Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (crédito da foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

Walter Naime
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Ivana Maria França de Negri
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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Intelectuais do novo século

Carlos Morais Júnior Cadeira n° 18 - Patrona: Madalena Salatti de Almeida
Os intelectuais devem estar mudando! A cultura deve estar mudando e se tornando algo mais imediatista e rápida, alguma coisa em pílulas, como mandam os ventos do novo século; afinal, quem dispõe de tempo para ouvir coisas intermináveis, sonambúlicas e detalhadas a respeito do que quer que seja? Até os políticos têm abreviado os seus discursos! Aqueles que ainda teimam em alongamentos desnecessários, intermináveis e hipnotizantes, estão condenados a falarem para as cadeiras, ou para uma plateia sonolenta, que não para quieta, pois se levanta amiúde para esticar as pernas, fumar um cigarro e se distanciar daquela coisa maçante. Resumindo: conversa, palestra, piada, discurso, aula, seminário, solenidade, leitura de currículo, apresentação de motivos, toda essa fauna deve ser abreviada ao máximo! E não se deve esquecer o imprescindível coquetel, já que, sem ele, vai ser muito difícil ter público.
Os novos sábios já não se apresentam como velhos empertigados, de óculos grossíssimos, porte principesco, vestindo ternos de seda a tecerem considerações a respeito de tudo o que existe no mundo, em conferências ou palestras intermináveis, sem o pejo de serem interrompidos ou contestados, como se fossem os donos da verdade e os deuses das elucubrações luminosas! É impossível saber tudo a respeito de tudo, quiçá saber um pouco a respeito de tudo! Quedamo-nos, embasbacados, frente à realidade que se nos apresenta: a intelectualidade deste século, que pode ser contada nos dedos, representa apenas 3% da população brasileira! Sim, apenas alguns loucos de meia-idade, mal-vestidos para os padrões de elegância, de cabelos emaranhados, barba por fazer, com óculos escuros e porte malhado, versados infinitamente em informática, que se metem a tergiversar a respeito de pinceladas disto e daquilo. Mas não conhecem tudo sobre tudo, pelo contrário, são eternos estudiosos sobre o vastíssimo e interminável mundo do saber. A verdade é essa e ponto final. Daqui para a frente o sábio será representado por um grupo de pessoas, cada uma especialista numa área, e todos eles alavancados por um banco de dados infinito e um supercomputador.
Parece um dado pessimista, mas nos últimos três séculos subimos bastante o nosso ranking. De 0,8% no século dezoito para os ditos 3%, o que representa um número próximo das 180 milhões de pessoas! Mas, será que vale a pena estar entre estes verdadeiros escolhidos? Será que vale a pena gastar a vida na leitura, cultuando valores altíssimos, e deixar o profano, o prosaico e as banalidades para trás? Onde quer que se vá o fio das conversas é sempre o jocoso, a fofoca e a maledicência. De que adianta, por exemplo, saber que o nome científico do abacate é Persea americana, que o nome científico do leão é Panthera leo, de que adianta saber o nome de todos os elementos químicos de cor ou ter milhares de informações a respeito de Geografia, História, Economia, Biologia, Medicina, Ecologia e os cambaus, se a maioria das pessoas com quem temos contato nem consegue entender as palavras mais simples que dizemos!?
Isso me faz lembrar o curto espaço de tempo em que fui responsável por um jornal semanal de uma cidade pequena. Escrevia meus editoriais sem me preocupar com o purismo da língua, usando termos bem conhecidos, justamente por estar escrevendo para um público leigo. Mesmo assim, fui advertido pela direção do semanário de que deveria escrever mais fácil, pois os meus artigos causavam muita polêmica porque todo mundo era obrigado a recorrer ao dicionário para saber o significado de palavras complicadas como: discorrer, melancólico, celeuma, perspicaz e muitas outras. Não pensei duas vezes e pedi demissão do jornal!

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Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz