor que morre e pena nas sítios do interior, que não tem nada mais a fazer do que alimentar sua família com cardo, calango e água suja, que divide com o gado.
Ao contrário do sertanejo, na contramão do problema, os apaniguados  dos coronéis e dos políticos têm em suas fazendas água farta e irrigação, e a mais alta tecnologia, e como se pode imaginar, nem sentem as agruras da seca, pois é para estes que é reservado o dinheiro que se aplica em seca no Nordeste. Haja vista a prosperidade sem par dos grandes produtores de frutas, como a uva e o figo, ou outras mais delicadas, como o pêssego e o morango. Estes aparecem semanalmente nos programas da Globo, exportam para o mundo inteiro e são os verdadeiros representantes da agricultura, desde o Vale do São Francisco, até os confins do Maranhão! O resto é o resto! Mula! Mão-de-obra escrava! Estes são estes, o resto é brasileiro no duro! Ah! Como diria o genial e injustiçado Euclides da Cunha:  “O sertanejo é antes de tudo um forte”!
Ou, como diria o Boris Casoy,  “isto é uma vergonha”! Mas, apesar de ser uma vergonha, o sofrimento do sertanejo é motivo de glória para os governantes e políticos, que usam a seca como plataforma e sempre se elegem! E nós, cidadãos, que não podemos nos envolver diretamente, quedamo-nos a olhar diariamente, até vomitar as tripas, a vergonha que grassa nesse país, em forma de corrupção, maracutaias e marajaladas de toda sorte a esperar alguma solução. Mas acho que já está na hora do povo parar com esse negócio de ficar esperando tudo cair do céu!. É hora da sociedade se organizar, não para procurar chifre na cabeça de cavalo, em protestos de alguma greve tonta, ou de alguma passeata de cunho político para ser massa de manobra de espertalhões; mas, para buscar a cidadania que está faltando neste país.
Vamos nos organizar e ajudar aqueles que estão em desespero, vamos nos organizar e proporcionar ao próximo um pouco de conforto e de alegria. Não deve ser somente nos momentos de anomia e de convulsão social, de catástrofes e de calamidade pública, que o povo tem que mostrar a sua solidariedade e ver que existe aquele que precisa de ajuda; mas sim, no dia a dia, no nosso trabalho, na vizinhança, na fábrica.

Se o povo se organizar diminui a violência, melhora a escola, a saúde volta ao rumo certo, porque, organizado, o povo terá forças para lutar pelos seus direitos e para cobrar dos governantes uma solução. A Internet e as redes sociais estão aí, à disposição, não para promover bate-papo aleatório, mas para solidificar cidadania. E os jovens que transitam pela rede devem olhar para essa utilidade que está ao alcance de seus dedos. Basta colocar a cabeça para funcionar e ter um pouco de boa vontade. Afinal, é preciso resgatar a cidadania perdida, e ir à luta, sem esperar que soluções mágicas apareçam do nada para nos deslumbrar. Afinal, os governantes somente irão trazer melhorias para o seu bairro, ou para a sua rua, se eles souberem que o seu bairro e a sua rua existem!

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Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz