Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria 2025/2028

Presidente: Raquel Araujo Delvaje Vice-presidente: Vitor Pires Vencovsky Diretora de Acervo: Christina Aparecida Negro Silva 1a secretária: Elisabete Jurema Bortolin 2a secretária: Ivana Maria França de Negri 1o tesoureiro: Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto 2o tesoureiro: Edson Rontani Junior Conselho fiscal: Antonio Carlos Fusatto Bianca Teresa de Oliveira Rosenthal Cássio Camilo Almeida de Negri Jornalista responsável: Evaldo Vicente Responsável pela edição da Revista: Ivana Maria França de Negri Conselho editorial: Aracy Duarte Ferrari Eliete de Fatima Guarnieri Leda Coletti Lídia Sendin Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins

Seguidores

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Renovação

 


Shirley Brunelli Crestana 


Sou realidade pensante

feita de conflitos e lutas

em constante recomeço.

Preciso tanto

que a paz desça sobre mim

pela luz de uma estrela

e lave meu espírito

com as águas de inefável fonte.

Depois

enxuga-me com o manto do silêncio

oh! Iluminada lua

e pede aos astros que fechem os olhos

enquanto acendo um incenso

e espero o amanhecer

completamente nua!

Vaidade

 

Raquel Delvaje

 

Muitas vezes dormimos os

sonhos em cama de Cronos,

Que impiedoso,

abre seu pequeno frasco e joga dias e

noites em quintais de terra.

 

Ávidos, deitamos a lamber os pedaços ao chão

com nossas línguas inchadas.

Entretanto, envaidecidos ... sorrimos,

com torrões nos dentes.

Vaidade... é tudo vaidade, diz o pregador.

O que fazer

Carmelina T. Piza

 

Ela grita, corre em direção a alta montanha.

Quer sentir o som do vento, o barulho da natureza, o zoar das nuvens nas palmas das mãos marcando as linhas da vida sonora.

Sim.

Ela conseguiu acampar no alto da mais alta montanha.

Os sons chegam até ela com a força da fagulha em sua própria confiança da existência.

 

Ela pergunta: o que fazer com tudo isso?

“Colocar esse sonho dentro de uma sacola de palha trançada.

Enche-la de panos, véus e tules coloridos e transformá-los em personagens das histórias.

O azul do céu e do mar, o verde das matas e dos sapos que se transformam em príncipes, o vermelho do fogo, do coração e do sangue das mulheres do Barba Azul.

Surge o calor com o amarelo do sol e do ouro”.

 

Ela vai ao encontro de tantas outras tonalidades na realidade simbólica das histórias.

Ela descobre o olhar poético ao encontro com a criança presente.

Ela consegue desvendar as cortinas dos devaneios da própria infância.

Ela é: “A Contadora de História”.

CarmLina

 

terça-feira, 9 de junho de 2026

E a Cidinha se foi...

 


Ivana Maria França de Negri

            Ela era de pequena estatura, muito magrinha e ágil. Tinha um sobrenome alemão pomposo e difícil de pronunciar. E passou a vida soletrando para explicar como se escrevia: Maria Apparecida Wolghmuth.

            Herdou o sobrenome do pai, que nos anos 40, era dono de uma famosa loja de chapéus, que ficava no coração da rua Governador. Sua mãe faleceu de tuberculose quando Cidinha tinha apenas três anos, e foi criada e mimada pelas tias paternas, que a vestiam como uma boneca, segundo contava.

            O pai se foi, as tias chegaram a idades longevas e ela retribuiu cuidando delas até o final das vidas. Uma delas deixou-lhe uma modesta pensão, e ela vivia dessa mesada.

Seguiu sozinha, não se casou e nem teve filhos. Mas contrastando com sua estatura pequena, tinha um coração gigante. Não podia ver um gatinho abandonado que o trazia para casa. E tinha cães também. Em suas andanças pela cidade, batia pernas como ninguém, ia trazendo sem medir consequências. Nem contava pra ninguém quantos animais possuía, e quando perguntavam, dizia apenas: “perdi a conta”.

Frequentava a igreja, pois era católica fervorosa, devota de Maria e tinha como santinho predileto, São Francisco de Assis.

Muito querida por todos, dedicou a longa vida a cuidar de animais abandonados. Poucas pessoas tinham acesso à sua casa. Eu era uma delas porque fui voluntária da Sociedade de Proteção aos Animais e a ajudava com ração, levava jornais, e via os gatos reinando na casa, sobre a cama, nas cadeiras, na cozinha, no pequeno quintal, havia gatinhos em todo lugar. Certa vez contei quarenta gatos e cinco cachorros que ficavam na garagem.

Ela dizia que seu pai era vizinho do meu avô e muito amigos. Ambos moravam na rua Governador e compraram jazigos no cemitério da Saudade bem próximos, logo na entrada. Brincavam que eram vizinhos em vida e seriam vizinhos no cemitério também. E me falou que foi ao casamento da minha mãe. Curiosa, procurei no álbum de fotos e vi uma Cidinha quase criança, com uns catorze anos, a mesma carinha, ao lado da mesa de doces, com um punhado deles nas mãos. Levei uma cópia para ela que ficou muito feliz, pois tinha poucas fotos da infância.

 Além de gatos, Cidinha colecionava imagens de santos. Tinha uma imagem de Nossa Senhora da Rosa Mística que veio da Europa, lindíssima, tamanho gigante, não sei como a conseguiu, e muitas outras menores, e vários santinhos, oratórios, terços. Essa era sua casa, abrigo de gatos e pequeno museu. Eu mesma, na volta das minhas viagens, trazia imagens de santos e gatinhos. Ficou tão feliz quando eu trouxe de Assis, Itália, uma imagem do seu santinho preferido e protetor dos animais.

Ela sempre me dizia que quando morresse, queria ir para o céu dos animais.

Suas forças foram diminuindo, a idade e as dores chegando, e ela teve o bom senso de não adotar mais animais. Os que tinha, ficaram idosos e se foram, um a um. E ela chorou e sofreu por cada gatinho e cãozinho que partiu. Ultimamente, já não saía de casa. Pedia comida pelo telefone fixo para entrega. A idade passando, já não conseguia limpar a casa e teve uma vizinha/anjo que a ajudou muito, até que por fim, levou-a para morar numa Casa de Repouso, onde ficou poucos anos, até falecer na semana passada, aos 90.

E eu a imagino feliz, cercada por seus amorzinhos, no céu que sempre sonhou...

Galeria Acadêmica

1-Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
2- Maria Madalena t Tricanico de Carvalho Silveira- Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
3-Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
4-Marcelo Batuíra da Cunha Losso Pedroso - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
5-Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
6-Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
7-Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
8-Christina Aparecida Negro Silva - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
9-Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
10-Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
11- Antonio Filogênio de Paula Junior-Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz de Arruda Pinto
12-Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
13-Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
14-Bianca Teresa de Oliveira Rosenthal - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
15-Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
16-Lídia Varela Sendin - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
17-Shirley Brunelli Crestana- Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
18-Marcelo Pereira da Silva - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
19-Carmelina de Toledo Piza - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
20-Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
21-Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
22-João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
23-João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
24-Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
25-Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - cadeira no 26 Patrono Nelson Camponês do Brasil
26-Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
27-Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
28-Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
29-Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
30-Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
31-Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
32-Angela Maria Furlan – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
33-Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
34-Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
35- Elisabete Jurema Bortolin - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
36-Eliete de Fatima Guarnieri - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
37-Valdiza Maria Capranico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
38-Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
39-Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
40-Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz