Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

Walter Naime
Cezário de Campos Ferrari

Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

Conselho editorial

Antonio Carlos Neder
Ivana Maria França de Negri
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
Myria Machado Botelho


Seguidores

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Sobre Newton de Mello (1905-1965)* *


Newton de Mello

que, segundo dizem, foi professor na cidade, cidadão pacato (me perdoem os que acrescentaram que Newton tinha algo de boêmio), homem de família, poeta e músico.  Daqueles não tão incomuns no iniciar do século passado, que com seus dotes musicais (ah os pianos e flautas, que casas de famílias de medianas poses não os tinham e sempre alguém que tocasse ?) para tirar as gentes do ramerrão sem cinema, difícil teatro e outras diversões que não havia como de dias atuais – poetas e músicos como Juvenal Galeno, Catulo da Paixão Cearense e, por aqui Erotides de Campos e nosso Newton, sempre chamados para alegrar noites e tardes das boas famílias da cidade ou acordar gente serenando madrugadas.
Conheci Newton numa tarde de setembro de 1955 à porta da livraria do Jornal de Piracicaba, apresentado pelo Dr. Losso.  Eu com 22 anos, revisor do Jornal, e que mantinha uma página literária dominical nesse Jornal.  Newton acabava de safar-se duma situação escabrosa, de vida em que o meteram circunstâncias e gentes ruins.  Mal estava tornando para sua cidade.  Esticamos a conversa por mais de hora, e evitando falar de corda em casa de enforcado, mas do momento e gente literária da cidade – tempos de David Antunes, do professor Demóstenes, do professor Salvador de Toledo Pizza, de Frei Marcelino de Angatuba e gente nova.  Nem falamos de seu poema e música que se tornaram hino da cidade.  Dele recebi dias depois um soneto me dedicando (e que foi publicado em seguida no Jornal).  Despedimo-nos.  Ele tornou pelas Morais Barros ate a Praça José Bonifácio, derrubado dentro de seu jaquetão escuro e contra o sol, passos marcados.  Eu fui completar o que trouxera à redação do Jornal.
Fim de ano mudei-me para são Paulo, estudar.  Porém por algum tempo ainda mantivemos correspondência, ele mandando-me seus poemas que avulsos os editava, eu devolvendo-lhe aqueles que eu remendava.
Um dia chegou-me Carrilhões, volume onde somava sua obra até ali.  Fiz-lhe à época um esticado comentário, que não consegui que se publicasse no Jornal, por motivos e humores do Dr. Losso.
Daí perdemos contato e só soube de sua desistência daqui, anos mais tarde, via David Antunes, que se trocara por Campinas.
Isso de minha parte.
Irineu Volpato




REPORTAGEM*
(a Irineu Volpato)
Newton de A. Mello

Vem perto o dia. Salve a madrugada!
A passarada, em festa pelos ninhos,
com semifusas, vuotas e fermatas,
sacode matas, bosques, caminhos.

O rio, beijando da colina a fralda,
é uma esmeralda líquida a rolar
por entre as pedras de ouro e de berilo,
calmo, tranquilo, procurado o mar.

Vem perto o dia! Mais altura ganha
a alta montanha, cuja silhueta,
qual uma enorme faixa de safira,
ao céu atira chispas de cometa.

Findou-se a noite! Pássaros bonitos,
brindai com gritos o acontecimento!
surgiu o sol no píncaro da serra,
saudando a terra lá do firmamento!

*Este poema foi escrito por Newton de A. Mello para Irineu Volpato e foi publicado na coluna Crônica Social do Jornal de Piracicaba em 1º de maio de 1956


* *Irineu Volpato discorreu sobre vida e obra de Newton de Mello no Poesia ao Vento - SESC Piracicaba


Nenhum comentário:

Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz