Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (crédito da foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Poemas e aquarelas da exposição PIRACICABA EM RECORTES

Poesias dos poetas do Centro Literário de Piracicaba - CLIP- e aquarelas de Denise Storer expostos no Centro Cultural Martha Watts



Colégio Nossa Senhora da Assunção
(há décadas distantes...)
Lourdinha Piedade Sodero Martins

Oh! Colégio altaneiro, Nossa Sra. da Assunção!
Monumento à prova rara da Cultura e Educação,
a orientar tantas vidas na formação singular,
no verdadeiro preparo da arte de ser mulher!
Adolescência encantada no régio educandário
deixou registros marcantes em curiosas cinderelas!
Muitos os sonhos vividos, planos para o futuro
nobres ensinamentos semeados com maestria,
(por irmãs de São José) no coração das donzelas!
A capela como marco, silenciosa, tão divina,
magnífico interior, pleno em arte e devoção.
Orações clássicas, missas, puras bênçãos celestiais
compunham o pleno viver no distante cotidiano,
saudoso outrora “que os anos não trazem mais”!
A cúpula da capela de lindíssima arquitetura,
abóboda majestosa, insigne referência
a moldurar a pracinha bem à frente,
disputada e conhecida como “o jardim dos namorados”
Naquele recanto, em cálidas noites cantantes,
com a cumplicidade de um altivo ipê florido,
doçuras trocadas selavam belos momentos!
Entre juras, promessas e ais...edificou-se o amor
verdadeiro, sem malícias de muitos felizes casais!
Um “VIVA” ao Colégio “ASSUNÇÃO”!
Suntuosa Escola de Piracicaba!


O coreto da praça
Elda Nympha Cobra Silveira

Muitos iam para a praça
Logo depois do jantar.
Os jovens gostavam  de quadrar.
Os moços davam a volta pelo jardim
E as moças ao inverso,
Só... para poder paquerar.

No coreto o som expandia,
Cativando os namorados
Que aos beijos e afagos
Envolviam- se ao luar.
Tudo às escondidas,
O amor era sagrado!
.
Do bucólico coreto
Os sons invadiam a praça.
O chafariz esguichando,
Ao compasso da retreta
Só quem a viveu sabe,
Que tudo era uma graça!


Moldura
(no Engenho Central)
João Baptista de Souza Negreiros Athayde

Lá fora a tarde cai
solfejando silêncios verdes de seiva
ao compasso multicor
do canto de tantos pássaros

Entre paredes
a alma, em transe, emudece
descolorindo certezas
redesenhando esperanças

E tingindo de sonhos
os restos dourados do dia
...enquanto a noite não vem


A Magia dos Balões
Ivana Maria França de Negri

Balões risonhos
flutuam no azul.
Levando sonhos
entre nuvens e brisas.
Fazendo divisas
entre terra e céu
vagam ao léu
sobre a curva do rio

Lindos balões de ilusão!
Guardem  meus segredos
e levem para bem longe
meus medos...


Genius loci”  (o espírito do lugar)
Carmen Pilotto

A cidade e você em simbiose
se descobrindo lentamente
intrinsecamente afetuosas

Nos passos pelas calçadas domingueiras
Em ruas matinalmente vazias
Sinos festivos das carmelitas
Colorindo o casario do entorno

Seguindo a geografia - o rio
Como organismo vivo
Tão sentido pela seca
Mas intenso de passados
Como minha alma chuleada de fatos
Somos assim mesmo singulares

Apegada a Piracicaba
Eu desvairadamente intensa
Em sintonia com a cidade que acolhi
Tão provinciana e tão urbana
Confusa e feliz em meio ao concreto!


 
Flamboyant
Maria Madalena Tricanico C Silveira

Com  seus  longos  galhos,
Suas  flores  vermelhas
Aquece  os  corações
E  a  alma  centelha.
Seduz  namorados,
Flameja  seus  corações,
Deitam à  sua  sombra
E  entregam-se  em  louvação.
Olhar  para  o Flamboyant,
E  ver  a  esperança  no
Verde de  suas  folhas,
Sentir que  tudo  valeu  a pena.


Estação de trem
Raquel Delvaje

Na estação de trem
Meus olhos compridos
Percorrem os trilhos
E pulam de vagão em vagão
Tentando abraçar
O que faz saudade.



Trovas: Pesca, pescaria, pescador
Lídia Sendin

Pescador de correnteza,
No rio que passa ligeiro,
Da pesca não tem certeza,
Da vida é só passageiro.

Piracicaba é nubente
De eterna felicidade,
O povo é boa gente,
O lugar bela cidade.

O peixe aqui sempre para
Em água que não acaba,
Lugar de beleza rara
É o Rio de Piracicaba.

Com a vara, linha e isca,
Sacola ao lado vazia,
Pescador olha e nem pisca
Pescando sabedoria.


Caminhando na área de lazer
Leda Coletti

Caminhando lépida,
me encanto com a paisagem.
O verde gramado,
o lago sombreado
por árvores floridas.
Adultos e jovens
sozinhos ou aos pares,
caminham depressa
cruzando suas falas
aos cantos dos pássaros,
que aos bandos, em pares,
se pegam, se abraçam.
Pelo amigo vento
sou acariciada,
pelo amigo sol
de leve beijada,
e enquanto caminho
louvo e agradeço a Deus,
a ventura de caminhar
neste alegre lugar.


 
Rua do Porto
Ruth Carvalho L. Assumção

Balançando-se à beira do rio
Com seu casario e carisma
É a paisagem banhando-se nas águas
Em águas benditas, águas bonitas,
Águas de ninguém
Que nas marolas cantam e gemem
Num rolar constante,
Rolando como serpente,
Arrastando seu destino
Beijando desde menino
Os pés do Engenho Central
Na moldura das casinhas
Plantadas ao seu redor
Uma porta, uma janela, um quintal,
Brancas, azuis, amarelas
Trazendo dentro delas a memória
De um pescador a sonhar
Com tralhas e vara de pescar
Nas águas sempre a rolar
Buscando malhas finas
Seu alimento a dançar.


Largo São Benedito
Sílvia Oliveira

Nossa esta Piracicaba
: memórias tantas no seu largo
um Benedito que escutava
as preces negras quase só

Antigo mal não é mais regra
: lugar, igreja, o próprio santo
na história ao longo permanecem
marcando todos por igual


Velhas janelas de Piracicaba
Neu  Volpato

ruas passam espiando
essas velhas janelas
a ver se por elas
ressumam antigas saudades
devolvendo lembranças à cidade
de suas antigu/idades


  
Praça José Bonifácio
Aracy Duarte Ferrari

Praça central, altaneira, aconchegante
Traz ao presente reminiscências do passado.
Registra a história piracicabana ao vivo,
Tem à sua frente a Igreja abençoando.

Espaço aberto a todas as idades.
Idosos narram passagens de ontem
Interagem nas trocas de causos e prosas,
Tendo prioridade os acontecimentos locais.

Na primavera, festival esplêndido de flores
Embelezam e exalam seu perfume...

Em sintonia com a graça da praça
Estão o coreto, o chafariz e bustos históricos.
Que o tempo incumbiu-se de guardá-los
E fazer pulsar as emoções.

O chilreio dos pássaros cantores,
O som musical do Coronel Barbosa
Foram a natural orquestra sinfônica,
A praça sensibilizada adormece feliz.


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Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
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João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
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Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
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Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
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Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz