Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras 2018/2021

Presidente– Vitor Pires Vencovsky
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeira Secretária – Ivana Maria França de Negri
Segunda Secretária – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Primeiro Tesoureiro – Edson Rontani Junior
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal
Gustavo Jacques Dias Alvim
Alexandre Neder
Walter Naime

Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

Conselho editorial

Evaldo Vicente
Antonio Carlos Fusatto
Ivana Maria França de Negri
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto



Seguidores

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Para onde?

 Marisa F. Bueloni
Cadeira no 32 - Patrono: Thales Castanho de Andrade

               Recentemente, um amigo escreveu num desabafo: “Vou-me embora pro Butão”. E aí não sossego enquanto não busco informações a respeito. Bem, o Butão é considerado o país da felicidade. Diz o Google que “o Butão é um pequenino reino encravado aos pés do Himalaia e bastante fechado ao turismo. Ao norte, a gigantesca China e ao sul a superpopulosa Índia. É distante do Brasil. Poucas pessoas conhecem. Exótico. Feliz. País de tradições peculiares e muito isolado”.
               Não sei se eu gostaria de ir para o Butão. Desde menina, intriga-me uma música que até hoje gosto de cantar. Foi composta pelo baiano Dorival Caymmi e se chama “Maracangalha”. A letra é bem simples e diz assim: “Eu vou pra Maracangalha, eu vou / Eu vou de uniforme branco, eu vou / Eu vou de chapéu de palha, eu vou / Eu vou convidar Anália, eu vou”. E ele diz que se Anália não quiser ir, ele vai só.
               Vemos que, quando alguém mete uma ideia na cabeça de ir a algum lugar, se não houver quem o acompanhe, vai só mesmo. Contudo, é melhor ter companhia, a viagem fica mais segura a dois. Até biblicamente, devemos ir sempre aos pares.
               Mas e aí, Maracangalha existe de verdade? Afinal, para onde Caymmi iria? A música foi composta em 1957. Quanta gente a cantou! O lugar é um distrito do município de São Sebastião do Passé, na Bahia. O que haveria de tão especial em Maracangalha? E Anália? O chapéu de palha? Meros recursos da rima ou tudo isso faria parte de uma planejada viagem de amor?
               Houve um tempo em que a moda era dizer “Vou-me embora pra Pasárgada”, do poeta Manuel Bandeira. Onde ele foi buscar inspiração? Pasárgada era uma cidade da antiga Pérsia, atualmente um sítio arqueológico na província de Fars, no IrãMas o poema ficou famoso e tem uns versos assim: “Vou-me embora pra Pasárgada / Lá sou amigo do rei / Lá tenho a mulher que eu quero / Na cama que escolherei”.
               Quando comecei a aprender violão, adorava cantar uma cantiga gaúcha: “Vou-me embora, vou-me embora, prenda minha / Tenho muito que fazer / Tenho de ir para o rodeio, prenda minha/ No campo do bem-querer”. Ah, o desejo de ir para algum recanto que nos faça sonhar!... Versos como “vou-me embora” povoam o imaginário de todos os poetas. Eu gostaria de dizer: “Vou-me embora pra Israel”, pois tenho um sonho de conhecer a Terra Santa. Gostaria de ficar por lá, ajudando os frades franciscanos a cuidar dos templos e locais sagrados.
               Contudo, sei que não irei para o Butão, Maracangalha, Pasárgada e tampouco para Israel. Há alguns anos, eu dizia: “Vou-me embora pro Campestre”, mas agora moro na cidade e o campo faz parte de um passado lindo.
               E Marte? Será moderno dizer “vou-me embora para Marte”? O que haverá por lá? O Google diz que Marte possui uma formação rochosa e parece haver água no planeta. O dia dura 24 horas e 36 minutos e o ano tem 687 dias terrenos. Em 1960, Sergio Murilo gravou “Marcianita”. Alguém se lembra? Na letra da música, em 10 anos estaríamos lá. Ainda estamos na corrida. Para onde

Nenhum comentário:

Galeria Acadêmica

1-Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
2-André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
3-Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
4-Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
5-Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
6-Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
7-Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
8-Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
9-Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
10-Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
11-Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
12-Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
13-Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
14-Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
15-Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
16-Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
17-Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
18-Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
19-Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
20-Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
21-Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
22-João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
23-João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
24-Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
25-Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - cadeira no 26 Patrono Nelson Camponês do Brasil
26-Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
27-Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
28-Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
29-Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
30-Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
31-Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
32-Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
33-Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
34-Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
35-Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
36-Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
37-Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
38-Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
39-Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
40-Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz
Lino Vitti - Acadêmico Honorário (in memoriam)