Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras 2018/2021

Presidente– Vitor Pires Vencovsky
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Ivana Maria França de Negri
Segundo Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Primeiro Tesoureiro – Edson Rontani Junior
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

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sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Saudade

 Acadêmica Myria Machado Botelho
Cadeira n° 24 - Patrona: Maria Cecília Machado Bonachella

            É uma caminhada que machuca. A morada dos mortos, aquele silêncio, apenas entrecortado pelo canto dos pássaros e o farfalhar do vento por entre os arbustos, leva-nos   à  única certeza, a da  transitoriedade, pequena para uns, mais longa para outros, porém sempre dentro  de limites que não nos pertencem.
            “Omnes símiles sumus”:  uma igualdade que deveríamos considerar, caminhando por essas ruas estreitas , ladeadas por túmulos suntuosos e humildes em que os mortos, de todas as idades, crianças, jovens, idosos, de todas as condições sociais, todos eles reduzidos ao pó, todos eles igualados em mesmíssima  situação.  Talvez se pudessem, teriam a nos dizer  muitas coisas, inclusive alertando sobre a melhor forma de nos conduzirmos entre os viventes.  Porque não  buscar o melhor que possuímos dentro de nós mesmos, e não trazer  essa igualdade, através do amor que expulsa  o ódio,  o apego exagerado  aos bens materiais, a avareza, a cobiça, a inveja, a mentira , a traição, a ingratidão, a perfídia, o conflito que leva à divisão, ao preconceito, ao crime , ao assassinato e às guerras, ao sofrimento e à pior de todas as mortes, a morte da própria alma? Se não sabemos nada, absolutamente nada, sobre o  que nos espera no próximo momento , qual o motivo de tanta sofreguidão, de tantos planos para o futuro incerto, de tantos esforços inúteis? Porque o Senhor  da vida não avisa quando vem  e pode surpreender , antecipando-se ou postergando a sua vinda.  E é muito bom que assim seja, e seria intolerável  se soubessemos.
            É claro que não podemos viver em função da morte, pois que a vida é bela e digna de ser vivida, mas é preciso ter presente a noção de que nada nos pertence por inteiro e que, como os pássaros e as flores, temos o dever de criar a harmonia  que une, que congrega, embeleza e ameniza.  Uma utopia ?  pode ser. 
            À sombra de um pé de murta ( e elas são numerosas nos cemitérios), ao lado do túmulo de meu filho , eu orei  e chorei..  Nem sei quanto tempo meditei e me detive sobre sua história tão entrelaçada com as histórias dos que ali vieram ter, antes dele.  Seus avós, seus tios, seu pai  que ele tanto amou, pois esse amor foi sua maior e mais bela lição .  Com todos seus rompantes que escondiam um coração doce e compassivo, meu filho foi surpreendido num momento inesperado, depois de vencer uma batalha  que a todos parecia quase  insuperável.   Batalha que vencemos juntos, através de uma ajuda recíproca que teve, certamente, a mão de Deus. Ele foi estoico, forte, corajoso e digno, uma presença marcante.  Humano e sensível , inteligente, espirituoso, dotado de uma arte que hoje escasseia- a da conversação entreverada de “causos “, principalmente da família e do avô paterno que venerava, sem deixar de enxergar as limitações, ele sabia narrar como ninguém, através da memória , da imitação e do jeito de acentuar o lado  jocoso.
            Hoje, longe de sua presença física, restou-me a recordação desses bons momentos , porque  os transes dolorosos, eu faço tudo para esquecer, inclusive a brutalidade  de um desfecho que jamais imaginei  pudesse atingir -me. Uma resposta que teremos a seu tempo.

Nesta manhã de céu muito azul, perfumada pela murta florida , ornada pelo canto dos pássaros que ali fizeram seus ninhos , uma saudade intensa  me une a tantos que também choram  seus entes queridos  e agora experimentam a paz dos justos. E para nós, pais e mães, surpreendidos numa situação inversa, a de sepultar seus próprios filhos, a certeza do reencontro prometido por Jesus Cristo! 

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Galeria Acadêmica

1-Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
2-André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
3-Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
4-Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
5-Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
6-Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
7-Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
8-Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
9-Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
10-Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
11-Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
12-Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
13-Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
14-Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
15-Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
16-Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
17-Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
18-Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
19-Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
20-Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
21-Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
22-João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
23-João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
24-Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
25-Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - cadeira no 26 Patrono Nelson Camponês do Brasil
26-Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
27-Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
28-Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
29-Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
30-Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
31-Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
32-Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
33-Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
34-Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
35-Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
36-Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
37-Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
38-Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
39-Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
40-Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz
Lino Vitti - Acadêmico Honorário (in memoriam)