Rio Piracicaba

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Rio Piracicaba cheio (crédito da foto Ivana Negri)

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Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

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segunda-feira, 18 de abril de 2016

18 de Abril - Dia Nacional do Livro Infantil

Literatura infantil
Ivana Maria França de Negri

            Foi-se o tempo das histórias da carochinha e dos contos de fadas que começavam com “Era uma vez” e invariavelmente terminavam com o célebre “...e foram felizes para sempre!”.
Os conceitos de literatura infantil mudaram bastante nas últimas décadas. Só tenho minhas dúvidas se as mudanças foram para melhor. O que mudou foi a apresentação, ilustrações magníficas e coloridas, imagens computadorizadas que chamam a atenção. Mas isso não deve ser levado em conta na hora de adotar um livro e sim seu conteúdo, as mensagens que traz e como desperta a criatividade na criança.
Estimular o hábito da leitura, desde tenra idade, é fundamental para formar adultos capacitados para discernir e terem sua própria opinião.
Fiz uma leitura crítica de dezenas de livros didáticos infantis adotados por escolas e fiquei espantada com o conteúdo deles.  Salvos raras exceções, mesmo com ilustrações belíssimas, a maioria não traz mensagem alguma, reúne um monte de baboseiras e futilidades que nada acrescentam ao intelecto em formação das crianças. Fiquei pensando em como seria feita a seleção, quem faz as escolhas, e quais os critérios para aprovação dos livros didáticos.
Vou comentar o enredo de alguns para exemplificar.  Um deles, tragicômico, narra a saga de um avô que comeu demais e, do começo ao fim, gira em torno da sua ida ao banheiro. Uma bobagem só. Noutro, a avó é chamada de velha coroca, e seu neto é um menino que desobedece a mãe e por isso mesmo se dá bem, um incentivo ao desrespeito à autoridade dos pais. O avô, ao invés de ser um sábio que passa aos netos suas experiências de vida, é um abobalhado, e a avó, em vez de ser como era a Dona Benta do Sítio do Pica-Pau Amarelo, aquela que conta histórias, faz bolos, e dá muito amor aos netinhos, é uma pessoa doentia e ausente.
Outros me deixaram pasma frente ao seu conteúdo que incita à violência, a desobediência às normas, sem falar nos que contém forte apelo sexual que não deve ser despertado antes da hora. As crianças nessa faixa etária gostam de aventuras, amizade, natureza, animais, e só mais tarde é que começam a despertar para a sexualidade. Num deles a Chapeuzinho Vermelho usa meias de seda e salto alto para seduzir o lobo, algo completamente dispensável para crianças pequenas.
Outros ainda, trazem  noções de perversidade, de como ser arruaceiro e baderneiro, e o conceito de família, a base sólida que deveria ser incentivada, é ridicularizado.
Uma das obras falava sobre um seqüestro, numa trama aterradora. O mundo já apresenta violência demais, não é preciso povoar o imaginário infantil com mais violência. Crianças têm o direito de sonhar coisas bonitas e fantasiar à vontade.
Em outro desses livrinhos, todos adotados por escolas, e editados por editoras famosas, o protagonista corre feito louco numa moto (mau exemplo), causa tumulto depredando ônibus e virando carros. Literatura infantil não precisa retratar essa realidade cruel das ruas, pois só vai reforçar comportamentos negativos.
E, para culminar, um livro de poesias para crianças, já adotado nas salas de aulas de alunos na faixa entre oito e  nove anos, foi vetado por conter frases como “nunca ame ninguém, estupre”, e outra, “seja efeminado, isso funciona com estilistas”. Será que ninguém viu antes? Nenhum professor leu antes? Precisou que os pais de alguns alunos, indignados, denunciassem para que se tomassem providências.
Tudo isso é muito preocupante. O assunto é sério e precisa de atenção das autoridades competentes, afinal, são crianças em fase de formação que necessitam ser melhor orientadas para a vida. Escolas devem adotar livros cujos conteúdos reforcem valores morais e éticos, falem de ecologia, preguem o valor do núcleo familiar, transformando as crianças e adolescentes em adultos melhores para melhorarem o mundo.

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Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
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Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
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João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
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Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
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Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
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Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz