Valdiza Maria Caprânico Cadeira n° 4 - Patrono: Haldumont Nobre Ferraz |
Você, certamente, já passou pela experiência de cruzar seus olhos com os olhos de um animal... mas, será que entendeu o que ele quis lhe dizer?
Pois é. Estamos tão acostumados a considerar os animais como seres inferiores, que nem nos preocupamos com isso.
Mas, se prestássemos mais atenção a eles, aprenderíamos muita coisa – a começar, raciocinando melhor.
Por exemplo, vamos começar citando os gatos: vira-latas, de raça, brancos, pretos, mesclados – todos.
Você já percebeu que ao sermos comparados com eles, nos desmanchamos todos? Se alguém chama uma garota de gatinha ou gata – pronto! Conquistou, para início de conversa, sua simpatia. E o mesmo acontece com os rapazes e até homens feitos: chame-os de gatos, gatinhos ou gatões e veja – eles já estão conquistados.
Curiosamente, os gatos – e quem os possui, sabe disso, são animais independentes, orgulhosos, só aceitam agrados quando lhes interessa, às vezes são ciumentos e até antipáticos... Mas, mesmo assim, gostamos de ser comparados a eles. Que ninguém ouse nos chamar por outro bicho (exemplo: vaca, macaco, zebra, anta etc.) porque isso pode gerar inimizade ou uma boa briga. Esquecemo-nos completamente de que todos os animais têm sua beleza, sua importância na Terra, sua forma especial de viver.
Voltando aos gatos – animais pelos quais tenho grande predileção, pois convivo com eles desde minha infância – e – até hoje, não imagino como seria não ter um deles por perto. Aqui, faço um parêntese, para citar meu gato atual – o Leozinho – um persa loiro, fofo, dengoso, muito mimado. Quando nossos olhares se cruzam, tento imaginar o que ele está pensando, ou tentando me transmitir...
Aí, chego à conclusão de que não há como ser comparado a eles. Por que?
Eles não enganam seus semelhantes, não traem, não matam, não corrompem – só para citar alguns de nossos defeitos. E, com certeza, não gostariam de ser comparados com nenhum de nós. Gatos são discretos, limpos. Na verdade, só fazem grande barulho na época do acasalamento, mas, aí se pode entender: “é o amor, a paixão, o desejo”, falando mais alto que tudo. Depois desses momentos, a fêmea, se estiver prenhe, sem ajuda, sem orientação alguma, irá aguardar o nascimento de seus filhotes e cuidará deles com o maior carinho, proteção. Não abandona seus filhotes, não os troca, não os vende. Ensina a eles tudo que precisarão saber para viver neste mundo tão cruel...
Será que poderemos ser comparados a eles?
Referi-me, até aqui, aos gatos, mas, o mesmo pode se dizer dos cães – pois, mais do que os gatos, são os nossos mais fiéis e melhores amigos. Eu, mesma, não sei dizer como faria minhas caminhadas ao pôr do sol, sem a companhia de minha cachorra, a Paquita.
Também, por motivos profissionais, já tive oportunidade de trabalhar, inclusive, com animais silvestres, em zoológico, e muitas vezes testemunhei atitudes, ações deles, que me deixaram perplexa e que envergonhariam muita gente.
E olhe, os animais não falam, pelos menos a nossa língua.
Portanto, quando se zangar com alguém, não o chame por nenhum outro animal. Eles, nenhum deles, merece essa humilhação. Lembre-se, aí sim, de que todos nós fazemos parte da criação divina e, não podemos nos esquecer de que, quando nós, os humanos, surgimos aqui na Terra, eles já estavam nela, há milhares de anos.
Chegamos por último neste planeta. Talvez com isso, nosso Criador já quisesse nos transmitir uma importante mensagem: colocou-nos num planeta com tudo à nossa disposição – água, ar, alimentos – e, ao mesmo tempo, quis mostrar-nos o quanto dependemos de tudo e de todos para nossa sobrevivência...
É por isso que não há como sermos comparados a nenhum outro animal. Esse é o meu ponto de vista. Qual é o seu?
Um comentário:
My name is Hempel Schorn. I was born in Montreal, Canada. I have studied in Montreal and Madrid and lived and worked in Montreal. You have a really nice blog!
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