Leda Coletti
Carências afetivas muitos têm
vivenciadas em lágrimas, murmúrios
fugas, risadas, agressões também,
ocultando feridas e vazios.
Não recebem carinhos de ninguém
palavras de incentivo solidário,
mesmo assim sonham que virá alguém
lhe demonstrar amor prioritário.
Há os famintos, pedem pelo pão,
Os que têm sede, a água em profusão,
Outros, na fé, aceitam sua sina.
Nesse caminho só de névoa fria
com grande desamor, quase agonia,
a esperança se torna chama pequenina.

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