Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras 2018/2021

Presidente– Vitor Pires Vencovsky
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeira Secretária – Ivana Maria França de Negri
Segunda Secretária – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Primeiro Tesoureiro – Edson Rontani Junior
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal
Andre Bueno Oliveira
Alexandre Neder
Walter Naime

Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

Conselho editorial

Evaldo Vicente
Edson Rontani Junior
Ivana Maria França de Negri
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quarta-feira, 17 de julho de 2019

Minas Gerais

(Foto Guia Turismo Brasil)


Luciano Martins Verdade

Um lugar cheio de montanhas não deveria se chamar Minas Gerais. Minas são a desconstrução das montanhas, primeiro cavando buracos cada vez mais profundos à procura de ouro, depois retirando a rocha – e consequentemente – o solo, a flora e a fauna, em busca do ferro que enlata o automóvel, o trem, o avião e o navio e quem vai dentro deles, cada vez mais como sardinhas.
Montanhas são obras primas da natureza, mas são apenas matérias-primas para as mineradoras. E a lógica que determina a logística de seu uso é a do uso à exaustão e sucessiva substituição por outro recurso, otimizando assim procedimentos industriais como extração, processamento e expedição. O problema é que, no caso das mineradoras, o principal produto é a rocha, que dá origem ao solo, que suporta a flora, que alimenta a fauna, que se realimenta antes de retornar ao solo e um dia à própria rocha. Assim montanhas são reduzidas à lama toxica, esvaziando a paisagem e a história.
Mineradoras não geram riquezas. Elas roubam riquezas de lugares cheios de montanhas. O ouro que saiu de Minas enriqueceu São Paulo, Portugal, depois a Inglaterra e, por fim, os Estados Unidos. É a sua parte nesse ouro que mineiras do vale do Jequitinhonha vão buscar nas casas das madames paulistas como empregadas domésticas. É atrás de sua parte nesse ouro que os incautos mineiros de Governador Valadares vão quando tentam entrar como imigrantes ilegais nos Estados Unidos. O irônico é que lá esse ouro foi recolocado num buraco ainda mais impenetrável que nas minas de Minas.
Minas deveria se chamar apenas Gerais ou Serras Gerais. Ou Montanha, como fizeram os americanos com seu estado, mas acho que isso não soa tão bem em português quanto no espanhol importado pelos norte-americanos anglo-fônicos. Minas também poderia se chamar São Francisco, seu rio mais importante, e que nasce em suas montanhas.
Chamasse como chamasse Minas deveria honrar suas montanhas e mantê-las íntegras com seu solo, sua flora, sua fauna, sua história natural e sua história humana. Chamasse como chamasse Minas deveria manter sua riqueza e não se deixar destruir pela ganância de quem é capaz até mesmo de devorar suas montanhas e seu solo, sua flora, sua fauna, sua história natural e humana.

Um comentário:

Antonio Cícero da Silva - Águia disse...

Que linda paisagem, a enfeitar a espaço tão brilhante... Parabéns, Academia Piracicabana de Letras, por tão perfeito serviço prestado a Piracicaba, ao Brasil e ao Mundo...

Galeria Acadêmica

1-Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
2-André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
3-Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
4-Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra (in memoriam)
5-Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
6-Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
7-Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
8-Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
9-Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
10-Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
11- Luciano Martins Verdade-Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz de Arruda Pinto
12-Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
13-Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
14-Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
15-Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
16-Lídia Varela Sendin - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
17-Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior (in memoriam)
18-Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
19-Carmelina de Toledo Piza - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
20-Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
21-Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
22-João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
23-João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
24-Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
25-Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - cadeira no 26 Patrono Nelson Camponês do Brasil
26-Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
27-Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
28-Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
29-Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
30-Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
31-Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
32-Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
33-Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
34-Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
35- Elisabete Jurema Bortolin - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
36-Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
37-Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
38-Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
39-Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
40-Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz