Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (crédito da foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

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Ivana Maria França de Negri
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terça-feira, 17 de novembro de 2015

Para onde?

 Marisa F. Bueloni
Cadeira no 32 - Patrono: Thales Castanho de Andrade

               Recentemente, um amigo escreveu num desabafo: “Vou-me embora pro Butão”. E aí não sossego enquanto não busco informações a respeito. Bem, o Butão é considerado o país da felicidade. Diz o Google que “o Butão é um pequenino reino encravado aos pés do Himalaia e bastante fechado ao turismo. Ao norte, a gigantesca China e ao sul a superpopulosa Índia. É distante do Brasil. Poucas pessoas conhecem. Exótico. Feliz. País de tradições peculiares e muito isolado”.
               Não sei se eu gostaria de ir para o Butão. Desde menina, intriga-me uma música que até hoje gosto de cantar. Foi composta pelo baiano Dorival Caymmi e se chama “Maracangalha”. A letra é bem simples e diz assim: “Eu vou pra Maracangalha, eu vou / Eu vou de uniforme branco, eu vou / Eu vou de chapéu de palha, eu vou / Eu vou convidar Anália, eu vou”. E ele diz que se Anália não quiser ir, ele vai só.
               Vemos que, quando alguém mete uma ideia na cabeça de ir a algum lugar, se não houver quem o acompanhe, vai só mesmo. Contudo, é melhor ter companhia, a viagem fica mais segura a dois. Até biblicamente, devemos ir sempre aos pares.
               Mas e aí, Maracangalha existe de verdade? Afinal, para onde Caymmi iria? A música foi composta em 1957. Quanta gente a cantou! O lugar é um distrito do município de São Sebastião do Passé, na Bahia. O que haveria de tão especial em Maracangalha? E Anália? O chapéu de palha? Meros recursos da rima ou tudo isso faria parte de uma planejada viagem de amor?
               Houve um tempo em que a moda era dizer “Vou-me embora pra Pasárgada”, do poeta Manuel Bandeira. Onde ele foi buscar inspiração? Pasárgada era uma cidade da antiga Pérsia, atualmente um sítio arqueológico na província de Fars, no IrãMas o poema ficou famoso e tem uns versos assim: “Vou-me embora pra Pasárgada / Lá sou amigo do rei / Lá tenho a mulher que eu quero / Na cama que escolherei”.
               Quando comecei a aprender violão, adorava cantar uma cantiga gaúcha: “Vou-me embora, vou-me embora, prenda minha / Tenho muito que fazer / Tenho de ir para o rodeio, prenda minha/ No campo do bem-querer”. Ah, o desejo de ir para algum recanto que nos faça sonhar!... Versos como “vou-me embora” povoam o imaginário de todos os poetas. Eu gostaria de dizer: “Vou-me embora pra Israel”, pois tenho um sonho de conhecer a Terra Santa. Gostaria de ficar por lá, ajudando os frades franciscanos a cuidar dos templos e locais sagrados.
               Contudo, sei que não irei para o Butão, Maracangalha, Pasárgada e tampouco para Israel. Há alguns anos, eu dizia: “Vou-me embora pro Campestre”, mas agora moro na cidade e o campo faz parte de um passado lindo.
               E Marte? Será moderno dizer “vou-me embora para Marte”? O que haverá por lá? O Google diz que Marte possui uma formação rochosa e parece haver água no planeta. O dia dura 24 horas e 36 minutos e o ano tem 687 dias terrenos. Em 1960, Sergio Murilo gravou “Marcianita”. Alguém se lembra? Na letra da música, em 10 anos estaríamos lá. Ainda estamos na corrida. Para onde

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Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz