Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras 2018/2021

Presidente– Vitor Pires Vencovsky
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeira Secretária – Ivana Maria França de Negri
Segunda Secretária – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Primeiro Tesoureiro – Edson Rontani Junior
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal
Gustavo Jacques Dias Alvim
Alexandre Neder
Walter Naime

Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

Conselho editorial

Evaldo Vicente
Antonio Carlos Fusatto
Ivana Maria França de Negri
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto



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quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

A BUSCA DA CIDADANIA PERDIDA

Carlos Morais Júnior Cadeira n° 18
Patrona: Madalena Salatti de Almeida

Devíamos avermelhar a cara quando nos lembramos que os períodos de seca representam, para os brasileiros, uma vergonha inquestionável. O Nordeste completou tempos atrás duzentos anos de martírio! O pior é que neste tempo,  pouco ou quase nada se fez pelo sertanejo, que é o maior prejudicado, a maior vítima da estiagem. Os políticos prometem açudes, poços e irrigação, mas os anos passam e o sertanejo continua comprando água dos poderosos, que investiram e criaram a indústria da seca. Por causa desse estado de coisas não se vislumbra nenhuma melhoria para o agricultor que morre e pena nas sítios do interior, que não tem nada mais a fazer do que alimentar sua família com cardo, calango e água suja, que divide com o gado.
Ao contrário do sertanejo, na contramão do problema, os apaniguados  dos coronéis e dos políticos têm em suas fazendas água farta e irrigação, e a mais alta tecnologia, e como se pode imaginar, nem sentem as agruras da seca, pois é para estes que é reservado o dinheiro que se aplica em seca no Nordeste. Haja vista a prosperidade sem par dos grandes produtores de frutas, como a uva e o figo, ou outras mais delicadas, como o pêssego e o morango. Estes aparecem semanalmente nos programas da Globo, exportam para o mundo inteiro e são os verdadeiros representantes da agricultura, desde o Vale do São Francisco, até os confins do Maranhão! O resto é o resto! Mula! Mão-de-obra escrava! Estes são estes, o resto é brasileiro no duro! Ah! Como diria o genial e injustiçado Euclides da Cunha:  “O sertanejo é antes de tudo um forte”!
Ou, como diria o Boris Casoy,  “isto é uma vergonha”! Mas, apesar de ser uma vergonha, o sofrimento do sertanejo é motivo de glória para os governantes e políticos, que usam a seca como plataforma e sempre se elegem! E nós, cidadãos, que não podemos nos envolver diretamente, quedamo-nos a olhar diariamente, até vomitar as tripas, a vergonha que grassa nesse país, em forma de corrupção, maracutaias e marajaladas de toda sorte a esperar alguma solução. Mas acho que já está na hora do povo parar com esse negócio de ficar esperando tudo cair do céu!. É hora da sociedade se organizar, não para procurar chifre na cabeça de cavalo, em protestos de alguma greve tonta, ou de alguma passeata de cunho político para ser massa de manobra de espertalhões; mas, para buscar a cidadania que está faltando neste país.
Vamos nos organizar e ajudar aqueles que estão em desespero, vamos nos organizar e proporcionar ao próximo um pouco de conforto e de alegria. Não deve ser somente nos momentos de anomia e de convulsão social, de catástrofes e de calamidade pública, que o povo tem que mostrar a sua solidariedade e ver que existe aquele que precisa de ajuda; mas sim, no dia a dia, no nosso trabalho, na vizinhança, na fábrica.

Se o povo se organizar diminui a violência, melhora a escola, a saúde volta ao rumo certo, porque, organizado, o povo terá forças para lutar pelos seus direitos e para cobrar dos governantes uma solução. A Internet e as redes sociais estão aí, à disposição, não para promover bate-papo aleatório, mas para solidificar cidadania. E os jovens que transitam pela rede devem olhar para essa utilidade que está ao alcance de seus dedos. Basta colocar a cabeça para funcionar e ter um pouco de boa vontade. Afinal, é preciso resgatar a cidadania perdida, e ir à luta, sem esperar que soluções mágicas apareçam do nada para nos deslumbrar. Afinal, os governantes somente irão trazer melhorias para o seu bairro, ou para a sua rua, se eles souberem que o seu bairro e a sua rua existem!

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Galeria Acadêmica

1-Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
2-André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
3-Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
4-Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
5-Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
6-Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
7-Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
8-Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
9-Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
10-Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
11-Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
12-Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
13-Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
14-Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
15-Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
16-Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
17-Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
18-Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
19-Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
20-Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
21-Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
22-João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
23-João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
24-Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
25-Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - cadeira no 26 Patrono Nelson Camponês do Brasil
26-Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
27-Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
28-Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
29-Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
30-Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
31-Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
32-Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
33-Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
34-Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
35-Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
36-Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
37-Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
38-Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
39-Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
40-Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz
Lino Vitti - Acadêmico Honorário (in memoriam)