Lídia Sendin
São só palavras ao vento
Jogadas sem rumo certo.
Vão pra longe ou ficam
perto,
Se perdem no firmamento
Sem rumo e sem contexto,
Em silencioso lamento.
Ah! Se tivessem um lugar
Pra serem bem acolhidas!
Jamais seriam perdidas,
Nem estariam a vagar
Em busca desenfreada
Do aconchego de um lar.
Cada acervo bem guardado,
Da prosa ou da poesia,
Ao povo pertenceria
Para ser manipulado.
E tantos olhos sedentos
Nas mãos teriam um legado.

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