Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

Walter Naime
Cezário de Campos Ferrari

Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

Conselho editorial

Antonio Carlos Neder
Ivana Maria França de Negri
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
Myria Machado Botelho


Seguidores

sábado, 3 de agosto de 2013

A Lista de Schindler

Armando Alexandre dos Santos
Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado

            
O filme A Lista de Schindler, baseado em livro de Thomas Keneally, é, sem dúvida, uma obra-prima do cinema moderno. Realizado em 1993 pelo famoso cineasta Stevan Spielberg (Scorcese, antes dele, havia sido convidado para a direção e recusara), é quase inteiramente filmado em preto e branco. Esse recurso, realmente de uma ousadia singular, tem o efeito psicológico de transportar imediatamente o assistente para a década de 40. É uma ação subliminar, dir-se-ia, muito sutil. O fato é que se imaginarmos o mesmo filme em cores, ele perderia muito, ficaria quase banal.
Os atores também são muito bem escolhidos e, nas suas fisionomias, convincentes. Não há, nem um pouco, aquela espécie de anacronismo cinematográfico que faz com que sintamos certo mal-estar quando vemos artistas com caras da nossa época representando papéis de personagens do passado. Pelo contrário, todos os artistas, sem exceção, até mesmo as crianças que figuram no filme, são convincentes, parecem de fato personagens da época.
Oskar Schindler, o herói principal do filme, é representado magistralmente pelo ator Lean Neeson. Schindler é um sudeto, ou seja, um tcheco de origem alemã, industrial e "bon vivant". Muito insinuante e político, faz boas relações com as autoridades nazistas, filia-se ao seu partido e se aproveita disso. Monta, na Polônia dominada pelos alemães, uma fábrica de panelas, para fornecimento à Wehrmacht, e ganha rios de dinheiro nesse negócio, empregando judeus, como mão de obra barata ou, melhor dizendo, escrava.
Pouco a pouco, o lado mais humano de Schindler vai tomando a dianteira sobre seu lado pior. De explorador, ele se transforma em protetor dos judeus, salvando muitas vidas de pessoas que, se não empregasse, teriam morte certa nos campos de extermínio. Mesmo salvando vidas, continua a ganhar muito, muito dinheiro, mas vai ficando chocado, cada vez mais, com as injustiças que vê seus amigos nazistas praticarem. O lado altruísta, generoso e justiceiro de Schindler vai suplantando, pouco a pouco, o lado empresarial e interesseiro, e já no final da guerra não hesita em sacrificar toda a sua imensa fortuna para salvar cerca de 1100 pessoas, pagando alto preço por elas, uma a uma, numa imensa lista que deu nome ao filme: A Lista de Schindler.
Acaba a Guerra falido, mas foi transformado em herói e reverenciado pelos judeus sobreviventes.
Disse que o filme é filmado quase inteiramente em preto e branco. De fato, há alguns breves momentos de cor, no filme. No início, quando os judeus estão sendo levados para o gueto, numa cena de grande conturbação e violência aparece uma menina de olhar angelical, que caminha sozinha entre as pessoas e parece à procura de algum lugar para se esconder. Ela parece não ser vista por ninguém, pois ninguém mexe com ela. Ela se destaca, no filme, porque seu vestidinho é de cor vermelha. Mais adiante, já quase no final do filme, numa carreta de cadáveres que estão sendo levados para a vala comum, aparece, entre os mortos, o vestidinho vermelho da menina, igualmente destacado. O assistente, é claro, faz relação com a cena anterior e compreende que era a mesma menina.
No fim do filme, há uma cena de um cortejo de judeus envelhecidos, salvos por Schindler, visitando sua sepultura na aldeia natal do benfeitor. A cena se passa, suponho, já nos anos 60. Com grande talento e criatividade, Spielberg apresenta essa cena em cores, não nas cores vivas do nosso cinema atual, mas naquele colorido mortiço da primeira fase do tecnicolor.
Enfim, trata-se de um grande clássico do cinema. 







fotos Cassio Negri

 Fotos da fábrica de Schindler tiradas recentemente na Cracóvia. 
Nela estão expostas as fotos de todas as pessoas salvas por Oskar  Schindler

Nenhum comentário:

Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz