Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (crédito da foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

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Antonio Carlos Neder
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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Archimedes Dutra

(foto Provincia online)


Colaboração do Acadêmico Antonio Carlos Neder
Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra

Formar e prestar serviços

“Este trabalho é dedicado ao meu querido patrono, Professor Universitário, Doutor em Artes Plásticas, e que sempre se preocupou com a educação e cultura e imprimindo sua maravilhosa espiritualidade em todos nós”.
É oportuno, neste momento em que se processa a reordenação da economia brasileira, esteja reativado o debate sobre o papel da Universidade, no que tange à retomada do desenvolvimento. É preciso lembrar que a oferta de bens e serviços à população, em quantidade e qualidade adequadas, que depende, não só da disponibilidade de capital, mão de obra e matéria-prima, mas também do conhecimento científico-tecnológico, tem sido, teimosamente ignorada pelos nossos planejadores.
Isto explica em parte a penúria em que se encontra o nosso embrionário sistema da ciência e tecnologia, que tem como peça principal a Universidade.
Os conhecimentos científicos, básicos e aplicados, ontem desenvolvidos nas Universidades, constituem os alicerces da tecnologia de hoje, responsável direto pelo bem estar material da sociedade moderna.
De forma imprevidente, o modelo econômico que norteou o país nas últimas décadas prescindiu da competência nacional, importando maciçamente tecnologia para viabilizar o crescimento rápido, sem, concomitantemente, montar uma estrutura de geração de conhecimentos científicos técnicos, ágil e eficiente. Como resultado, temos o atual estado de vulnerabilidade tecnológica em que se encontra o país.
A indústria e agricultura brasileira que indubitavelmente atingiram a maturidade na produção, ainda não dominam o conhecimento que manipulam, detido, em grande parte, pelos fornecedores da tecnologia. Esta situação é no mínimo inconveniente para uma estrutura produtiva que necessita crescer e ser modernizada para eliminar as carências materiais da população.
Felizmente, firma-se cada vez mais na sociedade brasileira a consciência de que o desenvolvimento integral voltado para os reais interesses da nação exige a ampliação de nosso grau de autonomia tecnológica. O impacto da introdução de novas tecnologias no setor de produção fruto de conhecimentos científicos, relativamente, recente da nanotecnologia, biotecnologia e de novos materiais, exige que países como o Brasil, que aspiram deter autonomia em suas decisões, aproveitem e valorizem não só suas matérias-primas, mas também identifiquem, nas suas tecnologias, os nichos onde a capacidade científica e tecnológica nacional possa ser exercitada com maior rendimento.
A recuperação do atraso tecnológico, e o ganho de autonomia, só serão possíveis, no entanto, através de investimentos maciços da educação, na pesquisa e desenvolvimento, da estreita sintonia entre os três principiais protagonistas do processo: o governo, o setor de produção e a Universidade.
A alocação de recursos de ciência e tecnologia, por parte do governo e das empresas, é uma decisão de natureza política e, por isso mesmo, sujeita às mais variadas injunções. O problema, real-mente, não é a disponibilidade de recursos e, sim, vontade e capacidade e outras condições favoráveis para decidir. O governo federal e o estadual já têm recentemente dado mostras corretas de empenho na promoção do desenvolvimento educacional e de pesquisa cientí¬fica. O orçamento do MEC e o orçamento substancial da dotação do Tesouro Paulista para a Fundação de Amparo à Pesquisa, bem como a recuperação parcial dos salários das Universidades são demonstrações firmes, embora, ao nosso ver, tímidas, na direção da eliminação das perdas sofridas pelo sistema de ciências e tecnologias nos últimos governos. As perdas foram de tal forma que quase comprometeram a sobrevivência da Pesquisa e do Ensino Universitários em nosso país.
Cada vez mais consciente da sua vulnerabilidade tecnológica, o setor de produção brasileiro já dá os primeiros passos na direção da autonomia. O número de centros de pesquisa e desenvolvimento industrial e agrícola nos setores privado e estatal tem crescido em número e qualidade nos últimos anos, empregando mais cientistas e tecnólogos de alto nível. O avanço brasileiro nas áreas das indústrias aeronáuticas, de telecomunicações e de agricultura em geral só foram possíveis pela existência de uma sólida estrutura de pesquisa e desenvolvimento na retaguarda onde também incluiu a Universidade.
As três funções básicas da Universidade, nunca é demais repetir, são: formar pessoal, gerar conhecimento de qualidade e prestar serviços à comunidade. Em um país como o nosso, no entanto, com problemas sociais seríssimos a resolver, a Universidade tem que se envolver necessariamente com o Brasil real, nas suas mais variadas facetas, prestando sua colaboração. Infelizmente a estrutura da Universidade atual, implantada em um contexto de crescimento rápido, sem muita reflexão, impede experimentação avançada em ensino e encara com desconfiança a interação mais íntima e com-prometedora em termos profissionais, com as forças produtivas da sociedade.
Modificações estruturais são necessárias para abrir a Universidade ao país, mesmo em instituições jovens como a Unicamp, que tem se destacado com a flexibilidade na interação externa.
O processo de formação da competência nacional, científica ou tecnológica envolve necessariamente a Universidade, onde é educado o profissional de alto nível. Esta compreensão deve em curto prazo traduzir-se em apoio efetivo, seja financeiro, seja político, às atividades universitárias para eliminar as distorções existentes. Com competência nacional, temos condições de viabilizar o país. Afinal, quem não tem competência não se estabelece, como diz o ditado.

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Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz