
Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)
Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)
Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)
Diretoria 2025/2028
Presidente: Raquel Araujo Delvaje
Vice-presidente: Vitor Pires Vencovsky
Diretora de Acervo: Christina Aparecida Negro Silva
1a secretária: Elisabete Jurema Bortolin
2a secretária: Ivana Maria França de Negri
1o tesoureiro: Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
2o tesoureiro: Edson Rontani Junior
Conselho fiscal:
Antonio Carlos Fusatto
Bianca Teresa de Oliveira Rosenthal
Cássio Camilo Almeida de Negri
Jornalista responsável: Evaldo Vicente
Responsável pela edição da Revista: Ivana Maria França de Negri
Conselho editorial:
Aracy Duarte Ferrari
Eliete de Fatima Guarnieri
Leda Coletti
Lídia Sendin
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins
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quinta-feira, 21 de abril de 2016
segunda-feira, 18 de abril de 2016
18 de Abril - Dia Nacional do Livro Infantil
Literatura infantil
Ivana Maria França de Negri
Foi-se o tempo das histórias da
carochinha e dos contos de fadas que começavam com “Era uma vez” e
invariavelmente terminavam com o célebre “...e foram felizes para sempre!”.
Os
conceitos de literatura infantil mudaram bastante nas últimas décadas. Só tenho
minhas dúvidas se as mudanças foram para melhor. O que mudou foi a
apresentação, ilustrações magníficas e coloridas, imagens computadorizadas que
chamam a atenção. Mas isso não deve ser levado em conta na hora de adotar um
livro e sim seu conteúdo, as mensagens que traz e como desperta a criatividade
na criança.
Estimular
o hábito da leitura, desde tenra idade, é fundamental para formar adultos
capacitados para discernir e terem sua própria opinião.
Fiz
uma leitura crítica de dezenas de livros didáticos infantis adotados por
escolas e fiquei espantada com o conteúdo deles. Salvos raras exceções, mesmo com ilustrações
belíssimas, a maioria não traz mensagem alguma, reúne um monte de baboseiras e
futilidades que nada acrescentam ao intelecto em formação das crianças. Fiquei
pensando em como seria feita a seleção, quem faz as escolhas, e quais os
critérios para aprovação dos livros didáticos.
Vou
comentar o enredo de alguns para exemplificar.
Um deles, tragicômico, narra a saga de um avô que comeu demais e, do
começo ao fim, gira em torno da sua ida ao banheiro. Uma bobagem só. Noutro, a
avó é chamada de velha coroca, e seu neto é um menino que desobedece a mãe e
por isso mesmo se dá bem, um incentivo ao desrespeito à autoridade dos pais. O
avô, ao invés de ser um sábio que passa aos netos suas experiências de vida, é
um abobalhado, e a avó, em vez de ser como era a Dona Benta do Sítio do
Pica-Pau Amarelo, aquela que conta histórias, faz bolos, e dá muito amor aos
netinhos, é uma pessoa doentia e ausente.
Outros
me deixaram pasma frente ao seu conteúdo que incita à violência, a
desobediência às normas, sem falar nos que contém forte apelo sexual que não
deve ser despertado antes da hora. As crianças nessa faixa etária gostam de
aventuras, amizade, natureza, animais, e só mais tarde é que começam a
despertar para a sexualidade. Num deles a Chapeuzinho Vermelho usa meias de
seda e salto alto para seduzir o lobo, algo completamente dispensável para
crianças pequenas.
Outros
ainda, trazem noções de perversidade, de
como ser arruaceiro e baderneiro, e o conceito de família, a base sólida que
deveria ser incentivada, é ridicularizado.
Uma
das obras falava sobre um seqüestro, numa trama aterradora. O mundo já
apresenta violência demais, não é preciso povoar o imaginário infantil com mais
violência. Crianças têm o direito de sonhar coisas bonitas e fantasiar à
vontade.
Em
outro desses livrinhos, todos adotados por escolas, e editados por editoras
famosas, o protagonista corre feito louco numa moto (mau exemplo), causa
tumulto depredando ônibus e virando carros. Literatura infantil não precisa
retratar essa realidade cruel das ruas, pois só vai reforçar comportamentos
negativos.
E,
para culminar, um livro de poesias para crianças, já adotado nas salas de aulas
de alunos na faixa entre oito e nove
anos, foi vetado por conter frases como “nunca ame ninguém, estupre”, e outra,
“seja efeminado, isso funciona com estilistas”. Será que ninguém viu antes?
Nenhum professor leu antes? Precisou que os pais de alguns alunos, indignados,
denunciassem para que se tomassem providências.
Tudo
isso é muito preocupante. O assunto é sério e precisa de atenção das
autoridades competentes, afinal, são crianças em fase de formação que
necessitam ser melhor orientadas para a vida. Escolas devem adotar livros cujos
conteúdos reforcem valores morais e éticos, falem de ecologia, preguem o valor
do núcleo familiar, transformando as crianças e adolescentes em adultos
melhores para melhorarem o mundo.
quarta-feira, 13 de abril de 2016
É hora de defender a verdadeira Democracia
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| Acadêmica Myria Machado Botelho Cadeira n° 24 - Patrona: Maria Cecília Machado Bonachella |
Minha intenção não era a de falar sobre política e procurar, dentro do possível, arejar o pensamento e abordar os aspectos mais amenos da vida. No momento incerto e crucial que atravessamos ,porém, não é possível silenciar,pois o amor que temos pela Pátria fala mais alto.
É tudo tão confuso e as perspectivas são tão sombrias que, mesmo a contragosto, não podemos cruzar os braços. O desgoverno Dilma, especialmente nestes últimos dias em que o processo do impeachment avança, vem-se caracterizando pelo patético e preocupante. Cercada por apoiadores que prometem “incendiar” o país e acabar com a paz, estes agitadores se esquecem, inclusive, do que significa uma democracia. É hora, pois de tentarmos entender que a democracia passa pelo respeito às leis, e de que nenhum poderoso está acima destas leis. O poder político do governo precisa ser freado e controlado. A mentira, o embuste e o estelionato eleitoral não podem estar sujeitos às bravatas de seus ocupantes. Elas devem ser desmascaradas e criticadas. Estes são os recursos democráticos por excelência. Estes recursos devem passar pela integridade moral da classe política, por mais impreciso que isso possa ser. É necessário um clima de espaços para a liberdade de contestações e os cidadãos mobilizados devem ser educados politicamente com a disposição de lutar por seus interesses, dispostos ao diálogo e á negociação de crises e problemas, tendo em vista a igualdade, a justiça e o bem estar para todos.
Isto, entretanto não existe, nem mesmo na oposição, que está mais preocupada no combate ao governo que não tem qualidade de gestão, e que está procurando compor-se conforme seus interesses fisiológicos e suas conveniências. A maior ação deste governo é dar privilégios de foros a seus correligionários e semear o medo com ameaças, agora mais frequentes e claras, de uma guerra civil . Uma vergonha, imprópria de uma mandatária chefe da nação que vem usando de estratégias indecentes, contrárias à coesão social, o bom senso e as instituições democráticas! Estamos em face de um verdadeiro pesadelo, imprevisível e incerto. E o momento necessita de políticos capazes, éticos, vocacionados e realistas em busca de soluções acertadas.
O impeachment, embora não seja a melhor solução, tem respaldo legal e surge como medida mais acertada, pois todas as outras alternativas são remotas , de difícil execução. O desfecho ideal seria o de sua renúncia , que ela já afirmou, categoricamente, não aceitar, pois sabemos de sua incapacidade de gestos maiores.
Este clima de impasses e de incertezas no país paralisado, entretanto, não pode continuar, pois as consequências se tornam cada vez mais desastrosas. E as maiores vítimas são as classes mais pobres ,sucumbindo desta roubalheira desenfreada que atolou o país e ameaça as instituições. É um momento que requer muito discernimento e cuidado.
É a hora indispensável da democracia, em que os cidadãos do bem devem sair a campo para promove-la e exigir que seus ditames sejam cumpridos, agregando forças amplas contra os inimigos da nação que, escondidos e encapuzados desejam atear fogo no que nos resta de soberania, dignidade e sensatez.
Peçamos a Deus, nesse concurso de todos, sua proteção e sua luzes para bem sairmos com dignidade desse impasse, entendendo minimamente o significado da palavra DEMOCRACIA .
domingo, 10 de abril de 2016
sexta-feira, 1 de abril de 2016
terça-feira, 29 de março de 2016
No Parque da ESALQ
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Antonio Carlos Fusatto
Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
|
Monólogo escrito por
ocasião dos 100 anos da ESALQ
Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”
Rebuscando
meus alfarrábios, encontrei anotações, de um tempo não muito distante, uma das
últimas caminhadas que o “destino” me permitiu fazer, pelo parque da ESALQ em
busca de, vigor físico e harmonia espiritual.
Cenário
deslumbrante!
Aqui,
ali, acolá, estouros de cores balouçantes ao vento ameno. É primavera,
gargalhando flores em toda parte, tornando a natureza um poema de bucólica
beleza, um painel multicor que somente o Grande Arquiteto do Universo sabe
pintar.
Sol
em ouro escaldante, incendeia a terra, embora a manhã apenas começando.
Grande
quantidade de pessoas divididas em pequenos grupos ou casais, caminham
tagarelando pelo parque, indiferentes à misteriosa magia que as cerca, jovens
estudantes, alegres e brincalhões, caminham para as aulas “num ritual
cotidiano”, afinal estão vivendo a “primavera” de suas existências.
Inconstantes
ventos tépidos, parecem carregar ânforas de perfumes sobre os vergeis,
inundando tudo com a fragrância da estação. Céu azul, com nuvens gigantescas
emolduram a paisagem multicor, onde flores jovens por toda campina, tremulam ao
suave toque de audaciosos insetos.
Caminho
mais um pouco; paro, observo, sinto a inconstância do vento, batendo em meu
rosto como a segredar alguma coisa, tento entrar em sintonia com esta Egrégora
Cósmica... Mais adiante, o velho e saudoso bonde, ainda bem conservado em seu
“pedestal” no meio de um jardim.
O
pensamento vagueia pelo tempo, e direciona a atenção para o passado: ouço seu
ruído inconfundível sobre os trilhos da R. São João, sinto seu balanço,
carregado de irrequietos e até irreverentes agricolões, revejo as normalistas
do Normal Rural, em seus uniformes impecáveis, os calouros (bichos) caras
pintadas, saltando dos estribos para fugir dos veteranos, e, ouço o sino tocado
pelo cobrador a cada passagem recebida.
Estas
recordações fazem vibrar a sensibilidade de minh’alma, tocam-na até o âmago.
Recomponho a mente, e observo que não estou mais sozinho neste local pictórico;
jovem nubente posa feliz para as câmaras de prestigioso fotógrafo.
Enquanto
filhotes de pássaros chilreiam num ninho que balouça em baixo ramo, expondo a
doçura da penugem que guarnece suas gargantas, do alto das árvores, trinado dos
sabiás e arrulhos das rolas, completam a
sinfonia da vida aumentando a magia do parque.
Mais
acolá, a antiga casa do diretor; hoje o bem cuidado museu da ESALQ, onde
relíquias históricas da velha escola são conservadas com carinho e devoção
quase religiosa. No lago à frente, a nostalgia profunda de uma solitária garça
pousada à beira.
O
tempo passa lento, continuo minha caminhada, a maioria dos habituais
caminheiros do parque foram embora.
A
grandeza majestosa das enormes árvores plantadas durante décadas por turmas de
formandos, erguem-se para o céu em constante e silenciosa oração; lembrança
viva daqueles que, aqui passaram...
A
orquestra da natureza não pára; emite acordes sonoros, provocando neste uma
emoção misteriosa, sou expectador e protagonista deste belo espetáculo de vida.
Não muito longe, sob melodia inconfundível da cascata do Piracicamirim, bando
de pássaros bailam pelas nuvens, formando desenhos no ar.
O
bem cuidado parque da ESALQ Piracicaba é um santuário ecológico no coração da
cidade.
Antonio
Carlos Fusatto é membro da Academia Piracicabana de Letras, Centro Literário de
Piracicaba e Clube dos Escritores.
terça-feira, 22 de março de 2016
MEU ANIVERSÁRIO
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| Elda Nympha Cobra Silveira Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior |
Nem sei quantos
Anos se passaram...
Só sei que vim
Caminhando feliz,
Aprendendo tudo o que quis,
Namorando entre plumas,
Perpetuando sempre o amor,
Acariciando os meus,
E me orgulhando deles,
Que são a minha prole!
Chorei pelas perdas,
Agradeci a Deus
Pelos ganhos,
Esperando, curiosa,
Pela renovação
Das minhas personas,
No palco eterno do infinito,
Tempo do qual
Só sabe Deus!
domingo, 20 de março de 2016
quarta-feira, 16 de março de 2016
Lançamento da 12a Revista da Academia Piracicabana de Letras
Palavras do vice presidente Cassio Negri abrindo a sessão
Acadêmica Carmen Pilotto, primeira secretária da APL

Acadêmica Carmen Pilotto, primeira secretária da APL
Acadêmica Maria Helena Corazza falando sobre seu patrono Luiz de Queiroz
Acadêmico Monsenhor Jamil contando sobre vida e obra do seu patrono e fundador da APL João Chiarini
Jornalista João Nassif, responsável pela edição da revista
Presidente da APL Gustavo Alvim
Joceli Cerqueira Lazier, coordenadora do Centro Cultural Martha Watts
Acadêmicos presentes
terça-feira, 15 de março de 2016
Dia da Poesia, minha indignação!
| Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 Patrono: Fernando Ferraz de Arruda |
Há
quase 40 anos o Brasil festeja em 14 de Março o Dia Nacional da Poesia, data
essa, do nascimento de um dos maiores poetas brasileiros, senão o maior, Castro
Alves.
Era
um idealista que lutou ferrenhamente pela libertação dos escravos através de
seus versos perfeitos.
Qual
não foi a minha surpresa ao constatar que a presidente Dilma sancionou uma lei
instituindo o dia 31 de outubro como “Dia Nacional da Poesia”, por ser
aniversário de outro poeta, Carlos Drummond de Andrade, sendo que já tem
oficializado o Dia do Poeta em 20 de outubro.
A
celebração no dia 14 de março costumava ser celebrada em caráter não-oficial
desde 1977, e havia até um projeto para que fosse oficializada, mas foi
simplesmente arquivado e descartado.
Mas
a presidente acatou o projeto sugerido pelo senador Álvaro Dias e sancionou a
lei com outra data, ignorando a anterior que era comemorada no Brasil inteiro!
Péssima
escolha, pois nesse dia já estão consagrados os festejos de Halloween, além de
ser o Dia do Saci e também da dona de casa, da reforma Protestante, da
Poupança, entre outros.
Fica
aqui o meu protesto.
domingo, 6 de março de 2016
Novo livro de poesias do acadêmico João Athayde
João Athayde autografando para os colegas durante reunião do Centro Literário de Piracicaba (CLIP)
quarta-feira, 2 de março de 2016
A Paz e a Música
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| Acadêmica Myria Machado Botelho Cadeira n° 24 - Patrona: Maria Cecília Machado Bonachella |
A
paz,direito inalienável das pessoas, não a temos. As guerras absurdas,
inclusive de irmãos matando irmãos; atentados cegos e seus rastros de
sofrimentos contra civis e pequeninos; atos insanos de jovens portando armas de
guerra e metralhando crianças dentro das escolas; o desprezo e o total
desrespeito á dignidade humana como o que vivenciamos em nosso país, onde se
mata por uma conta de 7 reais, onde se mata no trânsito irresponsável, onde se
mata pela opressão e a corrupção! Em
todos os setores de atividades em que o desrespeito, o egoísmo, a cobiça e a
imoralidade, a exploração do mais forte contra o mais fraco prevalecem, há também
uma outra morte. As relações humanas estão abaladas nas mais variadas
dimensões, pois onde Deus não está, falta a justiça, a solidariedade, o
respeito pela vida da pessoa e seus direitos. Direitos que abrangem também a
vida em geral, os cuidados com a natureza, a criação e o mundo, nossa casa
maior, a casa de toda a família humana e seu bem comum. O mundo está precisando
de um choque de transformações, de formação, de espiritualidade, de culto á
beleza e à sensibilidade.
Somos
nós, os ocupantes da terra, obreiros responsáveis pela sua construção em todos os níveis do convívio social e
humano, em todas as relações, sejam elas políticas, econômicas, educacionais,
em todas as áreas religiosas, culturais, artísticas, no mundo da escola e da
comunicação, onde proliferam as más notícias, os maus exemplos, os estímulos
perniciosos ao consumo desbragado,os falsos ídolos,as relações pessoais tumultuadas e sem objetivos, em que
a sexualidade exacerbada ignora os
sentimentos e os princípios que fundamentam valores essenciais como a família,célula
principal de uma sociedade bem constituída.No Brasil,salvo honrosas exceções,
esta comunicação vai de mau a pior;
basta citar apenas o exemplo do confinamento vergonhoso, nos aspectos
mais execráveis de uma invasão de
privacidade fora dos padrões normais, oferecida em horário nobre pela
rede Globo, no reality show malfadado BBB.
Minha intenção
era o de aprofundar o tema, e comentar outros aspectos de nossa realidade tão
violenta, inclusive a da educação. E o leitor deve estar confuso quanto ao
título e se perguntando: o que tem a ver a música com a paz?
A música é,
sem dúvida, um dos mais poderosos veículos de encantamento; ouvindo-a, em silêncio de oração,sentimo-nos
dulcificados e os sentidos, aos poucos, alienam-se dos problemas,
identificando-se com a beleza.
Lang
Lang, o artista chinês, considerado, aos 30 anos, um dos maiores pianistas da
atualidade,foi menino precoce. Aos 3
anos, assistindo a um desenho infantil que executava uma peça clássica,
encantou-se e, a partir dai, não parou, estudando 5 horas por dia e vencendo todos os concursos
em que se apresentou.
Enquanto
ouvia e via aquelas mãos mágicas deslizando sobre o piano ( piano que mais
parece um prolongamento de seu próprio ser), para uma platéia numerosa e
totalmente siderada na comovente beleza das sonatas de Beethoven(
as de no 3 e a Appassionata), veio-me um pensamento insistente, o da beleza,de
que só ela pode salvar o mundo e trazer a paz, como bem afirmou o grande
escritor russo, Dostoievski.
Creio que é o momento de nos interrogarmos se
nossas buscas não estão em direções erradas; se não precisamos reconquistar os
espaços da sensibilidade que trazemos desde os mais tenros anos, na capacidade
de olhar, ver, ouvir e sentir como a criança para quem tudo é novo, e se
sustenta numa incrível lógica de paz, de amor e de convívio, que nós, a medida
que passam os anos, vamos deixando para trás e substituindo pelos artifícios
mundanos?
Na
segunda parte de sua apresentação, Lang Lang
executou uma outra jóia de I. Albeniz, Ibéria, Livro 3 (Evocação,
Porto e Festa de Deus em Sevilha). Nesses momentos de uma abstração que leva ao
infinito, julguei desnecessário e grosseiro qualquer alusão contrária ao meu
encantamento. Um extra de Chopin, o famoso Estudo no 1, sedimentou minha
decisão de não falar em violência,
chacinas, atentados e guerras, em face da verdade absoluta
da arte e da beleza, verdade que devemos buscar com mais intensa e
denodada razão e urgência!
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Galeria Acadêmica
1-Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
2- Maria Madalena t Tricanico de Carvalho Silveira- Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
3-Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
4-Marcelo Batuíra da Cunha Losso Pedroso - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
5-Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
6-Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
2- Maria Madalena t Tricanico de Carvalho Silveira- Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
3-Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
4-Marcelo Batuíra da Cunha Losso Pedroso - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
5-Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
6-Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
7-Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
8-Christina Aparecida Negro Silva - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
16-Lídia Varela Sendin - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
17-Shirley Brunelli Crestana- Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
18-Marcelo Pereira da Silva - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
19-Carmelina de Toledo Piza - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
20-Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
21-Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
22-João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
23-João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
24-Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
8-Christina Aparecida Negro Silva - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
9-Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
10-Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
11- Antonio Filogênio de Paula Junior-Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz de Arruda Pinto
10-Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
11- Antonio Filogênio de Paula Junior-Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz de Arruda Pinto
12-Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
13-Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
13-Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
14-Bianca Teresa de Oliveira Rosenthal - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
15-Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz16-Lídia Varela Sendin - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
17-Shirley Brunelli Crestana- Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
18-Marcelo Pereira da Silva - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
19-Carmelina de Toledo Piza - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
20-Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
21-Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
22-João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
23-João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
24-Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
25-Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - cadeira no 26 Patrono Nelson Camponês do Brasil
26-Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
27-Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
28-Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
26-Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
27-Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
28-Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
29-Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
30-Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
30-Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
31-Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
32-Angela Maria Furlan – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
33-Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
33-Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
34-Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
35- Elisabete Jurema Bortolin - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
35- Elisabete Jurema Bortolin - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
36-Eliete de Fatima Guarnieri - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
37-Valdiza Maria Capranico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
37-Valdiza Maria Capranico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
38-Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
39-Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
40-Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz










































