Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria 2025/2028

Presidente: Raquel Araujo Delvaje Vice-presidente: Vitor Pires Vencovsky Diretora de Acervo: Christina Aparecida Negro Silva 1a secretária: Elisabete Jurema Bortolin 2a secretária: Ivana Maria França de Negri 1o tesoureiro: Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto 2o tesoureiro: Edson Rontani Junior Conselho fiscal: Antonio Carlos Fusatto Bianca Teresa de Oliveira Rosenthal Cássio Camilo Almeida de Negri Jornalista responsável: Evaldo Vicente Responsável pela edição da Revista: Ivana Maria França de Negri Conselho editorial: Aracy Duarte Ferrari Eliete de Fatima Guarnieri Leda Coletti Lídia Sendin Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins

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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Amor na tarde

Maria Helena Vieira Aguiar Corazza
Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz      

            Apesar de escondida num canto qualquer da vida, havia ali sem duvida nenhuma, um soluço reprimido e uma solidão doída que gritava baixinho e, talvez por isso não conseguisse ser ouvida.
            No entanto, num lindo dia, mais precisamente um fim de tarde do ultimo dia de um quente janeiro houve um grito para chamar a atenção de alguém do outro lado da rua. Alguém que requisitava um encontro profissional, já que essa parecia ser a intenção de um ente solitário a procura quem sabe, de uma orientação, ou apenas um olhar dirigido ou um ombro amigo cujos braços pudessem agasalhar aquela solidão sofrida, que já se fazia aparecer para enfraquecer e atormentar.
            Encontro marcado, medo de chegar o momento... Novo encontro, confusão dela para explicar o que queria, e a inquietude do interlocutor que apenas ouvia... Após, doçura em suas palavras e uma interrogação no seu olhar penetrante que, ela soube depois ambicionava beijar sua boca ou tomá-la nos braços, talvez para sempre... Encontro de “almas gêmeas” desse “amor na tarde” que nenhum dos dois soube até hoje explicar.
            Aconteceu a primeira caminhada juntos, cuja surpresa ao final foi um longo beijo inesperado e não premeditado que até hoje, não há como saber quem tomou a iniciativa nesta linda história de amor: se ele que estaria se apaixonando por ela, ou ela que, de alguma forma, não entendia ainda aquela necessidade de vê-lo, encontrá-lo e estar enfim com ele para abrir o coração, encontrar um apoio, um amigo, ou querer ser amada de novo... Ela não sabia explicar... Ele queria saber... Importou o beijo colado e demorado, que aconteceu revestido já de grande estremecimento, ternura e sentimento. Foram duas bocas que se encontraram numa magia e doçura inexplicáveis.
            Logo depois, quando uma linda lua cheia apareceu no céu houve o primeiro encontro, agora, já de namorados. Pedro não mais resistiu e tomou-a em um abraço louco de expectativa e emoção incontrolável! Os braços que a seguravam eram fortes e as palavras sussurradas eram belas, suaves e apaixonadas, ansiosas, o que fez Marília perceber e sorrir: naquele momento ela esquecera completamente da lua que era linda e cheia, pois apenas seus olhos se encontraram e não mais queriam deixar de se olhar...
            Havia acontecido um amor verdadeiro que não teria mais condição de permanecer ignorado.... Havia despertado naquele instante, um “amor adormecido”... E, um “novo amor” havia começado ali... Um “amor na tarde” de dois seres maduros, cabelos já prateados pelo tempo, caminhantes antigos das agruras da vida e conhecedores de tantas dores, perdas irreparáveis e penas tão dolorosas, mas que não caberiam jamais nos sonhos dos mais jovens e inexperientes... Um “amor forte e grandioso”, porém, como seus próprios protagonistas não imaginavam poder conhecer, nem muito menos sentir e usufruir. Um “amor perfeito” poder-se-ia concluir, ou uma “obra prima” como defenderia Padre Charbonneau em um de seus belos trabalhos numa de suas frases profetizadas a fim de enfatizar o valor incomensurável desse sentimento, onde nada mais caberia a não ser uma miraculosa perfeição.
            E assim, de mãos dadas em suas vidas, dois seres apaixonados vão caminhando em busca do sol de cada dia, valorizando cada respirar e cada passo, olhos, ouvidos e palavras que se tornam encantadas na colheita do “amanhecer e do anoitecer”, na certeza de que, somente aquele que muito amou e foi amado, poderia conhecer um “grande amor novamente”. Sobretudo agora para eles, quando a “tarde” da vida, lhes dá a certeza da grandiosidade do milagre de mais um dia juntos, ao encontro do paraíso perfeito.    

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Feliz ano velho?


 Marisa F. Bueloni
Cadeira no 32 - Patrono: Thales Castanho de Andrade

     Não. Não há feliz ano velho e parece não haver nem mesmo feliz ano novo. Ano vai, ano vem, e as mesmas coisas estão aí. Há encanto no mundo, sim, existe a música e toda forma de arte eleva nosso espírito; mas há o perigo dos conflitos entre países, a crise mundial, violência e muita corrupção. Além de atiradores enlouquecidos que matam vidas ainda florescendo.
     Feliz ano novo. Mas há nações em guerra civil, vide Síria, Egito e outras onde as insurreições não cessam. Israelenses e palestinos continuam em luta; refugiados pelo mundo todo, gente procurando um lugar para viver; catástrofes naturais que não dão trégua, deixando um rastro de desolação e milhares de desabrigados.
     Como se faz para um ano ficar novo? Dar um belo polimento em 2013 e esfregar bem para ver se ele brilha? Passar lustra-móveis, aplicar gliter, purpurina, colar estrelinhas cintilantes?
     É que o tal de “ano novo” está dentro de nós, começa lá no fundo do nosso coração. Não se faz um ano novo só com um cartão de palavras bonitas e poesia, estouro de champanhe, abraços e fogos de artifício. O ano novo que brota das nossas mãos tem de ser a aurora benfazeja de um novo dia, construído com a luta e a força do bem.
     Nada será novo se o coração for velho. É preciso uma renovação profunda em muitas áreas de nossas vidas e de nosso ambiente exterior, nos relacionamentos e nos afetos, para se construir um ano novo, quiçá um mundo novo.
     Se alguém muda, o mundo muda. Se uma pessoa consegue estender sua mão para o próximo que caminha ao seu lado, ah, tal gesto será causa de grande transformação! Que mudança formidável, quando, acostumados com a rotina, conseguimos enxergar o outro, sua dor, seu sofrimento, suas necessidades.
     Se alguém pensou em começar o ano novo partilhando, esse ganhou o céu. Olhar nos olhos das pessoas quando se fala com elas, acolher, entender e aceitar o outro como ele é, como ele pensa e como ele vive. Ó, que ano novo!
     A paz nasce de gestos pequeninos, porém concretos, significativos, poderosos. A paz de um ano novo, ou de um mundo novo, não vem de graça. Ela tem de ser engendrada, conquistada, passo a passo, pois não há outro caminho senão aquele das mãos dadas, do respeito, da solidariedade e do amor.
     Sem amor, nunca teremos nada novo. Um ano será sempre velho, diante da miopia de líderes mundiais que almejam apenas o poder pelo poder. Ainda que todos os homens falassem a língua dos anjos, sem amor, nada seríamos. Sem amor, não se põe tijolo sobre tijolo, e nada se constrói de físico para morar, ensinar, educar, cuidar, sarar, gerir.
     Como se faz a gestão do amor? Será preciso primeiro educar uma geração de pessoas capazes de se doar, de se permitir ser bom e humano. Estamos num deserto de vida. Ao nosso redor, há medo, violência, cidadãos trancados em suas grades e torres eletrificadas. E pensar que, um dia, em algum tempo, brincamos na rua, pulamos corda, andamos de bicicleta, jogamos bola e fomos livres como as florzinhas que vicejam e suspiram na relva dos campos.
     Um ano novo com cara de velho, que graça tem? Não há nada mais triste. Um ano novo com gosto de “ano passado”, com “gosto de nada”, como se expressou a moça que experimentou o bolo ganho da vizinha, o mesmo que causou a morte de uma criança e intoxicou a outros tantos.
     Quem começou o ano novo comendo bolo estragado? Quem pode conter as mesmices, as trágicas filas dos enlutados pela morte de entes queridos sem socorro médico? Quem consegue interceptar as balas perdidas para não chorar o enterro dos jovens? Quem tem alguma boa ideia para deter uma guerra onde o ponto alto é a declaração de que “eu não gosto de você e por isso vou matá-lo”? Sobretudo, com a permissão do secretário oficial para a carnificina.
     Não é este o ano novo que esperávamos. Não é este mundo novo com que andamos sonhando. Hoje, usa-se muito a palavra “atitude”. Ótimo. Vamos adotá-la também para nossas militâncias gerais, para a ousadia de nossas ações. Ou o ano será velho, decrépito, carcomido, terminal, vencido, caindo aos pedaços. Derrotado. E acabou de nascer...
     Não há “show da virada” que sustente a garantia de um ano novo. Eu não me iludo. Nunca me iludi. Corações e mentes precisam estar abertos para uma nova produção de sonhos, de ideais, de programas políticos com força para nos levar ao sonhado ano novo. Não há Olimpíadas, Taça Libertadores ou Copa do Mundo capazes de resgatar o respeito de um povo por si mesmo, seu orgulho, sua esperança, sua fé.
     Não há glória sem justiça, sem paz. Ah, caro leitor, me perdoe o desabafo. Não me ache pessimista. Não sou. Ninguém, mais do que eu, desejaria finalizar este texto desejando um “feliz ano novo!”.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Fim e Início : renovam-se as esperanças *

 Acadêmica Myria Machado Botelho
Cadeira n° 24 - Patrona: Maria Cecília Machado Bonachella

            O saldo com as avaliações do ano que se despede prima pelos contrastes:tivemos o  bom e positivo, o mau e negativo. Um legado que aponta fatos marcantes para o Brasil e o mundo.
            No mundo, os avanços tecnológicos foram notáveis e até certo ponto, preocupantes,em vista de um marcante desvio comportamental que vem roubando de crianças e jovens prioridades indispensáveis à formação harmoniosa e ao necessário salto de qualidade de vida que não pode  excluir os vôos do sonho, da imaginação, da criatividade e da fertilidade espiritual. Embora não se menospreze a utilidade e o valor destes avanços, é preciso considerar que exageros e extremos na utilização destes benefícios podem conduzir a um outro lado danos e irremediável. É preciso dar à tecnologia e à máquina sua função específica, sem contudo deixar-se instrumentalizar por elas.
            Cada ser humano possui sua história pessoal e tem uma contribuição a oferecer ao bem comum. E o amor deve ser, de fato, a força maior que une e harmoniza as relações humanas.O homem não é fruto do acaso, sua vida não se esgota neste mundo, e o fundamento de sua dignidade está em sua colaboração, livre e responsável, com Deus, seu Criador. Os conflitos e as guerras pelo mundo apontam o inverso dessa concepção que surge como obstáculo à visão cristã do homem, sua inimizade contra o outro homem – “homo homini lúpus”.   
          Na Síria, a saída de Kofi Annan do posto de mediador da Liga Árabe e da Organização das Nações Unidas foi um retrocesso da esperança de paz no território árabe. O conflito entre os rebeldes agravou-se, apontando chacinas inimagináveis, inclusive contra as crianças, perpetradas pelo ditador Bashar Assad e seu regime.
            A comunicação instantânea e compartilhada atingiu um nível extraordinário e  deveria criar e constituir um elo maior de fraternidade entre os povos, tendo em vista   a criação de um mundo melhor e mais humano, renovado pela esperança e o empenho mais solidário de cada um. Chacinas como a mais recente, ocorrida numa cidade pacata dos Estados Unidos, deveriam ser pouco divulgadas, sem as explorações espalhafatosas  da Mídia sensacionalista que estimulam mentes doentias  a práticas semelhantes.
            A humanidade atingiu, no presente, uma situação que deve levá-la a uma reflexão profunda quanto aos rumos a tomar, no sentido de aprimorar as sociedades  e conduzi-las a uma nova fraternidade. Trata-se de uma questão da própria sobrevivência do planeta Terra. 
            No Brasil, embora a violência e os acidentes alarmantes e progressivos tenham sido um dado extremamente negativo, tivemos um alento pedagógico, que reacendeu na sociedade a esperança de que a lei, finalmente, é para todos. O julgamento do Mensalão, iniciado em agosto pelo Supremo Tribunal Federal (STF), livrando-se da alcunha de Tribunal da Impunidade, condenou por crimes contra a República ex-ministros, ex-parlamentares, dirigentes de partidos, diretores de bancos e funcionários graduados de empresas de publicidade.Este escândalo político, considerado o maior da história do país, foi o fato mais relevante de 2012, que significou para o Brasil um avanço institucional, representado pela consolidação do estado de direito, estabelecendo o princípio de que todos são iguais perante a lei. 
            Esperemos que em 2013, este julgamento se consolide, estendendo-se àqueles , até aqui, considerados inimputáveis, porém, sabidamente criminosos. Os problemas endêmicos e graves que vimos enfrentando, como os da saúde, da educação e da segurança precisam ser encarados com acerto por responsáveis competentes.

* Artigo publicado na Gazeta de Piracicaba

Mapa Cultural Paulista 2013/2014



Literatura
1. Nesta expressão artística o objetivo é indicar representantes das categorias de Poema, Conto e Crônica.

1.1 • Poema:
Um poema é uma obra literária apresentada geralmente em versos e estrofes (ainda que possa existir prosa poética, assim designada pelo uso de temas específicos e de figuras de estilo próprias da poesia).
Para esta categoria não existem limites de linhas (laudas), porém deverá ser apresentada em fonte Arial, tamanho 12. 
Cada cidade será representada por até 03 (três) autores com 01 (um) poema cada um.   

1.2 • Conto:
O conto é a forma narrativa, em prosa, de menor extensão (no sentido estrito de tamanho). Entre suas principais características, está a concisão, a precisão, a densidade, a unidade de efeito ou impressão total.
Para esta categoria os contos deverão ter no máximo 5.000 (cinco mil) caracteres, em fonte Arial, tamanho 12.
Cada cidade será representada por até 03 (três) autores com 01 (um) conto cada um.   

1.3 • Crônica:
É uma narração, segundo a ordem temporal. O termo é atribuído, por exemplo, aos noticiários dos jornais, comentários literários ou científicos, que preenchem periodicamente as páginas de um jornal, ou seja, um tema cotidiano.
Para esta categoria as crônicas deverão ter no máximo 5.000 (cinco mil) caracteres em fonte Arial, tamanho 12. 
Cada cidade será representada por até 03 (três) autores com 01 (uma) crônica cada um.   

2. Conforme prescrito acima, cada cidade poderá ter até 09 (nove) representantes de Literatura, sendo até 3 (três) representantes de Conto, até 3 (três) representantes de Crônica e até 3 (três) representantes de Poema.

3. Não será aceita e inscrição de poemas em série, ou vários poemas reunidos de um mesmo autor.  

4. Todos os contos, crônicas e poemas serão arquivados na Abaçaí Cultura e Arte, portanto não serão devolvidos aos participantes.

5. Os autores selecionados para a antologia deverão autorizar a publicação dos mesmos, já na fase de inscrição, desde que sejam divulgados os créditos de identificação.

6. Cada participante poderá se inscrever com apenas 01 (um) texto em cada categoria dessa expressão.

7. A Comissão de Seleção escolherá até 06 (seis) trabalhos por região administrativa, havendo a obrigatoriedade de pelo menos 01 (um) em cada expressão. Esses trabalhos farão parte da antologia que será produzida pela Abaçaí Cultura e Arte. Para isso, cabe aos artistas selecionados, o envio por e-mail de seu trabalho já diagramado para publicação em data a ser definida pela organização. 

8. Na Fase Estadual, serão selecionados os 06 (seis) trabalhos de cada categoria que receberão a importância de R$ 2.000,00 (dois mil reais) a título de “Prêmio Estímulo” e destaque na antologia que será produzida.

9. Todos os autores selecionados nas regiões administrativas farão parte da Circulação, pois as antologias serão distribuídas em bibliotecas do interior do Estado. E cada selecionado receberá uma cota de (dez) exemplares da antologia produzida pela Abaçaí Cultura e Arte.

Procure o Dirigente de Cultura de seu Município!!!
Mais infomações no site www.mapaculturalpaulista.org.br

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Confraternização de final de ano dos grupos literários de Piracicaba 2012


Aconteceu na Biblioteca Municipal de Piracicaba com representantes dos 6 grupos literários da cidade
O aniversariante

João Baptista Negreiros Athayde abre a reunião com pequeno discurso
Rosani Abul Adal, editora do Jornal Literário Linguagem Viva, veio especialmente de São Paulo para o evento.
Na foto com Ivana Negri




Silvia Oliveira e Esther Vacchi
Cassio Negri e Cornelio Carvalho
Professor Cornélio saudando os amigos

Rosani falando da sua satisfação em participar

Lucila Silvestre que foi diretora da Biblioteca por muitos anos agradecendo aos amigos




Carmen Pilotto falando um pouco dos projetos realizados em  2012 e dos  que se realizarão em 2013


Ivana e Cassio Negri
Athayde e Carmen Pilotto - amigos secretos



Eunice Zen Verdi e Marly Germano Perecin
Ruth Assunção e Lidia Sendin
Ana Marly Jacobino e Angela Reyes
Leda Coletti e Raquel Delvaje
Cornélio e Irineu Volpato
Cassio Negri e Áurea Squerro
Elda Nympha Cobra Silveira e Aracy Duarte Ferrari
Ivana Negri e Lucila Silvestre

Madalena Tricânico e Rosani Adal

Feliz 2013!!!
Ano que vem tem mais!


domingo, 23 de dezembro de 2012

Noite de Luz

Felisbino de Almeida Leme
Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Neto

Noite de luz,
Repleta de amor,
Nasceu Jesus,
O Salvador.

Os anjos cantam,
Lá nas alturas.
Hinos que encantam,
Enchem de ternuras.

Noite Santa e Feliz,
Canta o coro celestial.
Uma voz nos diz:
Jesus nasceu, é Natal !


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

O Menino que mudou o Mundo

Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33
Patrono: Fernando Ferraz de Arruda

Há muitos e muitos séculos, num lugarejo que nem se sabe ao certo onde se localiza no mapa atual, um jovem casal perambulava pelas ruas pedregosas à procura de alguma hospedaria, um lugar para pernoitar e abrigar-se do frio e da chuva.
O ventre avolumado da moça anunciava que estava em adiantado estado de gestação. Ela ia na garupa de um manso burrinho que caminhava lentamente. Ao seu lado, o esposo, com os pés descalços e calejados de tanto pisar sobre seixos, empunhava um cajado a fim de proteger a quase menina e o precioso fardo que carregava.
Quanto mais batiam em portas, mais negativas recebiam. Todas as estalagens estavam lotadas, não havia lugar para ficar. A fisionomia da moça mostrava-se serena, apesar da gravidade da situação. Ela tinha fé que a providência divina jamais a abandonaria.
Os dolorosas contrações ritmadas e cada vez em intervalos menores, indicavam que o parto não demoraria. Ela colocava as mãos no ventre sentindo a força da vida querendo romper a barreira da carne.
Alguém indicou uma estrebaria onde havia muitos animais. O casal se dirigiu  para lá e a moça se aninhou como pôde entre as palhas.
Foi nesse cenário bucólico e campestre que o menino nasceu inundando de amor o coração daquela mãe de primeira viagem e do seu companheiro.
Os animais sempre sabem o que muitos humanos ignoram e o instinto os avisou  qual atitude tomar. E pressentindo que algo especial estava acontecendo, eles se reuniram em volta da criança formando uma barreira protetora resultante da união de energias e calor, pois a criança não tinha nenhum pano para a envolver.
Filha de pais humildes, rodeada de animais, sem riqueza alguma, essa criança fez a diferença para a humanidade. E por quê?
Tantos reis, faraós e governantes passaram por sobre a Terra. Todos reinaram e  governaram em busca de ouro, poder e glórias.
Alguns, mais bondosos e justos, conseguiram eternizar seus nomes na História do mundo, mas a maioria dos reis e reinados viraram pó, se dizimaram assim como as cidades que sua ganância e sede de poder destruíram em guerras fratricidas, quando milhares de irmãos morreram por ideais que não eram seus.
Mas o que aquele Menino trouxe, foi a certeza de que há vida após esta vida. Através de discursos simples e seu exemplo de humildade e amor ao próximo, Ele arrebatou corações. Trazia esperança às pessoas. Mensagens como “Amai-vos uns aos outros”, “Perdoa não sete, mas sete vezes sete o teu irmão que errou”, “Pai, perdoai-lhes pois não sabem o que fazem","O que queres que os homens façam por ti, faça igualmente por eles."
E contava parábolas que encantavam: “O reino dos céus é semelhante a um semeador que saiu espargindo sementes”, “Um pai recebe o filho pródigo com festas e braços abertos”, “Olhai as aves do céu, que não semeiam, nem ajuntam em celeiros, mas o Pai as alimenta”.
E até hoje, tantos séculos decorridos daquela longínqua noite mágica, a mensagem de Amor e Paz perdura e traz esperança aos corações...

(texto publicado em 21?12/2012 na Gazeta de Piracicaba)



Poema de verão

Mônica Aguiar Corazza Stefani
Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira

No fino espaço da luz eu me estreito e passo.
Das flores tiro as cores sempre tão lindas e as pétalas tão perfumadas...

Da doçura das coisas doces divido um pouco os sonhos 
que tenho das minhas fantasias e aproveito para  tirar delas o amargor dos dias reais.

Afinal o que seria de nós sem nosso  jogo de cintura,

 sem as musicas para dançar e o mar para nos inspirar,
 sem a lua para iluminar mentes e corações...
O que seria de nós, enfim, sem o pôr do sol e o novo amanhecer?...

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Natal

Lino Vitti Cadeira n° 37 - Patrono: Sebastião Ferraz                                       


       Parece incrível, mas já estamos chegando a mais um Natal, data em que a Humanidade resolve lembrar o nascimento de Cristo Salvador. Essa rapidez com que o tempo passa, para os cristãos, significa a inconsistência temporal da vida humana, a meditação da eternidade e, principalmente, a necessidade de bitolar a nossa vida na perseguição aos valores, atos e fatos que nos guiem os passos rumo ao fim último do homem, qual seja Deus.
Os bairros de minha infância – Santana e Santa Olímpia – graças a Deus, sempre souberam comemorar com toda a dignidade e espírito cristão essa importante data religiosa e, por quê não?, também civil. Lembro-me que desde pequenino meus avós, meus pais, meus tios e o tias, os irmãos mais velhos, se uniam todos em melhor comemorar a festividade santa do Natal, instalando sempre em cada lar, um presepe alusivo ao tradicional acontecimento. Esses presepes, sempre lindos para nossos olhos infantis, procuravam retratar quanto possível, o cenário de Belém, com a gruta, a manjedoura, os santos José e Maria, o Menino-Deus, o boi e o burrinho, os carneiros, os pastores, e três caminhos que vinham terminar em caminho único ao chegar próximo a manjedoura. E por que três caminhos? Ora, é que por eles viriam os Reis Magos visitar o Menino, a Criança Divina, e oferecer-lhe os presentes ouro, incenso e mirra. Esses Reis Magos, que não passavam de estatuetas, admirados pela nossa curiosidade infantil, percorriam aqueles caminhos representativos de seus reinos, durante 15 dias, mudados um pouquinho à frente, a cada dia, até o Dia de Reis, que era a 6 de Janeiro do ano seguinte. Ah! que inveja tinha eu daquela pessoa responsável pela viagem dos Magos que tinha autoridade para empurrá-los para diante! Como a gente “trabalhava” na cata do musgo quer ia servir de grama no presepe, na busca da areia branquinha para fazer os caminhozinhos, na descoberta de papelão colorido com que se fabricavam as casinhas dos pastores e os palácios dos Reis Magos, colocados em cada canto do tablado, o que para minha fantasia parecia estarem colocados a milhares de quilômetros distantes da gruta divinal, por isso levavam 15 dias (!!!) para chegarem até o Divino Infante.
Não sei se ainda aquelas comunidades montam presepes residenciais. Nota Dez (A, de hoje), para os que mantenham a tradição! Mas o mundo de nossos dias materializou aquilo que nunca pode ser materializado. Transformou o Natal em ocasião de comercialização, fazendo do Menino-Deus, um velho Papai-Noel, fazendo dos Santos Reis, uma legião de vendedores e poluidores da inocência infantil. Parece a mim e aos que me acompanharem nestas considerações, que a humanidade está se desviando para aquilo que certo filósofo do passado afirmou tristemente: “Deus não  existe”.
E  sem Deus o que é que nós iríamos fazer!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

OFERENDA DE NATAL

Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme
Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges


Menino Deus,
Tudo que conseguimos juntar,
Pra Lhe ofertar...
Um punhado de ternura,
Um ramalhete de sonhos,
Uma constelação pura
De objetivos risonhos.
 Tudo que conseguimos trilhar,
Pra Lhe encontrar
Um caminho de esperança
Banhado pelo sol da fé,
Cheio de doce confiança
No pico ou no sopé,
Desses reveses da vida,
O trabalho como lida.
 Tudo que conseguimos colecionar,
Pra lhe ofertar...
Na quietude da noite,
O silêncio como açoite
Para corrida veloz,
Amarrando o passado
Ao presente inda na foz
Do futuro esperado.
 Tudo que devemos levar,
Pra lhe ofertar...
Ao som de divinos arranjos,
Harpa dedilhada por anjos,
Sermos nós a oferenda,
Vestidos de paz na senda,
Tecidos de tolerância e alegria,
Fraternidade e harmonia
Com toda natureza,
Ideal de amor – certeza
Humanidade fraternal
Oferenda de Natal.

domingo, 16 de dezembro de 2012

INDULTO DE NATAL


André Bueno Oliveira
Cadeira n° 14 - Patrona: Branca Motta de Toledo Sachs


Natal de minha infância...que saudade!
Por que não ressuscitas do passado,
e voltas ser o sonho iluminado
do meu  alvorecer na tenra idade?

Presente?...eu pediria um restaurado
que outrora já me deu felicidade:
- a cândida Inocência... divindade
que o mundo me obrigou deixar de lado.

Quisera-te de fato mais divino,
o mesmo que eu tivera de menino
ainda sem noção do que era a Vida!

Pudesse, eu pediria o teu indulto:
liberta-me os grilhões de ser adulto,
devolve-me a criança em mim perdida!


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

NATAL

Elda Nympha Cobra Silveira
Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior

A luz, como cristal lapidado,
faísca na negritude da noite
parecendo pingos raiados
pendentes em árvores natalinas,
que, como falsas neves,
trazem o amor, a alegria
do irreal momentâneo
do falso brilhante.

Todos querem perdurar
naquele instante
a emoção da fraternidade,
que, como uma estrela cadente,
passa veloz,
coriscando o céu,
levando desejos sinceros,
mas, etéreos,
tão voláteis,
que se dispersam
até o ano vindouro,
numa nova esperança.

Galeria Acadêmica

1-Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
2- Maria Madalena t Tricanico de Carvalho Silveira- Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
3-Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
4-Marcelo Batuíra da Cunha Losso Pedroso - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
5-Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
6-Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
7-Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
8-Christina Aparecida Negro Silva - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
9-Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
10-Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
11- Antonio Filogênio de Paula Junior-Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz de Arruda Pinto
12-Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
13-Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
14-Bianca Teresa de Oliveira Rosenthal - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
15-Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
16-Lídia Varela Sendin - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
17-Shirley Brunelli Crestana- Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
18-Marcelo Pereira da Silva - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
19-Carmelina de Toledo Piza - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
20-Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
21-Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
22-João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
23-João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
24-Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
25-Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - cadeira no 26 Patrono Nelson Camponês do Brasil
26-Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
27-Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
28-Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
29-Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
30-Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
31-Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
32-Angela Maria Furlan – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
33-Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
34-Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
35- Elisabete Jurema Bortolin - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
36-Eliete de Fatima Guarnieri - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
37-Valdiza Maria Capranico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
38-Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
39-Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
40-Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz