Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

Walter Naime
Cezário de Campos Ferrari

Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

Conselho editorial

Antonio Carlos Neder
Ivana Maria França de Negri
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
Myria Machado Botelho


Seguidores

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Disposição malograda

 Acadêmica Myria Machado Botelho
Cadeira n° 24 - Patrona: Maria Cecília Machado Bonachella

Neste ano que se inicia castigando-nos com escaldante calor, meu propósito era o de escrever amenidades. 
Estamos saturados de noticiários negativos,crimes hediondos e conseqüentes, estampando um cotidiano regado a sangue e desastres, enquanto a corrupção descarada lá de cima, aponta com clareza os motivos de nosso atraso e de tanta violência.
Vivemos sob o signo da insegurança e do medo. Não é possível dormir “em berço esplêndido”, ignorar ou deixar de indignar-se com uma situação que já beira o caos,  cujo fulcro principal está no(des) governo  cínico e desarrazoado que, há mais de uma década tomou de assalto nosso país. E caminha a passos largos para instituir aqui uma forma oportunista de governar pilhando o Estado, em nome de uma ideologia em que os meios justificam os fins. Pouco ou quase nada recebemos de retorno com os tributos escorchantes que pagamos como ovelhinhas a caminho do matadouro, enganados e tripudiados com ações de “bolsa –família”, “Minha casa, Minha vida”, “Mais Médicos”, programas remendões, eleitoreiros e marqueteiros, que não  resolvem  problemas mais profundos e necessários, enquanto governantes canalhas se locupletam, numa vida de gastos ostensivos, banqueteando-se com cardápios milionários
As calamidades se sobrepõem e avultam. apontando  estados pobres e miseráveis, sem qualquer infra-estrutura, morrendo vitimados pelas catástrofes endêmicas, ou pelos corredores de pronto-socorros e hospitais, carentes de medicamentos, de leitos e de cuidados básicos,isto sem falar nas escolas e na educação deficitária, com índices estratosféricos de analfabetismo. Um povo analfabeto e desinformado é a massa de manobra ideal para governos totalitários. 
Em 2013, nossas deficiências vieram à tona. O tumor foi lancetado com a condenação dos mensaleiros após oito anos, evidenciando nesta demora a urgência de uma reforma judiciária.A sociedade que, em junho acordou com protestos gerais, de norte a sul, infelizmente, recolheu -se  com a fúria fascista e obscura dos black  blocs, que ainda não sabemos por quem foram ou estão sendo instigados.
Abrimos 2014 com os horrores do Maranhão e de Pedrinhas,revelando as condições infernais de nossas penitenciárias, verdadeiros covis do desespero e da morte, enquanto dona Dilma e o “ex” se fecham em copas, impedindo uma intervenção no Estado governado pelos Sarney há 50 anos, aliados intocáveis nas próximas eleições.
 Também em janeiro nossa comandante anuncia em Cuba mais um financiamento do Brasil, via BNDES, para o Porto de Mariel , em sua primeira etapa, que ela , com orgulho inaugurou ao lado de Raul Castro. Dos US$957 milhões orçados para a construção,US$802 milhões  saíram daqui, dos contribuintes brasileiros. Sem comentários, pois os atos  falam por si mesmos.
      As palavras são duras, e como seria maravilhoso poder dizer o contrário e apegar-se a um fio de esperança para encorajar uma geração desencantada de jovens  que ,em desabafos desesperados estão a dizer que o caminho agora, após adquirirem os meios necessários  é o dos aeroportos, via outras terras e outros mares, onde possam viver e trabalhar com  segurança,decência e dignidade.
A pesar de tudo, não podemos desanimar; os meios sociais já reagem e o sofrimento, a constatação de que assim não podemos continuar, talvez nos ensinem o caminho certo das transformações com a fé e a esperança necessários no momento em que as tempestades nos parecem tão sombrias.



Nenhum comentário:

Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz